<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794</id><updated>2012-03-14T15:37:47.926Z</updated><category term='Contos'/><category term='Ensaio'/><category term='Era uma Vez o Chiado'/><category term='Reflexão bíblica'/><category term='Poesia'/><category term='Artigos'/><category term='O Destapar do Baú'/><category term='Crónicas'/><title type='text'>REFLEX</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>100</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-432772097177676387</id><published>2012-02-05T10:19:00.001Z</published><updated>2012-02-05T10:19:01.009Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>Andando em Caridade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Sede imitadores de Deus, como filhos amados e andai em amor, como também Cristo vos amou e Se entregou a Si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(&lt;strong&gt;Efésios 5:1-2&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que somos filhos de Deus, passámos a herdar a natureza de Deus, o que significa que tudo quanto caracteriza Deus deve passar a fazer parte integrante do nosso viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não somos mais filhos da desobediência nem filhos da ira e, por isso, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Iniciámos uma nova vida, plena da presença de Deus. Como tal, necessitamos de um padrão de vida, de um modelo de vida a imitar. Esse modelo é a Pessoa de Cristo, o Filho de Deus por excelência. É o que este texto diz, ao afirmar que, para sermos imitadores de Deus, devemos andar como Cristo. É que, sendo agora filhos de Deus, devemos ser Seus imitadores. Mas para sermos Seus imitadores, temos de andar em amor, porque Deus é amor. E a dádiva de amor à Humanidade foi a pessoa de Jesus Cristo Que, voluntariamente, ofereceu a Deus a Sua vida em nosso favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro imitador de Deus é aquele capaz de não apenas mostrar amor nos seus gestos, nas suas atitudes e palavras, mas de levar uma vida de que o amor faça parte integrante. Uma das coisas que o amor provoca é a capacidade de obedecer. Então, se queremos ser imitadores de Deus e andar em amor, devemos estar prontos a obedecer à vontade de Deus. E na Escritura, encontramos —muitos mandamentos. Entre eles, encontramos um do Senhor Jesus: «&lt;em&gt;Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis&lt;/em&gt;». (&lt;strong&gt;João 13:34&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito fácil falar de amor e da necessidade da existência de amor. Mas note-se que esse amor deve começar em nós. Somos nós, que já andamos com Cristo e que somos filhos de Deus, que temos de amar o próximo. E esse amor começa com um acto de obediência. Jesus disse: «&lt;em&gt;Um novo mandamento vos dou: que vos ameis&lt;/em&gt;”. Ele não está a sugerir, não está a alvitrar, não está a aconselhar. Está a mandar, está a ordenar. Foi um mandamento que Ele nos deixou. E os mandamentos obedecem-se. O amor começa com a obediência à Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Origem do Amor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas o amor que é necessário à Humanidade não é um amor qualquer. É um amor divino. Tem a sua origem em Deus e só Ele no-lo pode dar, só d’Ele e apenas d’Ele pode provir esse amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, temos de ir buscá-lo a Deus, temos de deixar que Deus nos inunde com o Seu amor. A Escritura diz que é o Espírito Santo Que produz esse amor: «&lt;em&gt;A esperança não traz confusão porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;Romanos 5:5&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a certeza do crente e a esperança de toda a Humanidade: Deus quer derramar em cada pessoa o Seu amor. Para conseguir isso, Ele deu-os o Espírito Santo que realiza com alegria essa tarefa de inundar as pessoas com o amor de Deus. Esta realidade é reforçada em outras passagens da Escritura: «&lt;em&gt;Mas o fruto do Espírito é o amor&lt;/em&gt;». Isto é, aquilo que o Espírito Santo produz em nós é o amor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a vida do Cristão tem inevitavelmente de ser caracterizada pelo amor: «&lt;em&gt;Nós sabemos que passámos da morte para a vida porque amamos os irmãos&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;1 João 3:14&lt;/strong&gt;). É tão inevitável como é inevitável haver ondas no mar. Deixa que o Espírito Santo inunde a tua vida com o amor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Objecto do Amor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas o amor que recebemos de Deus não é para ficar guardado só para nós. Não devemos buscar o amor de Deus só por o buscar, só numa base egoísta, pensando apenas em nós. Um amor egoísta não é amor, nem é de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor de Deus é um amor altruísta, é um amor que se preocupa com os outros. O amor de Deus levou-O a dar-nos algo de precioso: Seu Filho Jesus e o Espírito Santo. Agora que somos também filhos de Deus e temos e vivemos no Seu amor, temos a obrigação de cultivar essa característica do amor divino que é a entrega pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vemos pela Escritura que, em primeiro lugar, temos de amar Deus de todo o nosso coração. Certa vez, perguntaram a Jesus qual o maior mandamento. A Sua resposta foi: «&lt;em&gt;Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento&lt;/em&gt;». E depois, acrescentou: «&lt;em&gt;E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o próximo como a ti mesmo&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;Mateus 23:37-39&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendemos ser fácil amar a Deus. Mas atenção: esse amor deve ser com todas as fibras do nosso ser. Não deve ser um amor superficial mas um amor profundo que vem do mais íntimo do nosso ser. E só podemos dizer que amamos a Deus quando amamos o próximo. Porque, como diz o Apóstolo João (&lt;strong&gt;1 João 4:20&lt;/strong&gt;), «&lt;em&gt;quem não ama o seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus a quem não viu?&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E neste amor ao próximo, devemos amar os membros da nossa família («&lt;em&gt;vós, maridos, amai vossas mulheres&lt;/em&gt;» ― &lt;strong&gt;Efésios 5:25&lt;/strong&gt;), devemos amar os nossos amigos e devemos também amar os nossos inimigos, como foi a recomendação de Jesus: «&lt;em&gt;Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam&lt;/em&gt;» &lt;strong&gt;(Mateus 5:44&lt;/strong&gt;). O próprio Jesus, morrendo na cruz, deu o exemplo: «&lt;em&gt;Pai, perdoa-lhes que eles não sabem o que fazem&lt;/em&gt;». Ele orava pelos Seus inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Natureza do Amor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto nos leva a indagar acerca das características que devem integrar o nosso amor. Uma vez mais, a Escritura ajuda-nos e responde às nossas interrogações. O nosso amor deve ter as qualidades descritas em &lt;strong&gt;1 Coríntios 13:4-7&lt;/strong&gt; e dele se diz que nunca falha. Lê e medita nessa passagem da Escritura e pede a Deus que te ajude a desenvolver tal tipo de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Cristão desenvolver esse tipo de amor, não admira que ele como que esteja a ferver em amor. E é essa a imagem que o Apóstolo Pedro utiliza (&lt;strong&gt;1 Pedro 1:22; 4:8&lt;/strong&gt;): «&lt;em&gt;Amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro e, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta deve ser a intensidade do teu amor: deves estar a ferver nele. A fervura mata os micróbios e joga fora as impurezas. Deixa que o teu amor seja tão fervente a ponto de eliminar da tua vida as coisas que te põem doente espiritualmente e joguem fora da tua vida tudo aquilo que a torna impura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. A Bênção do Amor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Escritura diz que Deus abençoa aqueles que O temem. Isto é, podemos ter a certeza de que temos uma bênção de Deus se obedecermos às Suas condições e exigências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, há também uma bênção para todos quantos cumprirem este mandamento de Jesus de nos amarmos uns aos outros. Qual é essa bênção, qual é essa recompensa? A Escritura diz em &lt;strong&gt;Tiago 1:12&lt;/strong&gt; que receberemos a coroa da vida: «&lt;em&gt;Bem-aventurado o varão que sofre a tentação porque quando for provado receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que O amam&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz também a Escritura (&lt;strong&gt;Romanos 8:28&lt;/strong&gt;): «&lt;em&gt;E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto significa que, nesta vida, teremos a presença constante e consoladora de Deus no nosso viver e que, na eternidade, estaremos para sempre com o Senhor. Nós receberemos a bênção da vida eterna se vivermos uma vida plena do amor de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não é utopia. Isto não é sonho. É a realidade. À nossa frente, estão dois caminhos: andarmos em amor, como filhos de Deus e herdarmos a vida eterna ou andarmos egoistamente, vivendo apenas para nós e para os nossos interesses e perdermos a vida eterna. Ao fim e ao cabo, dois caminhos se nos abrem à frente: o caminho do amor de Deus, que é o caminho da vida ou o caminho do egoísmo, que é o caminho da morte. Escolhe o caminho do amor para que vivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como filho amado de Deus, anda em amor como também Cristo te amou e Se entregou a Si mesmo por ti em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus te abençoe.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-432772097177676387?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/432772097177676387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=432772097177676387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/432772097177676387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/432772097177676387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/02/andando-em-caridade.html' title='Andando em Caridade'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-8557753699165516598</id><published>2012-02-02T10:35:00.000Z</published><updated>2012-02-02T10:35:00.376Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>letra</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;do alfabeto&lt;br /&gt;minhas eram as letras&lt;br /&gt;todas,&lt;br /&gt;todas menos uma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com elas compus batéis&lt;br /&gt;e neles percorri os sonhos&lt;br /&gt;nas manhãs douradas da inocência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com elas talhei palavras&lt;br /&gt;erguidas no riso de uma quimera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem elas em odes mil&lt;br /&gt;cantei as invernias&lt;br /&gt;de uma Primavera sem flor&lt;br /&gt;escondida na dobra&lt;br /&gt;do teu sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas em todas as palavras&lt;br /&gt;uma letra me faltava&lt;br /&gt;essa letra eras tu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;01.Dez.2011&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-8557753699165516598?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/8557753699165516598/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=8557753699165516598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8557753699165516598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8557753699165516598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/02/letra.html' title='letra'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6935976647442371549</id><published>2012-01-29T10:05:00.000Z</published><updated>2012-01-29T10:05:00.099Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Era uma Vez o Chiado'/><title type='text'>Igrejas do Loreto e da Encarnação</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_O-vaf_PJoY/TyHfYgl71RI/AAAAAAAAAFE/4b09Vj6GXKs/s1600/Loreto.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; FLOAT: left; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702084215386658066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_O-vaf_PJoY/TyHfYgl71RI/AAAAAAAAAFE/4b09Vj6GXKs/s320/Loreto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;A Igreja de Nossa Senhora do Loreto, erguida em 1518 do lado de fora da muralha fernandina, mesmo colada à torre norte das Portas de Santa Catarina é fruto da insistência da colónia italiana em Lisboa junto de Leão X e D. Manuel I. Mais tarde, querendo a sua ampliação, conseguem que em 1573 seja derribada a Torre Norte das Portas, com a condição de que se um dia fosse necessário defender a cidade, a igreja seria entulhada até onde fora o eirado da Torre. Felizmente, nenhum exército se lembrou de atacar a capital. Se escapou ao entulhamento, não escapou, porém, ao incêndio que a destruiu em 1651 nem às chamas provenientes do palácio contíguo do Secretário da Guerra, que se seguiram ao Terramoto, uma vez que o sismo em si pouco a afectara. Trinta anos depois do grande desastre o Loreto reabriu ao culto e desde finais do séc. XVIII tornou-se uma das igrejas mais elegantes de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de italianos, foram eles que suportaram sempre os custos dando uma percentagem da taxa que pagavam sobre todos os bens dos seus negócios despachados na Alfândega. Uma espécie de IVA social &lt;em&gt;avant la lettre.&lt;/em&gt; Mas tinham também privilégios e um deles era a isenção de serviço militar, concedida desde os tempos de D. Afonso V. Como sinal de gratidão, os confrades do Loreto formaram uma companhia militar sujeita apenas às ordens do rei. Falando em movimentações militares, é de recordar que, depois do encontro de Alcântara, é aqui nesta igreja que D. António Prior do Crato se refugia à espera que a populaça se levante para o aclamar rei em vez do Filipe. Ou porque os tempos eram outros ou porque não tinha o carisma do Mestre de Aviz a quem pretendia imitar, a verdade é que o gesto não surtiu efeito e o Duque de Alba entra calmamente em Lisboa pelas Portas de Santa Catarina. O Chiado a saudar a dinastia filipina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem só de desgraças e de episódios militares vive a lembrança do Loreto. Aqui Manuel Bernardes foi baptizado em Agosto de 1644 e era vulgar celebrarem-se exéquias ou algum &lt;em&gt;Te Deum&lt;/em&gt; em memória ou honra por alguma celebridade, como sucedeu, entre outras, com as exéquias por D. José e D. Maria I, por cuja aclamação se cantou um &lt;em&gt;Te Deum&lt;/em&gt;. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CiTa6PSsrIU/TyHgewPh6oI/AAAAAAAAAFQ/IIIOp0KMmPU/s1600/Encarnacao.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 185px; FLOAT: right; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5702085422178495106" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-CiTa6PSsrIU/TyHgewPh6oI/AAAAAAAAAFQ/IIIOp0KMmPU/s320/Encarnacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à Igreja de Nossa Senhora da Encarnação, ela resulta do cumprimento do desejo da Condessa de Pontével, dama da rainha D. Leonor de Gusmão, de fundar uma igreja para sede da freguesia sucedânea do Loreto. Iniciadas em 1698, as obras estão concluídas em 1708, com o recurso à demolição da torre sul das Portas de Santa Catarina que assim desaparecem, não sem que os nichos das imagens de Nossa Senhora do Loreto e de Santa Catarina que as encimavam passem a figurar no frontispício da nova igreja. Destruída pelo Terramoto é reconstruída 30 anos depois.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6935976647442371549?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6935976647442371549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6935976647442371549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6935976647442371549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6935976647442371549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/igrejas-do-loreto-e-da-encarnacao.html' title='Igrejas do Loreto e da Encarnação'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_O-vaf_PJoY/TyHfYgl71RI/AAAAAAAAAFE/4b09Vj6GXKs/s72-c/Loreto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-5433459905563599753</id><published>2012-01-26T14:39:00.001Z</published><updated>2012-01-26T15:06:19.284Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>Andando com Deus (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E viveu Enoque sessenta e cinco anos; e gerou Metusala. E andou Enoque com Deus, depois que gerou Metusala, trezentos anos; e gerou filhos e filhas. E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para Si o tomou.&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Génesis 5:21-24&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estas são as gerações de Noé; Noé era varão justo e recto em suas gerações; Noé andava com Deus.&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Génesis 6:9&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte e não foi achado porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. Ora, sem fé é impossível agradar-Lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam.&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Hebreus 11:5, 6&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E destes também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo; Eis que é vindo o Senhor com milhares de Seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar de entre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram; e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra Ele.&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Judas 14, 15&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dos Cristãos se diz que são gente que «an&lt;em&gt;da com Deus&lt;/em&gt;». A Bíblia fala de muitos homens e mulheres ― autênticos gigantes da fé ― que, pelo testemunho que deixaram da sua vida são nosso exemplo. Deles se diz que «&lt;em&gt;andaram e andavam com Deus&lt;/em&gt;». Todo o capítulo 11 de Hebreus nos fala desses homens e mulheres que, por causa do conhecimento que tinham da vontade de Deus, permanecem na memória dos Cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós que de certa maneira somos os herdeiros espirituais desses gigantes, devemos também «&lt;em&gt;andar com Deus&lt;/em&gt;». E muitas vezes utilizamos essa expressão. Devemos continuar a andar com Deus na nossa vida diária. Mas o que significa &lt;strong&gt;andar com Deus&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar com Deus significa pelo menos três coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Viver de um modo que Lhe agrade.&lt;/strong&gt; Veja-se o que aconteceu com Enoque (&lt;strong&gt;Hebreus 11:5&lt;/strong&gt;), cuja vida as pessoas podiam ver que satisfazia a Deus. Para agradarmos a Deus, temos de conhecer a Sua vontade, a Sua Palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Ter um “bom testemunho”, ou seja, uma boa reputação.&lt;/strong&gt; Isto só pode acontecer se lermos a Escritura para saber o que Deus quer de nós. Jesus foi nosso exemplo em tudo, até no bom testemunho. D’Ele se diz (&lt;strong&gt;Lucas 2:52&lt;/strong&gt;) que tinha bom testemunho perante a Sociedade e perante Deus. Quando falamos do &lt;em&gt;testemunho&lt;/em&gt;, falamos daquilo que fazemos e daquilo que somos. Qual a reputação que a Sociedade e Deus têm de nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Fazer a vontade de Deus&lt;/strong&gt;. Para fazer a vontade de Deus, temos de a conhecer. Só há uma maneira de a conhecer: lendo a Escritura. Todos os dias, devemos ler um pouco da Escritura e meditar nela, como diz o Salmista (&lt;strong&gt;Salmo 1:2&lt;/strong&gt;): «&lt;em&gt;Feliz a pessoa que medita na Escritura&lt;/em&gt;». Mas não basta conhecer a vontade de Deus para Lhe agradar. Temos de a praticar. E só há uma maneira de a praticar: com amor! ― «&lt;em&gt;O amor é este: que andemos segundo os Seus mandamentos&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;2 João 6&lt;/strong&gt;). Temos de ser pessoas que irradiam amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas andar com Deus exige da nossa parte algumas condições e provoca algumas consequências. É impossível andar com Deus e não haver consequências na nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são essas condições e consequências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1. É necessário haver compatibilidade entre nós e Deus&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O profeta Amós (&lt;strong&gt;Amós 3:3&lt;/strong&gt;) já dizia: «Andarão dois juntos se não estiverem de acordo?». E o Apóstolo Paulo acrescentou: «&lt;em&gt;Que ligação há entre a luz e as trevas?&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;2 Coríntios 6:14&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus é santo, é puro, é verdade, é luz. A pessoa sem Deus não quer saber de Deus para nada. Na verdade, a Sua Palavra diz que «nós éramos inimigos de Deus» e que «&lt;em&gt;andávamos longe de Deus, fazendo coisas que Lhe desagradam&lt;/em&gt;». Mas a coisa maravilhosa é que, apesar disso, Deus não nos castigou mas amou-nos, ainda que estivéssemos longe d’Ele, ainda que fôssemos Seus inimigos. E continuou a convidar-nos a andar com Ele. Ainda hoje, Ele continua a chamar-nos. Que grande é o amor de Deus! É tão grande que se dispôs a ajudar-nos e a arranjar maneira de podermos andar com Ele. Essa maneira foi a morte de Jesus Cristo na cruz do Calvário em nosso lugar. Agora, através de Jesus e por Seu intermédio, podemos ter a certeza de que andamos com Ele. Agora, já há compatibilidade entre nós e Deus. Mas essa compatibilidade só está ao alcance daqueles que reconhecem Jesus Cristo e apenas Ele como Salvador pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2. Andar juntos implica uma relação pessoal&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Só podemos dizer que marido e mulher andam juntos quando entre eles há uma relação pessoal. Quando estão de relações cortadas, não se pode dizer que andam juntos. A mesma coisa acontece entre nós e Deus. Temos de ter uma relação pessoal com Deus. Em primeiro lugar, temos de acreditar que Ele existe e que nos ama. Depois, temos de cumprir a Sua vontade. E a Sua vontade diz que temos de reconhecer que somos pecadores, que estamos longe de Deus e que precisamos de aceitar Jesus Cristo como o único que restabelece as nossas relações com Deus. E a Sua vontade diz que uma vez restabelecidas relações com Ele, então somos filhos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto significa que, quando andamos com Deus, a relação que passa a existir entre nós e Ele é a mesma que existe entre filho e pai. Deus é nosso Pai e, como Pai, Deus quer suprir todas as nossas necessidades, como lemos em &lt;strong&gt;Filipenses 4:19&lt;/strong&gt; ― «&lt;em&gt;O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória por Cristo Jesus&lt;/em&gt;». Não é da vontade do Pai celeste que os Seus filhos sofram doenças físicas, morais e espirituais. Toda a dor, toda a angústia, toda a tristeza, toda a ansiedade e incerteza podem desaparecer da nossa vida, se andarmos com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Deus é nosso Pai e quer suprir as nossas necessidades, então somos Seus filhos e também temos responsabilidades. E a grande responsabilidade que nós temos é a de amar a Sua Palavra, meditar nela, praticar aquilo que é agradável a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3. Andar com Deus deve ser uma experiência contínua&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quando nascemos, temos um pai e uma mãe e até morrermos, eles são nossos pais. Não podemos dizer que não foram eles que nos geraram. A nossa relação filhos-pais é contínua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo acontece entre nós e Deus. Se dizemos que andamos com Deus, então temos mesmo de andar com Ele. Tem de ser uma relação contínua. Como queremos que Deus nos abençoe e se comporte como nosso Deus se umas vezes andamos com Ele e outras vezes andamos sem Ele e até contra Ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se queremos que Deus seja nosso Pai e actue como nosso Pai, então temos de ser Seus filhos e actuar continuamente como Seus filhos. A nossa relação com Deus deve ser contínua, como foi a recomendação de Jesus em &lt;strong&gt;João 15:9&lt;/strong&gt;: «&lt;em&gt;Como o Pai me amou, também eu vos amei; &lt;strong&gt;permanecei &lt;/strong&gt;no meu amor&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nós permanecemos no amor de Deus, ou seja, quando a nossa relação com Deus não for aos saltinhos, então a Sua presença é também constante na nossa vida, como Isaías (&lt;strong&gt;40:31&lt;/strong&gt;) disse: «&lt;em&gt;Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa relação com Deus é alguma coisa que nos permite fazer coisas que dantes não pensávamos ser possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começámos esta mensagem falando de Enoque. Dele dissemos que «andava com Deus». A sua vida serve-nos do exemplo. E a sua vida de andar com Deus ensina-nos pelo menos 2 coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) Ninguém nos pode impedir de andar com Deus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há muitos que se desculpam com os amigos e com a família para não andarem com Deus e dizem: «&lt;em&gt;Agora, o que é que os outros vão pensar de mim?&lt;/em&gt;». Nós não temos que nos preocupar com os outros. Se a família e os amigos não quiserem andar com Ele, o problema é deles, não é nosso. Nós temos o dever e a obrigação de andar com Deus. Porque é mais importante agradar a Deus, seguir a Sua vontade, ser abençoado por Ele do que agradar a qualquer pessoa. Todos podem caber na nossa vida, mas cada um no seu lugar. E Deus vem em primeiro lugar. Enoque e Noé tinham família e amigos e certamente gostavam deles mas isso não os impediu de andarem com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda com Deus, meu irmão e meu amigo, tanto mais que a Sua Palavra diz que Ele abençoará os nossos filhos, como lemos em &lt;strong&gt;Isaías 54:13&lt;/strong&gt;: «&lt;em&gt;A paz de teus filhos será abundante&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) Nenhum ambiente nos pode impedir de andar com Deus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Outra vez, há muitos que se desculpam com o ambiente em que vivem para não andarem com Deus e dizem: «&lt;em&gt;Não vêem que eu não tenho ambiente nenhum ao meu redor?&lt;/em&gt;». Mas a verdade é que o mundo que nos rodeia a todos nós está cheio de dificuldades. Mas isso não impede milhões de pessoas de «andarem com Deus». Isso não impediu Enoque e Noé de andarem com Deus. Eles viviam no meio de uma sociedade corrupta e corrompida, principalmente Noé. O mundo do seu tempo era tão mau que Deus teve de o castigar por meio do Dilúvio. Mas apesar disso, Noé andava com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos andar com Deus apesar do mau ambiente ao nosso redor, porque Deus está connosco, como lemos em &lt;strong&gt;Romanos 8:31&lt;/strong&gt;: «&lt;em&gt;Se Deus é por nós quem será contra nós?&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enoque andava com Deus. Viveu pelo menos 300 anos a andar com Deus e dele se diz que quando deixou este mundo, a sua falta foi sentida e que o aguardava um futuro maravilhoso ― Ele foi estar para sempre com Deus. Será que quando não estás presente, a tua falta é sentida? Se andas com Deus, as pessoas que te conhecem vão querer estar ao pé de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tens a certeza de qual vai ser o teu futuro? Se andares com Deus, não temes qualquer incerteza. Se andares com Deus, irás viver para sempre com Ele. Deus te abençoe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oremos: «&lt;em&gt;Deus, nós Te agradecemos porque é possível conhecer-Te. Agradecemos-Te porque é possível andar contigo. Louvamos-Te porque nos amaste e nos falas e és nosso Pai se realmente andarmos contigo. Ajuda-nos a aprofundar o nosso relacionamento contigo de tal modo que levemos aqueles que vivem ao nosso redor a desejarem também andar contigo. Em nome de Jesus oramos. Ámen&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) Baseado num esboço de John F. Walker, in &lt;em&gt;Advance&lt;/em&gt;, Março de 1977&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-5433459905563599753?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/5433459905563599753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=5433459905563599753' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5433459905563599753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5433459905563599753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/andando-com-deus.html' title='Andando com Deus (*)'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-8456681420610914341</id><published>2012-01-22T10:53:00.001Z</published><updated>2012-01-22T15:29:30.851Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Da Liberdade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SQOg2J-_IBI/Tw-DXxc3eYI/AAAAAAAAAEc/dIX7YjbHQtI/s1600/096_Reflex_Da%2Bliberdade.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 285px; FLOAT: left; HEIGHT: 209px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696916498081610114" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-SQOg2J-_IBI/Tw-DXxc3eYI/AAAAAAAAAEc/dIX7YjbHQtI/s400/096_Reflex_Da%2Bliberdade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Podemos entender a liberdade em muitos sentidos. Mas, no fundo, todos esses gestos e actos de liberdade acabam por ser a tradução do conceito geral que temos da liberdade. Com efeito, a liberdade manifesta-se em diversos domínios e, assim, temos a liberdade política, a liberdade religiosa, a liberdade civil, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para entendermos o que é a liberdade, não podemos ficar amarrados à definição dessas liberdades porque, no fundo, elas não são senão a expressão da liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, então, o que é a liberdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo que a liberdade deve ser encarada em termos do que devemos fazer e não tanto em termos do que podemos fazer. Assim, sendo, a liberdade seria, muito liminarmente, a capacidade de fazer o que deve ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque é que a liberdade deve ser encarada em termos do que devemos e não em termos do que podemos fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que a liberdade deve ser responsável. Senão, deixa de ser liberdade. Porque a minha liberdade acaba onde começa a liberdade do meu próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, sou livre para roubar a propriedade alheia. E estarei a basear a minha liberdade naquilo que posso ou não fazer. Mas a verdade é que, ao praticar esse meu acto de liberdade, estou indo contra a liberdade que o meu próximo tem de possuir a sua propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esta liberdade baseada no que posso fazer é pobre, limitada e limitativa. Mas, ao contrário, a liberdade baseada no que devo fazer é enriquecedora e verdadeira. É, no fundo, a verdadeira liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, sou livre fisicamente de fumar. Mas baseado no que devo fazer, sou livre para não fumar. A minha liberdade advém-me então do facto de eu saber o que devo ou não fazer. E enquanto não souber o que devo fazer, não me posso considerar um homem livre. Baseio, então, a minha liberdade numa opção que, no fundo, deriva de um conhecimento, ou melhor, do meu comprometimento a um conhecimento. Esse conhecimento a que estou comprometido é, para mim, uma verdade. É, então, a verdade que nos liberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por algum motivo, Jesus de Nazaré disse: &lt;em&gt;E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Mas no meio de tantas verdades, deve haver uma verdade, deve haver a verdade. E a realidade é que é possível essa verdade, é possível a verdade. Jesus disse: &lt;em&gt;Eu sou o caminho, a verdade e a vida&lt;/em&gt;. Então, é d'Ele que necessitamos para sermos livres. De resto, Jesus reivindicou para Si esse papel, ao afirmar: &lt;em&gt;Se o Filho de Deus vos libertar, verdadeiramente sereis livres.&lt;/em&gt; Ou seja, precisamos de conhecer e de aceitar as reivindicações de Jesus. Precisamos de aplicar o Seu programa à nossa vida para sermos livres. Mas livres de quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livres da nossa alienação enquanto seres humanos, livres das angústias, livres de vícios e hábitos que escravizam e diminuem a condição humana, livres daquilo que a Bíblia designa de pecado, ou seja, livres de tudo quanto desagrada a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único que nos pode dizer o que deve guiar e orientar a nossa vida é a pessoa de Jesus. Não há tantos que experimentam tanta coisa? Porque não experimentar as reivindicações de Jesus Cristo? Porque não procurar ser igual a Ele? Essa é a verdadeira liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Programa Caminhos - RTP - 1.Março.1987&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-8456681420610914341?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/8456681420610914341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=8456681420610914341' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8456681420610914341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8456681420610914341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/da-liberdade.html' title='Da Liberdade'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SQOg2J-_IBI/Tw-DXxc3eYI/AAAAAAAAAEc/dIX7YjbHQtI/s72-c/096_Reflex_Da%2Bliberdade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-3725827682400657979</id><published>2012-01-18T10:17:00.000Z</published><updated>2012-01-18T10:17:00.810Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Era uma Vez o Chiado'/><title type='text'>O Convento do Carmo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://luminescencias.blogspot.com/Convento_do_Carmo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 480px; FLOAT: left; HEIGHT: 236px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://luminescencias.blogspot.com/Convento_do_Carmo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;O convento do Carmo é obra e inspiração de Nuno Álvares Pereira, o Condestável do reino, numa altura em que, saído de uma crise dinástica, o país se preparava para consolidar as conquistas obtidas e lançar-se na grande empresa dos Descobrimentos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Após a batalha de Aljubarrota e talvez na sequência de algum voto expresso, decide-se pela construção de um convento dedicado à Virgem, de quem era muito devoto, nuns terrenos que eram seus, comprados aos frades da Trindade e a par dos Paços do Almirante, descendente do genovês e casado com uma irmã do Condestável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois da autorização concedida pelo Papa Nicolau VI, a obra arranca a 16 de Julho de 1389, dia de Nª Srª do Carmo, era o Condestável de 26 anos e viúvo há 7. O terreno considerado de «areias mortas» levantou dificuldades tremendas à construção, atrasando de 8 anos a execução dos alicerces e exigindo o recurso a 4 fortes arcobotantes de que resta um arqueando-se sobre a actual passagem do elevador de Santa Justa. Após várias peripécias, o convento fica concluído em 1413, vinte e quatro &lt;a href="http://ipt.olhares.com/data/big/160/1604510.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 274px; FLOAT: right; HEIGHT: 526px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://ipt.olhares.com/data/big/160/1604510.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;anos depois do seu início. Pelo meio, Nuno Álvares faz doação de todos os seus ao novo mosteiro e convida a Ordem mendicante dos Carmelitas, presente em Portugal desde 1250, a vir ocupá-lo. Em Agosto de 1422, depois de ter ajudado o rei na conquista de Ceuta, entra para o convento, professando no ano seguinte, adoptando o nome de Frei Nuno de Santa Maria. Vive mais 8 anos com aura de santidade e a 11 de Novembro de 1431 deixa este mundo, chorado e lamentado pelo povo e pela realeza. Tinha 71 anos e D. João I custeia-lhe os funerais, sendo sepultado na capela-mor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Com o domínio filipino, o mosteiro decai de importância porque aos olhos dos Castelhanos, o convento não passava de um coio de conspiradores. O túmulo do Condestável era foco de romaria de portugueses insatisfeitos com o resultado das políticas régias casamenteiras que puseram no trono um rei estrangeiro e saudosos dos tempos em que, senhores da sua terra, talvez esperançados que Santo Frei Nuno fizesse um milagre ou inspirasse algum libertador. Por via das dúvidas, romarias ao túmulo e bailes festivos no terreiro ficaram banidos e durante 60 anos tiveram de manter longe dos olhares populares a espada do Condestável. Já que não foi possível vencê-lo em Aljubarrota, deixá-lo repousar em paz no sossego do túmulo. Ai dos vencidos...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quanto ao convento em si, contava com inúmeras capelas, 4 absidiais, 2 no cruzeiro, uma em frente à porta do claustro, nove do lado do evangelho e sete do lado da epístola. No altar-mor, a estátua de Santo Elias ostenta a espada de Nuno Álvares e os vários nichos não são parcos em relíquias, nada menos de 200. Os Carmelitas esmeraram-se e por tudo isso não espanta o apego e &lt;a href="http://www.cm-lisboa.pt/archive/img/Convento_do_Carmo_Foto_Am_rico_Simas_1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 375px; FLOAT: left; HEIGHT: 216px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.cm-lisboa.pt/archive/img/Convento_do_Carmo_Foto_Am_rico_Simas_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;admiração popular por esta casa conventual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Recuperada a independência, D. João IV resolve homenagear o seu ascendente, cuja beatificação solicita a Roma. Para tal a procissão comemorativa do levantamento nacional do 1º de Dezembro vem durante muitos anos à igreja do Condestável. Até 1755, retoma o seu lugar na devoção nacional e, entre festas de canonização de São João da Cruz e outros santos e a recepção do hábito de Terceiras pelas princesas do Brasil e da Beira em 1735, o convento alberga na cela do Provincial uma figura importante: nada menos que Frei João de Santo António, filho bastardo de D. Pedro II e irmão de D. João V.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Terramoto provoca-lhe ruína completa. Ao primeiro abanão, toda a estrutura cede como um castelo de cartas. Como ocorreu em toda a zona sinistrada, as chamas não tardam a fazer a sua aparição e tudo consomem à sua passagem. Segue-se o trabalho penoso da reconstrução. Aquilo a que hoje se chama ruínas do Carmo mais não são que as obras inacabadas de reconstrução, iniciadas logo nos primeiros anos depois do sismo. Do antigo edifício apenas restou a fachada sobre o Largo do Carmo. Os tempos iam maus, de políticas e de dinheiros. Entrara-se na fase das lutas entre liberais e absolutistas, os cabedais não abundavam e em 1833 as obras são interrompidas. Pelo meio, em Conselho de Guerra reunido no Convento, o julgamento e condenação do defensor de Almeida, o tenente-rei Costa e Almeida, por Beresford, comandante das tropas inglesas que de aliadas no combate às forças napoleónicas se transformaram em exército de ocupação, confirmando a habitual tendência da velha Albion...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;À ruína material do mosteiro, junta-se a ruína dos monges em termos de disciplina e dissolução de costumes. Por isso, não admira que, pela portaria de Abril de 1834, os seus bens sejam confiscados e as propriedades postas à venda. Como o Estado era pobre em edifícios para albergar os seus serviços, fazem-se algumas obras para receber o Tribunal do 3º Distrito, enquanto a tropa aguça o olhar e desde 1845 ali fica instalada a Guarda Municipal, antecessora da actual Guarda Nacional Republicana. &lt;a href="http://www.ezimut.com/wp-content/uploads/2011/04/Convento-do-Carmo_1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 380px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://www.ezimut.com/wp-content/uploads/2011/04/Convento-do-Carmo_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois de em 1860 ter sido sugerido a demolição das ruínas da igreja ou a sua transformação em estabelecimento de banhos públicos e até da criação de um miradouro, em 1864, por sugestão de Possidónio da Silva, a Câmara entrega-a para sede da que mais tarde seria a Associação dos Arqueólogos Portugueses.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Convento volta a ganhar fama e notoriedade com o golpe de Estado de 25 de Abril quando, numa derradeira tentativa de controlar uma situação que claramente lhe escapava, o chefe do governo de então, Marcello Caetano, refugia-se no quartel da GNR. O resto é conhecido e se não em manuais de história, pelo menos nos periódicos da época é possível recolher um relato circunstanciado. O governo rende-se na pessoa do magnífico reitor da Universidade na crise da década de 60 e o país reentra na sua actual fase democrática. Quanto ao Carmo, lá está!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-3725827682400657979?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/3725827682400657979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=3725827682400657979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3725827682400657979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3725827682400657979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/o-convento-do-carmo.html' title='O Convento do Carmo'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-3612662134037502469</id><published>2012-01-14T10:45:00.003Z</published><updated>2012-01-15T16:35:07.065Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>O Sacrifício do Crente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional e não vos conformeis com este mundo mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(&lt;strong&gt;Romanos 12:1-2&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notemos, em &lt;strong&gt;primeiro lugar&lt;/strong&gt;, que Paulo não se dirige aos ímpios mas aos crentes: «&lt;em&gt;Rogo-vos, irmãos&lt;/em&gt;». Esta mensagem e as suas implicações são para nós que já conhecemos o Senhor, são para todo aquele a quem posso e devo chamar irmão. Não podemos esperar que o resultado deste texto surja através daqueles que não sejam irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder que se encontra nestes versículos, as exigências que estes versículos levantam, o resultado que é de esperar deste texto só pode vir através dos irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que irmãos? Todos aqueles que já se submeteram à vontade de Deus. De acordo com a Escritura, não podemos chamar ou considerar irmão qualquer pessoa: só aquele que aceitou e se dispôs a aceitar o domínio e a lei de Jesus Cristo. Não chame irmão a um qualquer mas só àquele que já fez a sua decisão de respeitar e obedecer à lei de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;segundo lugar&lt;/strong&gt;, note-se que, aqui, Paulo está a concluir um pensamento iniciado anteriormente. Ou seja, ele não está a desenvolver nenhum novo pensamento: «&lt;em&gt;Rogo-vos, pois&lt;/em&gt;», «Rogo-vos, &lt;strong&gt;portanto&lt;/strong&gt;». Ou seja, Paulo desenvolve um pensamento nos capítulos anteriores e, ao chegar a este ponto, conclui: «Portanto, depois de tudo quanto anteriormente eu disse, eis o que deveis fazer». Isto significa que se nós queremos alcançar e &lt;strong&gt;experimentar&lt;/strong&gt; (e Paulo utiliza o verbo experimentar) aquilo que Paulo diz ser possível, temos de estar no alinhamento de todo o seu pensamento anterior. E porquê Porque depois de desenvolver o seu pensamen&amp;shy;to, Paulo indica qual a única forma de receber aquilo que ele diz neste texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como um tiro a um alvo: o alvo está à nossa frente ― é &lt;strong&gt;Romanos 12:1-2.&lt;/strong&gt; Mas para o tiro alcançar o alvo, é necessário que o alvo e a mira da espingarda (todo o pensamento anterior de Paulo) estejam alinhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é, então, esta mira? O que é este pensamento anterior de Paulo, qual é a condição a que devemos estar sujeitos para experimentar o resultado que Paulo nos prevê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos capítulos anteriores de Romanos, Paulo desenvolve todo o plano divino de salvação do ser humano. Demonstra que ninguém merecia o favor de Deus, que todos estavam condenados, que nada do que podemos fazer nos ganha os favores de Deus; demonstra que a atitude de Deus quanto à sa1vação do ser humano foi sempre a mesma; que quem se aproxima de Deus, deve aproximar-se baseado e fundamentado na fé e nas obras ou na sua lógica humana! Em termos práticos, significa que ou aceitamos as condições divinas e nos submetemos a elas ou nem sequer vale a pena tentar, que Deus não nos aceita noutra base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo demonstra que Deus é amor e misericórdia mas que também é zeloso das Suas qualidades e características e que toda a arrogância humana, ainda que com capa de espiritualidade é abominação aos Seus olhos. Paulo demonstra que Deus é mere&amp;shy;cedor de toda a nossa atenção e prossegue, no final do capítulo onze, cantando e rejubilando porque toda a nossa vida, todos os nossos actos devem ter como único alvo trazer glória para o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, depois de desenvolver todo o seu pensamento, Paulo garante-nos que podemos conhecer e experimentar a vontade desse Deus que nos capítulos anteriores glori&amp;shy;ficou e exaltou mas que, para tanto, há alguma coisa que devemos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em terceiro lugar,&lt;/strong&gt; Paulo coloca toda a sua ênfase, toda a sua certeza neste texto. A expressão que utiliza é de profunda intensidade, o que nos indica que aquilo que ele está a tratar não é brincadeira, não é para entrar por um ouvido e sair por outro, não é para ser encarado de ânimo leve. A vida cristã não é brincadeira. A vida cristã não é um jogo de atitudes religiosas pretensamente espirituais. A vi&amp;shy;da cristã é algo que tem a ver profundamente com o coração de Deus: «&lt;em&gt;Rogo-vos... pela &lt;strong&gt;compaixão&lt;/strong&gt; de Deus&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se o «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Rogo-vos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;...»! Não é um alvitre, uma sugestão; não é um conselho; tão pouco é um pedido ― é mais do que isso. «&lt;strong&gt;Rogo-vos&lt;/strong&gt;» aponta para uma intensidade de sentimentos. Não é uma consideração filosófica ou teológica que Paulo faz. Ele coloca todo o peso da sua experiência vivida com o Senhor: «&lt;em&gt;Rogo-vos&lt;/em&gt;!». Não é sempre que rogamos. Regra geral, pedimos. Rogamos apenas quando todo o nosso ser está presente, quando estamos envolvidos de alma e coração no pedido que fazemos, quando sabemos que o nosso pedido não é apenas importante ― é essencial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo aponta-nos aqui alguma coisa que é indispensável ao nosso viver cristão ― ele não pede; ele roga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para reforçar este sentimento, para que, a um ouvido desatento não escapasse a solenidade do que quer compartilhar, Paulo acrescenta: «&lt;em&gt;Pela compaixão de Deus&lt;/em&gt;». Não é impunemente nem em vão que um Judeu invoca o nome de Deus. E Paulo invoca aqui o nome de Deus: Deus está interessado e envolvido com o nosso vi&amp;shy;ver cristão e com o nosso destino eterno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Pela compaixão de Deus...&lt;/em&gt;». Não apenas pela «paixão de Deus», mas pela «&lt;strong&gt;compaixão&lt;/strong&gt;». A compaixão nunca está sozinha: é sempre por alguém. Ele não apela ao «amor de Deus». Não diz: «pelo amor de Deus», não fôssemos nós pensar no «amor de Deus» em termos abstractos. Mas ele diz «&lt;em&gt;pela compaixão&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compaixão é amor em acção, amor que acompanha alguém. Compaixão é&lt;strong&gt; paixão com&lt;/strong&gt;. Compaixão é o amor prático, identificado e envolvido comprometidamente com a necessidade do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se este texto se nos aplica, porque aquele «irmãos» do princípio nos diz res&amp;shy;peito, então estamos em condições de entender o sentimento de Paulo expresso na frase «&lt;em&gt;Rogo-vos pela compaixão de Deus&lt;/em&gt;», porque todos nós já experimentámos a «compaixão de Deus» na nossa vida. Já a experimentámos? E podemos dizer ámen?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim? Não, meus irmãos! Se dizemos ámen apenas a isso, então ainda não aprendemos nada, então ainda não sabemos nada da vida cristã. É que se já somos «irmãos», então não &lt;strong&gt;experimentámos&lt;/strong&gt; a compaixão de Deus ― &lt;strong&gt;estamos continuamente a experimentar&lt;/strong&gt; a compaixão de Deus no nosso viver cristão! Se isto não está a acontecer, então não somos irmãos! Este texto fala para irmãos, fala para quem uma certa vez experimentou a compaixão de Deus e, exactamente aos tais, Paulo lembra que a compaixão de Deus é que o move, que a compaixão de Deus deve estar na base do nosso viver cristão. E se vivemos, se não estamos mortos, então a compaixão de Deus não é uma experiência passada mas uma experiência contínua e constante: Deus está, amorosamente, envolvido totalmente com as nossas paixões, com o nosso viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que nos diz Paulo neste texto? Diz-nos que é possível conhecer a vontade de Deus: veja-se o final do versículo 2:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para que&lt;/strong&gt; indica uma finalidade. Há uma finalidade na vida cristã! Nós não anda&amp;shy;mos à deriva, não andamos ao calhas. Nós não somos «Maria vai com as outras». O Cristão tem uma finalidade na sua vida. O Cristão sabe de onde vem e para onde vai. Nós não andamos ao sabor das eventualidades, ao sabor dos caprichos da Natureza, do destino, de uma instituição ou até mesmo de um «irmão iluminado». Não! Não! O Cristão sabe o caminho que pisa. «&lt;em&gt;Para que experimenteis&lt;/em&gt;»... «&lt;strong&gt;Para que!&lt;/strong&gt;» Há uma finalidade no nosso viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa finalidade é conhecer a vontade de Deus! Aleluia! E uma vez mais afirmo: se dizemos Aleluia apenas a essa verdade que é conhecer a vontade de Deus e fi&amp;shy;carmos por aí, então é muito pouco. É que o Cristão não apenas pode conhecer como &lt;strong&gt;experimenta&lt;/strong&gt; a vontade de Deus. Agora, diga Aleluia à vontade. Não somente é possível &lt;strong&gt;conhecer&lt;/strong&gt; a vontade de Deus: é possível &lt;strong&gt;experimentar &lt;/strong&gt;a vontade de Deus. Mas não somente é possível, como a finalidade do Cristão é experimentar a von&amp;shy;tade de Deus. E agora, mais do que nunca, dê glórias a Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos neste mundo não apenas para conhecer Deus. Há muitos que O conhecem e nem irmãos são. Estamos neste mundo para experimentar o poder de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos contentemos com a rebentação das ondas na orla da praia: queiramos na&amp;shy;vegar em pleno mar alto! Não nos contentemos com o cheiro da fruta madura e apetitosa: queiramos provar, trincar, mastigar essa fruta, tornando-a parte de nós mesmos. Não nos contentemos com o ar acolhedor dos átrios da casa: queiramos o compartilhar dos seus aposentos! Não nos contentemos com a emoção da espiritualidade cristã: queiramos a espiritualidade total e plena que ultrapassa a emoção e preenche todas as nossas necessidades e anseios! Não nos contentemos com os dons do Senhor: queiramos o Senhor dos dons! Não nos contentemos com o melhor: queiramos o óptimo que está ao nosso dispor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de Deus é para ser sentida, vivida, partilhada. Não nos contentemos com menos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Paulo diz-nos como é essa vontade: ela é boa, agradável e perfeita. E por aqui se conclui aquilo que é mais que evidente : a vontade de Deus nunca gera a confusão, porque a confusão é a negação do que é bom, é a negação daquilo que é agradável, é a negação daquilo que é perfeito. A confusão gera o caos e Deus é um Deus de ordem que se contrapõe e se sobrepõe ao caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se queremos saber se estamos experimentando a vontade Deus, só temos de saber se estão presentes as características da vontade de Deus. Se queremos saber se uma decisão está sintonizada com a vontade de Deus, então essa decisão deve ter a marca da vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para experimentarmos a vontade de Deus, Paulo indica a necessidade de tri&amp;shy;lharmos um triplo caminho. Que caminho é esse? Que tripla exigência é essa? Há três coisas que devemos fazer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a.&lt;/strong&gt; apresentar os nossos corpos em sacrifício vivo a Deus;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b.&lt;/strong&gt; não nos conformarmos com este mundo;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c.&lt;/strong&gt; transformarmo-nos por meio da renovação do entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é curioso notar que embora haja uma exigência negativa, «&lt;strong&gt;não nos conformarmos&lt;/strong&gt;», todas as outras são positivas. A vida cristã define-se pela positiva e não pela negativa. A negação é a ausência de conteúdo. A afirmação é a presença de con&amp;shy;teúdo. Não vivas um Cristianismo negativo. Parque se o teu Cristianismo é negativo, é então também oco, vazio e sem valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Cristianismo negativo é aquele em que a nossa preocupação é colocar sempre um &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; atrás de tudo quanto nos aparece pela frente; é aquele em que nos preocupamos mais com aquilo que &lt;strong&gt;não &lt;/strong&gt;devemos fazer do que com aquilo que &lt;strong&gt;devemos&lt;/strong&gt; fa&amp;shy;zer; é aquele em que ao nosso redor, esvaziamos o amor, a fraternidade, a liber&amp;shy;dade, a responsabilidade, o bom ambiente em Cristo; é aquele em que substituímos a compaixão de Deus pela nossa autocompaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo positivo, afirmativo é dinâmico, gerador de vida e produtivo: produz paz, alegria e justiça porque é um Cristianismo em que o poder e a von&amp;shy;tade de Deus estão presentes. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-3612662134037502469?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/3612662134037502469/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=3612662134037502469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3612662134037502469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3612662134037502469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/o-sacrificio-do-crente_14.html' title='O Sacrifício do Crente'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-5174511832124952388</id><published>2012-01-13T10:33:00.007Z</published><updated>2012-01-23T14:40:58.430Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>grito</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xrHpm-Hd0bM/Tx1wJy75IJI/AAAAAAAAAEs/YFeWMzfbJMw/s1600/093_Reflex_grito.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 178px; FLOAT: left; HEIGHT: 209px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5700836016915030162" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-xrHpm-Hd0bM/Tx1wJy75IJI/AAAAAAAAAEs/YFeWMzfbJMw/s400/093_Reflex_grito.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Deixa-me que eu grite&lt;br /&gt;aos ventos&lt;br /&gt;e à turbamulta&lt;br /&gt;ululante&lt;br /&gt;e cega&lt;br /&gt;a revolta&lt;br /&gt;insana e dolorida&lt;br /&gt;que domina os escaninhos&lt;br /&gt;recônditos&lt;br /&gt;da minha alma insatisfeita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me que eu solte&lt;br /&gt;as asas da ilusão&lt;br /&gt;na divagação inoperante&lt;br /&gt;do meu outro eu&lt;br /&gt;tão descontente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me que eu verta&lt;br /&gt;em cálices&lt;br /&gt;de cristal imaculado&lt;br /&gt;as dores sentidas&lt;br /&gt;e devassadas&lt;br /&gt;da tristeza infinita&lt;br /&gt;de quem passou&lt;br /&gt;e não viveu&lt;br /&gt;e as faça cair&lt;br /&gt;gota a gota&lt;br /&gt;através da pipeta do tempo&lt;br /&gt;num protesto mudo e quedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me que eu grite a dor&lt;br /&gt;que sinto&lt;br /&gt;avassaladora&lt;br /&gt;e crescente,&lt;br /&gt;de não poder conter em risos de pranto&lt;br /&gt;as cinzas mágoas&lt;br /&gt;da partitura interrompida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois que eu tiver ido&lt;br /&gt;e solto as asas da imaginação&lt;br /&gt;e lançado ao vento o opróbrio&lt;br /&gt;escondido na aurora do dia reluzente&lt;br /&gt;então virei&lt;br /&gt;e dar-te-ei&lt;br /&gt;na solidão do alvor imaginário&lt;br /&gt;a chama vacilante&lt;br /&gt;da flor que ontem plantei&lt;br /&gt;e hoje recolhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Timor, 28 de Janeiro de 1970&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-5174511832124952388?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/5174511832124952388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=5174511832124952388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5174511832124952388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5174511832124952388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/grito.html' title='grito'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xrHpm-Hd0bM/Tx1wJy75IJI/AAAAAAAAAEs/YFeWMzfbJMw/s72-c/093_Reflex_grito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-275241473293727468</id><published>2012-01-12T11:33:00.000Z</published><updated>2012-01-12T11:33:01.251Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Da droga (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;A droga, inquestionavelmente catalogada como a doença do nosso tempo, é erradamente classificada como o problema da nova geração. A droga ou dependência de estupefacientes é o mal não da nova geração mas o mal da nova e da velha geração, - é o mal do nosso tempo. Ela separa lares, destroça vidas, provoca estragos irremediáveis e irrecuperáveis. Ninguém parece ser capaz de encontrar solução ou remédio para o mal. Todos sentem o travo amargo da decepção e da frustração perante a magnitude do problema que a todos, directa ou indirectamente, atinge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As causas não são simples. Elas entretecem-se num tecido demasiado complicado em que, a par da ganância de um lucro fácil, se confundem as incompreensões, as reprimendas e repressão, a insatisfação, a depressão e a revolta. A droga é tanto o resultado de uma aventura perigosa e irresponsável de uma juventude em busca de algo de novo como a única resposta visível para a necessidade de preencher um vazio provocado no fundo por um conflito de gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário que acordemos e que cada parte assuma as suas responsabilidades e encaremos de frente as causas profundas da proliferação da droga: de um lado da barricada, a nova geração insatisfeita, decepcionada e revoltada com o cinismo e hipocrisia de uma sociedade que não lhe dá respostas convincentes e concretas às suas ansiedades espirituais; do outro lado, a velha geração que, com medo do passado, quis resguardar os novos da armadilha do futuro, dando-lhes um falso conforto de um modus vivendi em que nada falta mas em que não está presente nem o incentivo da luta nem a compreensão real dos seus problemas. Que dizer da hipocrisia de quem, ao combater a droga, combate o consumidor e protege o traficante, de quem condena o vício da droga mas se prostitui com vícios considerados «inocentes»?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A droga é apenas um dos aspectos do mal do nosso tempo. Ele alastra-se e manifesta-se em outros domínios: no alcoolismo, nos desvios sexuais, na prostituição, na homossexualidade. E todos estes domínios são apenas a parte emersa deste grande &lt;em&gt;iceberg&lt;/em&gt;. Por vezes, não há coragem de descer à sua parte imersa - às causas, às motivações, mas há que fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro lança luz e é um guia no labirinto de pungentes problemas dos dramas humanos que ocorrem na nossa cidade, no nosso bairro, no virar da esquina, nos nossos lares, nas nossas casas, dentro de muitos de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixemo-nos guiar por este cicerone experimentado que não só escalpeliza o problema, mas que sente e mostra amor e compreensão pela desventura; e demonstra-o, descendo às ruas da cidade do nosso descontentamento com uma palavra de esperança e solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No volume final desta trilogia, os irmãos Wilkerson põem a mão na ferida do nosso tempo a falta de diálogo, a incapacidade de nos aceitarmos como somos, com as nossas fraquezas, os nossos complexos, o nosso “quid” específico que nos faz sermos o que somos e não outra pessoa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diálogo não existe porque não somos capazes de compreender o próximo, de «entrarmos» no seu espírito, de o amarmos completamente como ele é e deixarmos de lhe impor as nossas soluções e de lhe ditarmos as nossas frustrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de diálogo franco, honesto, aberto, sem pressupostos nem preconceitos ou complexos leva ao afastamento, ao endurecimento de posições e é a porta aberta para o abandono dos lares, para o estalar de uma crise (im)previsível de funestas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na igreja, como Local de encontro e encruzilhada de &lt;em&gt;«ricos e pobres, servos e livres, Judeus e Gentios»&lt;/em&gt;, temos obrigação de manter aberto o diálogo, na base do amor que &lt;em&gt;«tudo suporta, tudo sofre, tudo espera, tudo crê».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Esta trilogia não é apenas um escalpelizar de situações e uma análise objectiva dos problemas. Ela não se fica pela constatação das dificuldades, das misérias. Ela vai mais longe: apresenta soluções, apresenta um guia para os conselheiros que se queiram despir do seu eu e da sua vontade para descer à sarjeta e ao pó e acima de tudo apresenta ― e esse é o seu mérito ― a Solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(*) Prefácio de &lt;em&gt;Geração da Droga&lt;/em&gt;, de David e Don Wilkerson, CAPU, Lisboa, 1979 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-275241473293727468?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/275241473293727468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=275241473293727468' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/275241473293727468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/275241473293727468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/da-droga.html' title='Da droga (*)'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-22815821575005447</id><published>2012-01-10T11:08:00.002Z</published><updated>2012-01-10T11:08:00.470Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Era uma Vez o Chiado'/><title type='text'>O Convento da Trindade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 1189, S. Félix de Valois e S. João da Mata fundaram em França a Ordem da Santíssima Trindade da Redenção dos Cativos, cujos membros, conhecidos pela designação de trinos ou trinitários, tinham a missão fundamental de resgatar os cativos cristãos em terras de mouros, em resultado das diversas guerras entre cristãos e muçulmanos no âmbito do espírito de cruzada da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ld88BJPM-fI/TwjtqjWzGKI/AAAAAAAAADg/yWmfsewD7Tw/s1600/091_Reflex_01_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 246px; FLOAT: left; HEIGHT: 365px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695063044111145122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ld88BJPM-fI/TwjtqjWzGKI/AAAAAAAAADg/yWmfsewD7Tw/s400/091_Reflex_01_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em 1207, oito monges de Ruão em trânsito para a Palestina aportam a Lisboa onde se fixam. Reinava D. Sancho I e Portugal era também terra de cruzada. Santarém constitui o seu primeiro hospício e albergue. Já com Afonso II, participam no cerco e tomada de Alcácer do Sal e talvez como recompensa, o rei cede-lhes uma ermida dedicada a Santa Catarina e localizada na parte sul da colina de S. Roque. Ia nascer o Convento da Trindade, para cuja construção muito contribuiu a Rainha Santa. As obras duram de 1289 a 1325 e no final torna-se no maior convento de Lisboa do tempo, em estilo gótico. Com 3 naves, a do meio estendia-se por 37 metros, com uma altura de 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se fazer uma ideia da extensão dos terrenos da jurisdição do convento, com olivais e campos de cevada, os ferragiais, basta dizer que abarcavam toda a área compreendida entre o actual largo da Trindade, Rua da Misericórdia, Rua da Oliveira ao Carmo e Largo Trindade Coelho, o que a tornava na maior casa religiosa de Lisboa. Segundo Matos Sequeira, das treze capelas da igreja três deram origem a outras tantas freguesias: da Assunção saiu a freguesia do Sacramento, das Chagas e de Santa Catarina outras duas com o mesmo nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta igreja dura até ao terramoto de Janeiro de 1531, na aparência tão violento quanto o de 1755, obrigando à total reconstrução da Trindade na segunda metade do séc. XVI, em jeito de igreja salão de uma só nave grande e majestosa. Aguentou-se até 1755 passando de permeio por alguns acidentes de percurso, como sejam incêndios na sacristia, na casa do noviciado e atrasos nas obras.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E2Flt9Qk8MY/Twjt60m3UEI/AAAAAAAAADs/BXXJTuf8XG0/s1600/091_Reflex_02_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 270px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695063323619840066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-E2Flt9Qk8MY/Twjt60m3UEI/AAAAAAAAADs/BXXJTuf8XG0/s400/091_Reflex_02_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No dia do grande Terramoto, o templo abarrotava de gente, cerca de meio milhar a assistir ao ofício divino. Não aguentou o segundo abalo, as paredes e a torre caíram e o que o sismo não destruiu, as chamas dos incêndios que lavraram encarregaram-se de reduzir a cinzas. As relíquias desapareceram: corpo de S. Liberato e S. Bono, pedaços do santo lenho, espinho da coroa de Cristo e um santo sudário, cópia do de Turim. Arderam ou desapareceram também mais de 100 imagens dos 18 altares, 11 custódias, 22 resplendores, sendo um de ouro e diamantes, 2 órgãos reputados os melhores do Reino, todos em talha dourada com enorme variedade de registos, e muitas outras peças de incalculável valor. Mas talvez a maior perda tenha sido a biblioteca avaliada em mais de 200 mil cruzados da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reinicia-se a reconstrução cujas obras duram pelo menos até 1788. Mas os tempos estavam de mudança. Os ventos do liberalismo chegavam também a Portugal. Em 1826, ainda lá viviam os frades, parte do Convento serviu de quartel ao Batalhão de Caçadores 8 e o mesmo sucedeu em 1833 ao Batalhão de Caçadores 3. Pela portaria de 14 de Dezembro desse mesmo ano, a Junta do Exame do Estado Actual e Melhoramento Temporal das Ordens Religiosas analisa a hipótese de conservação da clausura. As testemunhas ouvidas acusam os trinos de não estarem afectos à causa da Rainha e de serem partidários da causa miguelista. A sentença não poderia ser outra e em Fevereiro de 1834 o Convento da Trindade é suprimido. No ano seguinte é demolido e o espaço retalhado em 7 lotes para a urbanização do local. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DdJYcrvaPZE/TwjvW_iO-II/AAAAAAAAAEE/nUEDzPu1Mqg/s1600/091_Reflex_03_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 265px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695064907101173890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-DdJYcrvaPZE/TwjvW_iO-II/AAAAAAAAAEE/nUEDzPu1Mqg/s400/091_Reflex_03_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos lotes, o 5, ocupando parte do refeitório pós-Terramoto, é comprado pelo galego Manuel Moreira Garcia que funda a Fábrica de Cerveja, a primeira em Portugal, hoje a Cervejaria da Trindade. Em 1863 decora-a com azulejos recuperados das ruínas. Quanto ao lote 7 nele instalou-se o alfarrabista «A Barateira».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos vários trinos que passaram pelo Convento da Trindade são de salientar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero da Covilhã, prior do convento em 1492, companheiro de Vasco da Gama, descobridor e apóstolo na África e na Índia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frei Miguel de Contreiras, confessor de D. Leonor, o instituidor das Misericórdias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pregadores como Frei Baltazar Pais, Frei Bartolomeu da Trindade, com 3 e 4 sermões por dia, Frei Agostinho de Santa Maria;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como políticos, Frei Paulino da Apresentação e Frei Roque do Espírito Santo, que resgata o cadáver de D. Sebastião, o Prior do Crato e os duques de Barcelos e de Aveiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode ignorar a sua acção principal, a de remidores de cativos no Norte de África, vítimas na maior parte das vezes das guerras entre cristãos e muçulmanos, mas também de ataques de piratas magrebinos em busca de um saque que lhes rendesse bom dinheiro. Em não raras ocasiões, o resgate de cativos constituía um bom negócio, principalmente para os governantes do Norte de África, sempre desejosos de receber as prendas da Coroa que acompanhavam os remidores. Isto para não falar das percentagens dos intermediários, muitos deles cristãos. Não poucas vezes os frades remidores, por escassez de meios pecuniários, porque entretanto o preço estipulado subira ou porque no regateio não conseguiam impor o seu preço, ficavam como penhor dos cativos resgatados. Alguns penaram longos anos à espera de serem libertos, chegando inclusive a terminar ali os seus dias, como os casos de Frei Inácio Tavares que ficou 13 anos e Frei André dos Anjos que permaneceu 28 anos cativo, tendo ambos morrido nessa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guerras faziam-se por razões estratégicas, por interesse ou por mero prestígio pessoal num qualquer projecto de engrandecimento nacional. Partiam nobres e gente do povo. Mas quando chegava a hora do resgate, os primeiros estavam favorecidos por serem de famílias endinheiradas ou pelo menos capazes de recolher a quantia exigida.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9raWxKGG6Yo/TwjvuAO_UII/AAAAAAAAAEQ/LqdhA-FOG9k/s1600/091_Reflex_04_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 285px; FLOAT: right; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695065302425882754" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-9raWxKGG6Yo/TwjvuAO_UII/AAAAAAAAAEQ/LqdhA-FOG9k/s400/091_Reflex_04_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de estatística, os trinos resgataram para cima de 25 000 cativos assim distribuídos pelos diversos séculos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos séculos XIII e XIV, Frei Martinho João resgata cerca de 1600 cativos, enquanto Frei Mendo de Lisboa e Frei João Navarro conseguem 250 e 4000 respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No séc. XV, dos milhares de resgatados, só Frei Gomes Martins tem na sua conta cerca de 3000 cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do séc. XVI até 1755 os trinos conseguem trazer à liberdade mais de 13 000 cativos. O desastre de Alcácer Quibir e os chavecos argelinos que espalhavam o terror no Atlântico deram uma forte contribuição para o depauperamento dos cofres da Ordem. A primeira redenção após o Terramoto ocorreu em 1778. Na primeira década do séc. XIX, às procissões rogatórias sucedem-se as lotarias, cujos bilhetes eram vendidos no convento da Trindade, sendo o seu produto utilizado para saldar os empréstimos dos resgates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os trinos não se dedicavam em exclusivo ao resgate. A sua acção benemérita é assinalável. É o caso de Frei Miguel de Contreiras a quem se deve a criação da Irmandade da Misericórdia a 15 de Agosto de 1498. Grande orador, apreciado pelos pobres a quem acudia, conseguiu da Câmara a criação de um hospital junto de Santo António da Sé, para tratamento dos sem abrigo e desgraçados que ardiam de febre na via pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Trindade está também ligada à Inquisição em Portugal. Com efeito, as primeiras reuniões do Tribunal do Santo Ofício realizaram-se neste convento por volta de 1536, sendo o trino Frei João de Aguilera um dos primeiros inquisidores. No ano seguinte, porém, muda-se para o palácio dos Estaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-22815821575005447?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/22815821575005447/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=22815821575005447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/22815821575005447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/22815821575005447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/o-convento-da-trindade.html' title='O Convento da Trindade'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Ld88BJPM-fI/TwjtqjWzGKI/AAAAAAAAADg/yWmfsewD7Tw/s72-c/091_Reflex_01_Convento%2Bda%2BTrindade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-8673116530259647012</id><published>2012-01-09T10:55:00.000Z</published><updated>2012-01-09T10:55:00.401Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>A Convicção do Espírito</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todavia vos digo a verdade, que vos convém que eu vá; porque se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas se eu for, enviar-vo-lo-ei. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;João 16:7-11&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus está nos momentos finais do Seu ministério terreno. Mais um pouco e enfrentará a agonia da cruz. Mas antes de caminhar para o Calvário, reúne os Seus discípulos e entrega-lhes as últimas instruções e recomendações. Não os deixa abandonados, sem esperança nem indicações do que os espera. Este é um momento triste, solene e de tremenda importância para a vida de cada um dos discípulos, porque em breve ficarão sem o privilégio da companhia, dos ensinos e dos milagres de Jesus. É um momento de tensão e de interrogações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;primeiro lugar&lt;/strong&gt;, Jesus dá-lhes conta de que em breve os deixaria. Mas, curiosamente, ao contrário do que poderia parecer, afirma que "convém que eu vá". Nem sempre entendemos os intentos de Deus na nossa perspectiva meramente humana. No plano humano, não fazia sentido que Jesus os deixasse, mais a mais, sabendo-se que Ele iria sofrer uma morte atroz e deixar os discípulos sem a possibilidade de voltar a privar de perto com Ele. No entanto, era "conveniente" que Ele fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora partindo, não deixava atrás de si o vazio. Deus nunca deixa a Sua obra inacabada, nem nos deixa entregues ao vazio de uma existência sem rumo e sem sentido. Podemos não entender os Seus planos, mas de uma coisa podemos ter a certeza: para além de soberano, é um Deus que zela e vela pelos Seus. Deus tem sempre o melhor para nós! Mesmo que por vezes tenhamos de passar pelo vale escuro e sombrio da angústia e da tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;segundo lugar&lt;/strong&gt;, Jesus torna condicional a vinda do Espírito Santo à Sua morte, à Sua partida. Isto é, enquanto permanecesse neste mundo, Jesus estaria como que a impedir a manifestação plena do Consolador. É o que Ele diz no versículo 7: &lt;em&gt;"Se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas se eu for, enviar-vo-lo-ei&lt;/em&gt;". Pode parecer estranho e paradoxal. Se Jesus enquanto Filho de Deus e o Espírito Santo são ambos pessoas da Santíssima Trindade, parece estranho que não possam estar os dois em actuação. Mas a verdade é que Jesus declarou que o Consolador não viria enquanto não partisse para junto do Pai. Mas era importante que durante todo o ministério de Jesus, toda a atenção fosse atraída para Si, porque esse era o plano de Deus. Em &lt;strong&gt;João 12:32&lt;/strong&gt;, Jesus disse: &lt;em&gt;"E eu quando for levantado da terra todos atrairei a mim".&lt;/em&gt; O Espírito Santo respeita a acção do ministério de Jesus e o Seu desejo é que toda a atenção se concentre em Jesus, é que toda a glória seja para o Filho de Deus. Daqui podemos concluir que o Espírito Santo é um cavalheiro, é um espírito de ordem. Qualquer acção realizada em nome e na unção do Espírito Santo tem de trazer sempre glória para Jesus e nunca para qualquer outra pessoa, situação ou instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;terceiro lugar&lt;/strong&gt;, Jesus designa o Seu substituto pelo nome de Consolador. Em diversas ocasiões do Seu ministério, Jesus referiu-se à acção e à pessoa do Espírito Santo. Agora, os discípulos iam ter a oportunidade de privar de perto com Ele, de ter comunhão com Ele, de serem guiados por Ele. Numa palavra, de receberem todo o consolo e conforto do Espírito Santo. De acordo com este texto, a característica primeira do Espírito Santo não reside no Seu poder, nos benefícios que d'Ele possamos obter, mas no facto de Ele ser o Consolador que Deus colocou à nossa disposição. Toda a acção realizada em nome do Espírito Santo deve produzir consolo e conforto. E quando nos aproximamos do Espírito Santo e O buscamos, devemos em primeiro lugar e acima de tudo abordá-Lo nesta condição e característica que é a Sua: a de Consolador. Busquemo-Lo pela consolação e conforto que nos traz, sabendo que não só essa é a sua natureza como foi para isso que Ele foi enviado: para consolar e confortar. Por outro lado, não receemos abordá-Lo, nem receemos a Sua acção e o Seu ministério. Ele não veio para nos condenar nem para nos incriminar. Ele veio para nos consolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;quarto lugar&lt;/strong&gt;, Jesus diz que o Consolador veio com uma missão e programa específicos. É muito claro ao declarar (&lt;strong&gt;v. 8&lt;/strong&gt;) &lt;em&gt;"Quando ele vier, convencerá o mundo".&lt;/em&gt; Ele veio para convencer o mundo. Lendo com atenção este &lt;strong&gt;capítulo 16 de João&lt;/strong&gt;, verificamos que a acção do Espírito Santo é dupla: nos v&lt;strong&gt;ersículos 8 a 10&lt;/strong&gt;, a de convencer o mundo; no &lt;strong&gt;versículo 13&lt;/strong&gt;, a de guiar os crentes em toda a verdade. E no &lt;strong&gt;versículo 14&lt;/strong&gt;, lemos o objectivo final e supremo do Espírito Santo: glorificar a pessoa de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta dupla acção do Espírito Santo esclarece muita coisa. É natural que seja o mundo a ter de ser convencido, porque nós, os filhos de Deus, já estamos convencidos. Fomos já convencidos das coisas de que, pela acção do Espírito Santo, o mundo tem de ser convencido. Se ainda não estamos convencidos nessas áreas, podemos ousar afirmar que ainda não somos filhos de Deus. Não confundamos a convicção que o Espírito Santo já operou e continua a operar em nós com o nosso processo de amadurecimento e crescimento espiritual. Ao longo da nossa caminhada, é natural acontecerem acidentes de percurso, é natural falharmos aqui e acolá. Isso não significa que não sejamos filhos de Deus, isso não significa que o Espírito Santo não nos convenceu. Porque a verdade é que ao tomarmos consciência das nossas falhas, essa consciência é ainda o resultado da acção do Espírito em nós. Já fomos convencidos de que éramos pecadores, que sem Deus nada podemos fazer, que para ter comunhão com Ele, temos de aceitar o plano que preparou na pessoa de Jesus Cristo. Já fomos convencidos disso e, por essa razão, podemos ter a certeza de que fomos adoptados na família de Deus. Todos nós fomos atraídos pelo Espírito Santo e o nosso novo nascimento tornou-se possível porque o Espírito Santo agiu em nós, convencendo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa razão, agora que já somos filhos de Deus, o Espírito Santo não precisa de nos convencer. Agora, precisamos de ser guiados em toda a verdade. Agora, temos de permanecer na verdade que deve ser o resultado da acção do Espírito em nós. Já não precisamos de ser convencidos, mas o mundo precisa, porque de acordo com a Escritura, o mundo está no maligno e nessa situação, é indispensável um trabalho de convicção. Toda a convicção vem pelo Espírito Santo. Por muito eloquentes que sejamos, por muito irrepreensíveis que nos mostremos, nada disso convencerá o mundo, se tudo quanto fizermos não for impulsionado pela acção convincente do Espírito. Por isso, precisamos de andar na verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o facto de ser o mundo que precisa de ser convencido explica por que razão o mundo tem tanta dificuldade em aceitar a verdade: porque ainda não está convencido! Nenhuma verdade pode ser aceite enquanto não houver convicção do erro, enquanto não houver convicção da necessidade de conhecer a verdade. E quem o consegue não somos nós: é o Espírito Santo que convence o mundo. E por não conhecer a verdade, o mundo, nas palavras de Jesus aborrece aqueles que são do Senhor (&lt;strong&gt;João 15:18, 19&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa convicção realiza-se a três níveis: ao nível do pecado, da justiça e do juízo. Ou, se quisermos, a acção do Espírito é tripla. E deve ser nessas áreas que, como cristãos, o nosso testemunho perante o mundo deve incidir. Temos de andar na verdade nesses três níveis. Porque assim estaremos a mostrar ao mundo que a convicção do Espírito produz efeito, que não é figura de retórica nem tão pouco um sonho demasiado alto para ser alcançado. Porque, afinal, quando pertencíamos ao mundo, foi nessas três áreas que o Espírito nos convenceu. Agora que já fomos convencidos, vivamos em toda a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas neste texto, Jesus dá uma justificação para a convicção do Espírito em cada um desses níveis. Ou seja, a acção do Espírito não é desgarrada, não é ao sabor da corrente, não é desprovida de razão ou consistência. Ele convence porque... há um motivo. Ele convence não apenas com um motivo (para andarmos na verdade e para que Jesus seja glorificado) mas por um motivo. Ou seja, Ele consubstancia a sua convicção. E nós, enquanto filhos de Deus, temos de conhecer as razões da nossa fé, fruto da convicção do Espírito operada em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;primeiro lugar&lt;/strong&gt;, o Espírito convence o mundo do &lt;strong&gt;pecado&lt;/strong&gt;. Têm-se dado muitas definições de pecado, têm-se inclusive elaborado listas de pecados. Até tem-se chegado ao ponto de numas épocas, consoante as orientações do momento, se considerar pecado o que noutra época ou noutro contexto deixou de o ser. É o chamado pecado variável. Umas vezes é pecado, outras não é. Num local é pecado, mas no outro já não. Mas pecado é sempre pecado. Ontem, hoje e amanhã. Neste continente ou naquele. O pecado é universal e atemporal, no sentido em que não é desgastado pelo tempo. É evidente que haverá situações que nos constrangem e nas quais não nos sentimos à vontade. Mas isso não significa que sejam necessariamente pecado. Toda esta confusão à volta do que é o pecado deve-se ao facto de uma má definição do que é pecado. Precisamos então de conhecer a definição bíblica do pecado, primeiro para não o cometer e para evitar toda a confusão gerada por causa das suas más definições e em segundo lugar porque temos de lhe conhecer as características e os contornos para melhor o combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das muitas definições dadas para pecado, julgo que podemos ficar com a apresentada por Jesus. Ele próprio o definiu. No versículo 9, diz: "porque não crêem em mim". Podemos então dizer que quando não cremos em Jesus, estamos a cometer pecado. Ou seja, pecado consiste em não crer em Jesus. Quando Ele diz "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", então isso significa que Ele veio mostrar-nos o caminho certo da reconciliação com Deus de quem o pecado nos separa e se Ele é a verdade, então quando não O seguimos, damos de mão à mentira e caímos nos braços de Satanás, o fomentador do pecado. Por isso, quando nos desviamos dos ensinos e da pessoa de Jesus, estamos a abrir a porta para o pecado entrar na nossa vida. Por isso, Ele tem de estar no centro da nossa existência e tem de ser a nossa referência constante. E quem senão o Espírito Santo consegue convencer o mundo, tão cheio de autoconvencimento e do seu valor, que é apenas pela obra expiatória de Jesus, pela nossa auto-renúncia que podemos ter comunhão com Deus? Sim, porque segundo os padrões deste mundo, o evangelho, no dizer de Paulo, é loucura para uns e escândalo para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque o mundo não crê em Jesus, vive no pecado e só a força e o poder convincentes do Deus Omnipotente através da acção do Espírito Santo conseguem pôr a nu a inutilidade da autoflagelação, das penitências, das boas obras e de tantas outras coisas, que Paulo classificaria de esterco, para chegar à comunhão com Deus, alvo final de todo o que quer levar uma vida pura. Então, vivamos e preguemos o puro Evangelho de Jesus e não queiramos impor aos outros as nossas regras de grupo ou a nossa cultura e interpretação das coisas. Porque daquilo de que o mundo tem de ser convencido é do pecado porque não crê em Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;segundo nível&lt;/strong&gt; em que o Espírito Santo actua é o da &lt;strong&gt;justiça&lt;/strong&gt;. O &lt;strong&gt;versículo 10&lt;/strong&gt; diz: &lt;em&gt;"Da justiça, porque vou para meu Pai e não me vereis mais".&lt;/em&gt; Aqui, justiça não se refere à justiça punitiva mas sim à rectidão, à qualidade de ser-se justificado. A ordem que Deus deu ao ser humano foi: &lt;em&gt;"sede santos&lt;/em&gt; (ou justos) &lt;em&gt;porque eu sou santo&lt;/em&gt;" (&lt;strong&gt;Levítico 19:2&lt;/strong&gt;). Convenhamos que esta era uma tarefa impossível por causa das nossas fraquezas. Mas Jesus resolveu-nos o problema ao satisfazer toda a justiça (ouça-se rectidão) exigida por Deus. Por isso, podia exclamar: "&lt;em&gt;Vós já estais limpos&lt;/em&gt; (ou purificados, ou santificados) &lt;em&gt;pela palavra que vos falei&lt;/em&gt;" (&lt;strong&gt;João 15:3&lt;/strong&gt;). E noutra ocasião afirmava que nos tinha guardado no nome de Deus (&lt;strong&gt;João 17:12&lt;/strong&gt;). Então, a nossa justificação, a nossa justiça está garantida em e por Cristo. Ou seja, o problema da rectidão, da justiça do ser humano está já resolvido. Em Cristo somos justos. E somo-lo não por causa das nossas boas obras, não por causa dos nossos lindos olhos, não por causa dos nossos méritos, mas porque Jesus nos amou e a Si mesmo Se entregou por nós. Ele é o único caminho para a justiça exigida por Deus. E agora que Jesus partiu, agora que o mundo não O tem à mão para Lhe pedir conselho e ajuda, quem poderá convencê-lo da justiça? Seremos nós individualmente? Será a Igreja como corpo colectivo? Como será isso possível se tanto individual como colectivamente falhamos tanto e erramos tanto? Se nos mantemos de pé devemo-lo à graça e à misericórdia de Deus e à obra expiatória de Jesus. Não tenhamos ilusões: quem nos vê justos não é o mundo; é Deus que nos vê através de Seu Filho. Ao olhar para nós, não vê as nossas fraquezas, mas vê a pureza de Seu Filho Unigénito. Deus vê-nos puros, mas o mundo, que não tem essa capacidade de olhar pelos olhos da pureza e da rectidão, porque está no maligno e todas as suas cogitações são maldade, vê as nossas falhas, as nossas maleitas, as nossas fraquezas. Nós nunca o conseguiremos convencer. Mas há um que pode: o Espírito Santo de Deus. E realiza essa obra porque, à semelhança da Palavra de Deus, conforme diz &lt;strong&gt;Hebreus 4:12&lt;/strong&gt;, "&lt;em&gt;é mais penetrante que espada alguma e penetra até à divisão da alma e do espírito e é apto para discernir os pensamentos e intenções do coração&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o&lt;strong&gt; terceiro nível&lt;/strong&gt; de intervenção do Espírito é o &lt;strong&gt;juízo&lt;/strong&gt;. Diz a Palavra de Deus, em &lt;strong&gt;Hebreus 9:27&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;"Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo".&lt;/em&gt; Juízo fala de julgamento, de castigo, de absolvição, mas fala também e essencialmente de limites. Este é um mundo de limites. Nós somos seres com limites, somos limitados. É verdade que na nossa ânsia de nos superarmos e de superar os obstáculos, forçamos continuamente os limites. Mas a realidade impõe-se nua e crua, porque foi assim que Deus ordenou as coisas: há limites estabelecidos ao homem. Deus é um Deus de limites. Há limites ao nível físico, mas há também limites ao nível espiritual. Deus estabeleceu determinados limites no plano espiritual, porque é um Deus de ordem. E como tal, qualquer infracção aos limites tem de ser julgada. A Escritura é bem clara. &lt;strong&gt;Gálatas 6:7&lt;/strong&gt; declara: &lt;em&gt;"Deus não Se deixa escarnecer: tudo o que o homem semear, isso também ceifará"&lt;/em&gt;. Mas quem vai conseguir convencer este mundo destas verdades? Quem vai convencer um mundo mergulhado no maligno, perdido, desorientado, sem limites? Para já, convencê-lo de que há limites; depois que a infracção a esses limites tem de ser julgada. Quem, senão o Consolador? Quando se fala em juízo, pensa-se em condenação, sempre que há infracção. E teme-se esse juízo e essa condenação. Mas o Consolador consegue convencer o mundo porque o príncipe deste mundo já está julgado. Ou seja, o Diabo, o Adversário maior de Deus, que leva o mundo à perdição, já está julgado e em consequência condenado. Agora, já nada temos a temer porque a vitória está do nosso lado, ou melhor dizendo, Deus colocou-nos do lado da vitória. O Consolador traz uma palavra de amor misturada na sua convicção: nada há a temer em Cristo Jesus, porque todo o castigo que cairia sobre nós desabou sobre o Cordeiro de Deus e Ele sofreu a condenação por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que nestes três níveis, o Consolador coloca em acção as três virtudes cristãs de 1 Coríntios: a fé, a esperança e o amor. Exige-se a fé para vencer o pecado e esta vitória sobre o pecado produz fé em nós. O sonho de ser-se justo é a grande esperança de todo aquele que quer aproximar-se de Deus. Só que esta convicção do Consolador não produz uma expectativa: produz a esperança cristã que está baseada em certezas. Nós não esperamos que venha a acontecer. Nós sabemos que vai acontecer, mas pela esperança apenas ficamos pacientemente à espera de ver os frutos a aparecer. E ao convencer o mundo do juízo, o Consolador está a falar do grande amor de Deus para com toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora que, como filhos de Deus, fomos convencidos pelo Espírito Santo, vivamos na verdade em que Ele nos guia e deixemos que Ele exerça em nós a Sua acção e Se cumpra plenamente na nossa existência segundo a sua natureza: deixemos que Ele console o nosso viver.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-8673116530259647012?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/8673116530259647012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=8673116530259647012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8673116530259647012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8673116530259647012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/conviccao-do-espirito.html' title='A Convicção do Espírito'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-3733766858789492226</id><published>2012-01-08T10:50:00.000Z</published><updated>2012-01-08T10:50:00.323Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>nocturno</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;br /&gt;A madrugada invadiu&lt;br /&gt;o meu quarto&lt;br /&gt;trazendo sombras de luzes&lt;br /&gt;que cobriram&lt;br /&gt;os meus visitantes imaginários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho o vazio das horas&lt;br /&gt;e uma calma impressionante&lt;br /&gt;perturba o sobressalto&lt;br /&gt;das ideias que esvoaçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela janela aberta&lt;br /&gt;cruzam-se torrentes&lt;br /&gt;de tudo quanto imagino&lt;br /&gt;num revolver inquieto&lt;br /&gt;de quem procura sons cavos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma folha manuscrita jaz perdida&lt;br /&gt;― esquecida e desprezada ―&lt;br /&gt;pelos espaços etéreos&lt;br /&gt;com uma mensagem imperfeita&lt;br /&gt;porque jamais nós soubemos&lt;br /&gt;dar-lhe vida, escrevendo-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;22.Dezembro.1971&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-3733766858789492226?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/3733766858789492226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=3733766858789492226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3733766858789492226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3733766858789492226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/nocturno.html' title='nocturno'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-4662051614260342585</id><published>2012-01-07T10:28:00.001Z</published><updated>2012-01-07T10:28:00.365Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A Solidão</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-qUUlxJ05vPo/TwTj0_4TXVI/AAAAAAAAADU/8YuCttFeO-Y/s1600/088_Reflex_A%2BSolid%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693926328543436114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-qUUlxJ05vPo/TwTj0_4TXVI/AAAAAAAAADU/8YuCttFeO-Y/s400/088_Reflex_A%2BSolid%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A solidão! Para uns considerada um mal, para outros, uma necessidade ou um bem, a solidão não é desconhecida para ninguém, pelo que podemos dizer que todos nós já experimentámos alguma vez a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, o que é a solidão? Não é propriamente estarmos sozinhos, porque podemos estar rodeados por uma grande multidão e, mesmo assim, estarmos mergulhados na solidão. Ou, ao contrário, podemos estar sozinhos e, apesar disso, não nos sentirmos isolados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão tanto pode ser um bem como um mal, dirão alguns. Assim, haverá ocasiões em que é saudável retirarmo-nos do bulício da vida, dos grandes ajuntamentos, para um local isolado, onde nos possamos reencontrar connosco mesmos. Aí, a solidão seria benéfica, continuariam a dizer alguns. Igualmente, nesta perspectiva, a muita agitação, as muitas pessoas ao nosso redor podem condicionar a nossa vida, levando-nos a tomar decisões e atitudes erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a posição e o raciocínio de muitos. Embora seja certo que, por vezes, temos necessidade de fugir dos ajuntamentos e que a muita agitação nos pode levar a decisões erradas, a verdade é que nada disso prova ser a solidão boa ou má. É que, afinal, a solidão é um estado de espírito e a questão deve ser antes posta em termos de &lt;strong&gt;sermos&lt;/strong&gt; solitários e não em termos de &lt;strong&gt;estarmos&lt;/strong&gt; solitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão é um problema da essência da vida humana, é um problema da natureza humana, é um problema daquilo que somos e não daquilo que mostramos ser. Uma coisa é o que somos e outra o que mostramos ser. A solidão tem a ver com o que somos, com a nossa natureza íntima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se verificarmos bem, veremos que o Homem como abstracção não existe. Isto é, não há ser humano nenhum que não tenha de depender dos seus semelhantes. O ser humano como entidade abstracta, isolada, não existe. Nós existimos sempre em função dos outros. Todos nós acabamos por ser a soma da influência e intervenção de muitos outros. Assim, a solidão é inimiga do homem. A solidão destrói o homem. O Homem, por natureza, tem necessidade de se completar no outro, no próximo. Por isso, o Homem procura combater a solidão por todos os meios possíveis. Só que ― e a tragédia está aqui — muitas vezes combate a solidão de modo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, na maior parte das vezes, a solidão é combatida nas suas consequências e não nas suas causas. E assim, procura-se criar um bom ambiente. Mas isso não resulta e, por isso, as pessoas procuram outros meios, procuram fora do meio-ambiente que as rodeia, lutar contra essa solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte das vezes, a solidão é combatida no exterior e não no interior. É que a solidão é um estado de espírito. Na maior parte das vezes, enfim, a solidão é combatida ao nível da nossa existência e não ao nível da nossa essência íntima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos concordamos que ao darmos alguma coisa a alguém, procuramos dar-lhe algo que esse alguém ainda não possua. E que, quando não possuímos alguma coisa, procuramos alcançá-la para ficarmos completos. Enquanto nos sentirmos em falta achar-nos-emos incompletos. Ora, ninguém gosta de se sentir incompleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este facto de a solidão ser um problema do nosso estado de espírito e de levar a uma situação de se estar incompleto, fora já sentido e expresso pelo nosso príncipe dos poetas ao declarar : &lt;em&gt;«Solitário por entre as gentes...»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E nisto, creio, estaremos todos de acordo: a solidão traz um sentimento de incompletude. Talvez nem todos, porém, concordem que ela seja um estado de espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejamos o que nos diz a Revelação de Deus, a Bíblia Sagrada. A Palavra de Deus diz que Deus enviou o Seu Filho Jesus para Se tornar o nosso Salvador. Que quer isto dizer? Quer dizer que Deus nos ama e que quer o melhor para nós. Quer dizer também que o Homem, tal como está, se encontra longe de Deus, sem possibilidade de com Ele ter qualquer ligação. Quer dizer que, tal como está, o Homem encontra-se incompleto. Quer dizer também que Jesus Cristo não só é a possibilidade de voltarmos a ter ligação com Deus, como nos veio dar tudo quanto nos faltava para ficarmos completos. Ora, a Escritura diz que Jesus é Emanuel, ou seja, «Deus connosco». Se Jesus é o nosso Salvador e se Ele é Deus connosco, então com Ele, deixamos de estar sozinhos, com Ele, deixamos de ser solitários. Se Ele é Emanuel, então isso significa que o Homem sem Jesus é, por natureza, solitário e continuará solitário enquanto não convidar Jesus Cristo a fazer parte da sua vida. No momento em que o fizer, o seu problema da solidão começa a ter solução, porque com Cristo, Deus é connosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Deus nos deu Jesus como Emanuel, então isso significa que nos faz falta a cura da solidão, isso significa não só que a solidão tem cura, como a solidão é um problema da nossa natureza íntima, da nossa essência. Além de que Deus está interessado em que deixemos de ser solitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tornar possível a cura da solidão? Reconhecer que Deus nos ama, reconhecer que temos andados longe de Deus, reconhecer que Jesus Cristo é o único que nos permite aproximar-nos de Deus, reconhecer que Ele é o único caminho para Deus e aceitar na nossa vida a pessoa de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez dados estes passos, devemos ler diariamente a Bíblia Sagrada, orar a Deus e deixar que Jesus Cristo guie o nosso viver. E que resultados iremos observar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pouco e pouco, verificaremos que a nossa forma de encarar a vida mudou para melhor, que deixamos de estar sozinhos, porque agora o nosso companheiro inseparável é a pessoa de Jesus Cristo, o amigo dos pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminamos com este conselho: quem se sentir só, quem sentir duramente a solidão, não vá procurar a resposta nem em mais solidão, nem em mudanças do ambiente. O seu problema é interior. O seu problema é de ordem espiritual e precisa de uma solução espiritual. A solidão é um estado de espírito! Mas a solidão tem cura. Essa cura encontra-se em Cristo Jesus, que é Emanuel, Deus connosco. Aceite Cristo como a cura da sua solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(Texto lido no programa radiofónico “Novas de Alegria” – década de 1970)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-4662051614260342585?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/4662051614260342585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=4662051614260342585' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/4662051614260342585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/4662051614260342585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/solidao.html' title='A Solidão'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qUUlxJ05vPo/TwTj0_4TXVI/AAAAAAAAADU/8YuCttFeO-Y/s72-c/088_Reflex_A%2BSolid%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-7188446487333544164</id><published>2012-01-06T14:44:00.001Z</published><updated>2012-01-06T14:44:00.466Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Era uma Vez o Chiado'/><title type='text'>Igreja de Nossa Senhora dos Mártires</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-eUaRtZgyxSw/TwBxn_rg05I/AAAAAAAAACk/Gg-0qsRVdbw/s1600/Igreja%2BMartires.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 259px; FLOAT: left; HEIGHT: 367px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692674860919083922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-eUaRtZgyxSw/TwBxn_rg05I/AAAAAAAAACk/Gg-0qsRVdbw/s400/Igreja%2BMartires.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma das três igrejas que se encontram na Rua Garrett, tem a sua história ligada à conquista de Lisboa por um exército conjunto de portugueses e cruzados, principalmente ingleses. Com localização inicial a sul do actual Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, junto do cemitério que recebeu muitos dos cruzados mortos no assalto à cidade, a primeira pedra foi lançada a 21 de Novembro de 1147, tornando-se sede da paróquia dos Mártires instituída nessa data por D. Gilberto de Hastings, eleito bispo de Lisboa. Recebe o nome de Nossa Senhora por causa de uma imagem da Virgem que acompanhou a armada, e dos Mártires, naturalmente em honra dos cristãos mortos em combate, equiparável ao martírio, quando travado em defesa da fé cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem do culto de S. Jorge em Portugal está também ligado quer à tomada de Lisboa, quer à construção desta igreja, porque na capela colateral da epístola, os cruzados ingleses fundam a primeira irmandade do santo padroeiro de Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra curiosidade histórica é o facto de o documento da doação da ermida aos ingleses ser o mais antigo que se conhece com a assinatura do rei D. Afonso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja permanece, quase sempre em obras, no local original até ao Terramoto de 1755 que a destrói por completo. No plano de reconstrução da cidade, é começada a reerguer na sua actual localização em Outubro de 1769 e concluída em 1784, com risco de Reinaldo Manuel dos Santos e pinturas de Pedro Alexandrino tanto na nave principal como nas 8 capelas laterais. Nela se guarda uma relíquia de Frei Bartolomeu dos Mártires, baptizado na primitiva igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;foto: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pbase.com/diasdosreis/image/101512249"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;www.pbase.com/diasdosreis/image/101512249&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-7188446487333544164?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/7188446487333544164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=7188446487333544164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7188446487333544164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7188446487333544164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/igreja-de-nossa-senhora-dos-martires.html' title='Igreja de Nossa Senhora dos Mártires'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-eUaRtZgyxSw/TwBxn_rg05I/AAAAAAAAACk/Gg-0qsRVdbw/s72-c/Igreja%2BMartires.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-3624887938865091618</id><published>2012-01-05T10:21:00.000Z</published><updated>2012-01-05T10:21:00.178Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>vozes</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mil vozes se erguem&lt;br /&gt;na amplidão&lt;br /&gt;do vazio distante&lt;br /&gt;num dilacerar&lt;br /&gt;constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mil vozes se erguem&lt;br /&gt;altissonantes&lt;br /&gt;a gritar a repulsa&lt;br /&gt;insana&lt;br /&gt;e descolorida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no patético vazio&lt;br /&gt;que em ondas&lt;br /&gt;galopantes&lt;br /&gt;submergem&lt;br /&gt;a vontade desfeita&lt;br /&gt;revejo a voz&lt;br /&gt;tonitruante&lt;br /&gt;de quem não passou&lt;br /&gt;e fixo&lt;br /&gt;se asfixia no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Campo Grande, Janeiro, 1971&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-3624887938865091618?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/3624887938865091618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=3624887938865091618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3624887938865091618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3624887938865091618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/vozes.html' title='vozes'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6172626509583692225</id><published>2012-01-04T18:10:00.001Z</published><updated>2012-01-04T18:10:01.049Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Era uma Vez o Chiado'/><title type='text'>António Ribeiro Chiado</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Nasce por volta de 1520 nos arrabaldes de Évora, filho de pais humildes. Afonso Álvares, criado do bispo de Évora, D. Afonso de Portugal e seu grande adversário nas lides poéticas, diz dele: &lt;em&gt;Nasceste de regateira / e teu pai lançava solas.&lt;/em&gt; Sabe-se que recebeu ordens menores no convento franciscano do Loreto na cidade natal onde terá sido entregue como oblato pela mãe. No mosteiro, porém, conhecido por Frei António do Espírito Santo, produz escândalos, foge da Ordem, mas é preso e lançado no Aljube, de onde sai após ter enviado uma imploração em verso ao seu superior. Permanece algum tempo em Espanha, onde cria fama de dizedor e de poeta e regressa a Portugal, fixando residência em Lisboa. Contemporâneo de Gil Vicente, frequenta a boémia lisboeta e acamarada com Luís de Camões que o elogia no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Auto de El-Rei Seleuco, &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;dizendo dele pela boca de um mordomo, que &lt;em&gt;uma trova fá-la-á tão bem como vós, ou como eu, ou como o &lt;strong&gt;Chiado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Mais conhecido pelas bebedeiras e pela picardia dos &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dB9l9r6C7hE/TwDLa7bcnqI/AAAAAAAAACw/kN1TsBrfqZU/s1600/000_Reflex_Ant%25C3%25B3nio%2BRibeiro%2BChiado.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 256px; FLOAT: left; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5692773592486157986" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-dB9l9r6C7hE/TwDLa7bcnqI/AAAAAAAAACw/kN1TsBrfqZU/s400/000_Reflex_Ant%25C3%25B3nio%2BRibeiro%2BChiado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;seus versos de escárnio e mal-dizer, a ponto ter sido tão boémio no séc. XVI como Bocage no XVIII, António Ribeiro deixou alguns autos que chegaram a ser impressos, como &lt;em&gt;Filomena dos louvores dos santos, Auto de Gonçalo Chambão, Auto das Regateiras&lt;/em&gt; e outros. O nome por que é mais conhecido, Chiado, poderia ser alcunha e não apelido de família, uma vez que tanto ele como o irmão Jerónimo assinavam apenas o apelido Ribeiro. A tradição diz que morou na Rua Direita das Portas de Santa Catarina, actual Rua Garrett, talvez mesmo, quiçá, em casa de Catarina Dias, a Chiada, de quem eventualmente poderia ter sido parente ou íntimo. Morre a 24 de Janeiro de 1491 e o seu monumento é inaugurado a 18 de Dezembro de 1925, por iniciativa da vereação municipal, em estátua de bronze e cinzel de Costa Mota tio. No local onde ela se ergue, conhecido durante o séc. XIX pela «Ilha dos Galegos», esteve durante muitos anos o chafariz do Loreto, com o «Neptuno» de Machado de Castro, executado em 1771, retirado em 1855 e hoje no Largo D. Estefânia, depois de ter permanecido algum tempo na Praça do Chile. Segundo Manuel Maria Múrias, o maçonismo do séc. XIX aproveitou-o por o considerar poeta renegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nota de curiosidade, refira-se que no local onde o Chiado nasceu esteve instalada em 1900 uma firma a Bera American Diamonds Palace cujo comércio consistia em vender imitações de jóias &lt;em&gt;mais reais que as jóias reais&lt;/em&gt;, no dizer da sua propaganda. O nome &lt;strong&gt;&lt;em&gt;bera&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; pegou para designar algo de pouco valor e entrou no imaginário popular. Nem todos imaginam a sua origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6172626509583692225?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6172626509583692225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6172626509583692225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6172626509583692225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6172626509583692225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/antonio-ribeiro-chiado.html' title='António Ribeiro Chiado'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dB9l9r6C7hE/TwDLa7bcnqI/AAAAAAAAACw/kN1TsBrfqZU/s72-c/000_Reflex_Ant%25C3%25B3nio%2BRibeiro%2BChiado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-1084239093291580125</id><published>2012-01-02T15:46:00.004Z</published><updated>2012-01-02T16:55:30.087Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title type='text'>A Bíblia e a História</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1977, realizava-se em Évora um congresso juvenil das Assembleias de Deus, subordinado ao tema “A Bíblia Hoje”. Um dos subtemas era “A Bíblia e a História”. Fui convidado para o desenvolver e apresentar uma comunicação à magna assistência. E assim nasceu o texto que aqui publico. A década de 70 foi um tanto conturbada em termos de história das Assembleias de Deus, com várias tensões, umas latentes, outras larvares e ainda outras já declaradas. Quem viveu esses tempos, reconhecerá no texto uma referência quase subliminar aos problemas e choques que então dominavam as preocupações daquela que designo de “geração maldita” e que produziu nomes que, gostando ou não, deixaram marca na história das Assembleias de Deus. Mas não foi um texto circunstancial. Mutatis mutandis, a sua análise, com pequenas adaptações, permanece aceitável ainda nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="A1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="A1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;1. Introdução e considerações gerais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;2. Definições&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- Herança Grega&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;3. Paralelismos convergentes e divergentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;4. História profana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- Caducidade ou perenidade? (1)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;5. História Sagrada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- Inserção bíblica na História (2)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;6. Interpenetração de ambas as Histórias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- Convergência divergente ou divergência convergente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;7. Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a name="T1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;1. Introdução e considerações gerais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A Bíblia e a História&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não é um subtema. É um tema! É um subtema relativamente ao tema circunstancial deste Congresso - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Bíblia Hoje&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Só neste aspecto se poderá considerar um subtema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tema e não subtema porque subtema infere em si um aspecto de subalternidade, sinónimo fácil de assunto de menos valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tema não pela sua vastidão mas pela sua importância intrínseca e pelas suas implicações derivadas de um estar-no-mundo que se reflecte de modo muito premente ao nível do dia a dia da vivência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia e a História é um assunto realmente importante, para o qual chamo a vossa atenção e que merece, pela sua grandeza, que nos debrucemos sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bíblia &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; História. Sublinhemos o &lt;strong&gt;"e"&lt;/strong&gt; e leia-se o que o tema diz: Bíblia &lt;strong&gt;e &lt;/strong&gt;História e não Bíblia &lt;strong&gt;na&lt;/strong&gt; História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copulativa &lt;strong&gt;(e)&lt;/strong&gt; de ligação coordenada de duas grandezas do mesmo nível. Em alguns casos, o &lt;strong&gt;"e"&lt;/strong&gt; poderá não desempenhar a sua função estrutural mas, no caso vertente, a sua aplicabilidade é incontestável. Estamos em face de duas realidades, de duas grandezas que, em si, e nem sempre por si, contêm as coordenadas do existir humano, que não só e apenas de uma práxis existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vamos tentar analisar estas duas grandezas essencialmente numa visão coordenativa e não apenas - embora o possamos tentar - numa visão de inserção da Bíblia no processo histórico, como decorrente de uma emergência no plano histórico (como algum espírito mais apressado poderia pensar de uma leitura fugidia do tema).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém - antes de prosseguirmos - reforçar e salientar a noção da importância e universalidade da História. Ela está presente em cada momento do existir humano porque, em certo sentido, vivemos e movimentamo-nos na História, respiramos História. O que nada tem de estranho por sermos nós os fautores da História. Todos nós fazemos História - quando, por exemplo, nos reunimos nesta sala, estamos a fazer História. E todos fazemos análises históricas - quando, por exemplo, analisamos o Livro de Actos dos Apóstolos, para aplicarmos os princípios nele prescritos, estamos no fundo, a fazer uma análise histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à Bíblia, queria salientar, nesta introdução que já vai longa, dois pontos que reputo de importantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a.&lt;/strong&gt; - Falar da Bíblia é falar do Cristianismo, é falar Cristianismo. É falar do Cristianismo porque toda a Bíblia, desde Génesis 1:1 a Apocalipse 22:21, passando pelos Profetas e Salmos, fala do Cristianismo. É falar Cristianismo - e talvez estejamos todos ainda no b-a-ba desta língua sublime - porque a língua Cristianismo é universal, como universal é a Bíblia e porque essa é a língua que a Bíblia fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, referiremos indistintamente a Bíblia e o Cristianismo, numa identificação de juízos de valor salvaguardando no entanto, e naturalmente, os momentos em que quer o termo Bíblia quer o termo Cristianismo e seus derivados tenham uma significação particular e singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b.&lt;/strong&gt; A Bíblia - e é preciso que isto seja dito aqui e agora e que nos apercebamos desta verdade - formula uma série de Teorias: uma Teoria da Literatura, uma Teoria Social, uma Teoria do Direito, etc. (Por Teoria entendamos os princípios fundamentais de uma arte ou ciência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que a Teoria mais importante e que, com toda a Justiça, mérito e necessidade, mais tem sido desenvolvida e estudada pelos Cristãos Pentecostais é - chamemo-la assim, aproveitando a terminologia - a Teoria da Salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras Teorias - ainda que pouco ou nada estudadas (e quantas vezes positivamente ignoradas por nós) - não deixam de ser importantes e dignas de nos debruçarmos sobre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, a Bíblia possui também uma Teoria da História, isto é, ela debruça-se sobre a História e emite a palavra final (porque a Bíblia é final) sobre o sentido da História e é importante e urgente que saibamos e conheçamos o seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante porque - como tudo quanto é Bíblia - é uma dádiva de Deus aos homens e tudo quanto Deus nos deu (e nos dá) é importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Urgente porque necessitamos, neste tempo de crise espiritual e de viragem, de ter uma Teoria bíblica (e não apenas humana, ainda que de origem eclesiástico-cristã) que nos forneça armas para fazermos frente às Teorias (da História ou não) diabólicas e humanas que buscam as brechas da nossa ignorância e incúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="T2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;2. Definições&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- Herança Grega&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assim, tentemos cotejar a Bíblia e a História e dessa análise extrair o melhor para nosso crescimento e edificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de mais, precisamos de definir os termos com que vamos lidar e que estarão presentes ao longo desta exposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definir significa marcar um fim, indicar um limite. Com efeito, é necessário demarcar um limite ao campo de cada uma das palavras para que elas valham aquilo que são e não aquilo que as pessoas possam entender ou querer que sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos os termos são nossa herança grega e qualquer dicionário daria a seguinte definição :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História &lt;/strong&gt;- do grego &lt;em&gt;historia&lt;/em&gt; - evolução da Humanidade, narração de factos de um ou mais países.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bíblia&lt;/strong&gt; - do grego&lt;em&gt; biblion&lt;/em&gt; (o livro) - colecção de livros sagrados do Velho Testamento e do Novo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História é uma ciência com método e objecto específicos. Não vamos abordar o problema da Metodologia da História (por nos roubar muito tempo e nos afastar do plano deste trabalho) mas diremos de passagem que, devido às características do facto histórico, que é singular e inobservável pois não se repete nem pode ser observado directamente pelo historiador por já pertencer ao passado, a metodologia histórica é distinta da metodologia das chamadas ciências exactas como, por exemplo, a Matemática. Daí que a História tenha de lançar mão de diversas ciências auxiliares para se poder estudar e compreender o facto histórico na sua complexidade causal. Note-se que muitas das ciências auxiliares da História são as mesmas da Bíblia, como a Hermenêutica, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a História - cujo objecto, no fundo, é o Homem - não é a simples formulação de factos nem a observação de fenómenos. Ela não se detém na enumeração de factos. Ela analisa-os e interpreta-os e sobre ele emite juízos, procurando destrinçar não só as motivações (as causas que estão por trás deles) mas - digamos assim - as leis que os regem. Desse estudo do passado, podemos compreender melhor o estado do presente e avaliar a extensão de um fenómeno específico e determinar as linhas dominantes que o motivam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tónica que se coloca sobre a causalidade factual varia de época para época e de escola para escola. É assim que, enquanto para os homens da Idade Média, os factos importantes eram os religiosos, para os do séc. XX, são essencialmente os económicos. Mas não nos esqueçamos que a História não pode nem deve ter uma visão parcelar dos factos (devido à sua causalidade e complexidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à Bíblia, todos sabemos que ela - num paralelismo tremendo com a História - caracteriza-se igualmente pela sua complexidade (que não é sinónimo nem de complicação nem de complexificação), pela sua universalidade, pela sua humanidade, na sua aplicabilidade e pela sua transcendência, na sua origem divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não se limita a enumerar ou a enunciar os factos mas a abrir caminho a uma interpretação dos mesmos, levantando idênticas perguntas que a História e a revelar, na sua simplicidade de linguagem, as respostas ansiosamente procuradas e indagadas. Dessas perguntas, tentaremos responder a uma que, pela sua premência, reputo de importante - Porquê? Porquê estudar História, porquê estudar a Bíblia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="T3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;3. Paralelismos convergentes e divergentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Porque tanto uma como a outra (a Bíblia e a História) respondem à maior inquietação humana desde sempre, seja qual for a filosofia que partilhemos - qual a finalidade do Homem, do existir humano? Que fizemos, de onde viemos, para onde vamos? E aqui, as atitudes de as encarar multiplicam-se, num paralelismo magnífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos detectar, pelo menos, três atitudes face à Bíblia e à História: informativa, formativa e pragmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atitude informativa &lt;/strong&gt;- tanto uma como a outra dar-nos-iam informações mais ou menos úteis que nos elucidassem sobre pontos mais ou menos obscuros.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atitude formativa&lt;/strong&gt; - vamos extrair ensinamentos úteis para a nossa formação cultural ou espiritual.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atitude pragmática&lt;/strong&gt; - o seu conteúdo tem peso e devemos pôr em prática esse conhecimento. O pragmatismo consiste na doutrina que defende a utilidade prática do conhecimento, identificando o verdadeiro com o útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá uma quarta atitude, fácil e despreocupada - a indiferença - mas de tão negativa que é, passemo-la de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os paralelismos não se quedam pela atitude nossa perante a Bíblia e a História. Elas manifestam-se em outros campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas não se definem pela negativa pois nem a Bíblia nem a História são a ausência de alguma coisa. Elas são alguma coisa de positivo, real e concreto. Esta é uma tentação sofrida por muitos Cristãos (e a que muitos de nós no nosso tempo têm cedido) - uma definição do Cristianismo pela negativa, traduzida pela elaboração de listas legistas ou legalistas de proibições. Tal definição, além de não fazer justiça quer à História quer à Bíblia (ou Cristianismo) é um insulto à natureza de ambas, especialmente do Cristianismo. Grosso modo, podemos dizer que a Bíblia é a expressão divina através do humano e a História a expressão humana através do humano ou, se quisermos ser mais precisos, a Bíblia vai da transcendência à transcendência passando pela imanência, enquanto a História vai da imanência à imanência passando pela transcendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto aponta-nos um terceiro paralelismo: ambas têm o mesmo interesse comum - o Homem. Mas no momento em que se tocam - oh desdita de Tântalo - aí começam as divergências. E podemos sintetizar esta verdade em poucas palavras: enquanto a História é o estudo do Homem pelo Homem, a Bíblia é o estudo do Homem por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui está o drama - a Bíblia é singular, apesar da sua pluralidade de escritores, enquanto a História é plural, apesar da singularidade do seu objecto - com todas as implicações daí decorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na divergência, podemos detectar, no horizonte, um ponto convergente: o futuro e a universalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Sérgio disse: &lt;em&gt;"É preciso falarmos da História com um olhar no futuro".&lt;/em&gt; E não há contradição porque embora a História se debruce sobre o passado, ela projecta-se no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a Bíblia, passa-se o mesmo. Embora aponte factos do passado, ela deve ser encarada também com um olhar no futuro. O Cristianismo é como o jovem - não tem passado - só tem futuro! E no momento em que, como Cristãos, olharmos para o passado - e não nos referimos ao nosso passado mundano de não salvos - numa atitude de seráfica contemplação das glórias de antanho, estamos plácida e voluntariamente a acomodar-nos na sepultura bonita e magnífica de festas de jubileu mas que não passa de sepultura. A Bíblia não se detém no passado. Ela aponta o futuro que lhe constitui o limite, o horizonte.&lt;em&gt; "Esperamos novos céus e nova terra",&lt;/em&gt; como dizem as páginas sagradas e, poderíamos acrescentar: &lt;em&gt;"num mundo e tempo novos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Mas cometeríamos um pecado de omissão se nos detivéssemos apenas nesta parcela do tempo - é facto que ambas as disciplinas apontam o futuro. Mas esse apontar - e isto é tremendamente importante - é sempre em função do presente. Porquê? Pela simples razão de o Homem ser presente. &lt;em&gt;"As coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo&lt;/em&gt; (presente)". Mas não se pense que a Bíblia defende a imobilização da História, como diria Barth. Não! A História prossegue e prosseguirá mesmo nesse futuro celestial que será o presente eterno. Ali também se fará História. Será a única ciência da Terra que se cultivará no Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um último paralelismo - a Bíblia - e perdoem-me os puristas e os extremistas - é, apesar da sua transcendência, um fenómeno histórico. E graças a Deus que assim é. Isso significa que Deus intervém no mundo dos homens, revela-Se a Si próprio, fala a língua dos homens. Mas ela não é meramente um fenómeno histórico. Dada a sua natureza de transcendência imanente, ela é supra-histórica e até trans-histórica. Está &lt;strong&gt;na&lt;/strong&gt; História mas não é&lt;strong&gt; da&lt;/strong&gt; História. Supera a História, não na finalidade e objecto comuns, mas na essência e destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="T4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;4. História profana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- Caducidade ou perenidade?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;(1)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;A História fala de civilizações. Civilizações de homens. Mas poderíamos também dizer civilizações que são homens. E nesta visão, concluiríamos que todo o drama humano se reflecte no devir da existência que se constitui em drama histórico. Mas haverá realmente um drama da História? O drama da História decorre do facto de o seu interveniente e fautor ser o Homem, com toda a sua fatalidade e contingência, aspectos bem desenvolvidos por Albert Camus, nomeadamente nas suas obras "A Peste" e "O Estrangeiro". E levanta-se obviamente a questão: como se manifesta esse drama histórico? Há um dito que entrou já na cultura popular que nos fornece uma pista objectiva - a História não se repete. Efectivamente, a História não se repete, devido à própria natureza do fenómeno histórico que, à dissemelhança do fenómeno físico ou químico, só é observável uma única vez - no momento em que ocorre. A mesma água não passa duas vezes sob uma mesma ponte. Mas, sem alterar a essência e a natureza do devir histórico, podemos dizer que a História afinal se repete: a primeira vez como drama e a segunda como tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui estará o cerne desta marcha evolutiva da Humanidade - na sua dramaticidade, vive-se para se tornar a viver e esta marca da condição humana reflecte-se na obra de que o Homem é autor e espectador - as civilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem cria civilizações. Mas civilizações que levam a sua marca. Marca de caducidade emergente da contingência humana, marca de perenidade porque o Homem tem a eternidade da alma espelhada no coração. E é nesta tensão que se movem as civilizações. E é na percepção desta tensão que a filosofia oriental encara como karma que essa mesma filosofia pugna pela libertação do Homem do seu devir existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste quadro, não nos surpreenderá a trajectória em espiral da obra civilizacional do Homem. Mas pergunta-se: essa trajectória não tem fim? Existirá realmente um karma inelutável? Estas são perguntas que vamos deixar em suspenso para daqui a pouco as abordarmos de novo em tentativa de resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia que nos não surpreenderá a trajectória em espiral das civilizações. Como fruto do Homem, vamos encontrar nelas as características inerentes ao Homem. Neste sentido - e apenas neste - a concepção helénica do movimento circular do devir histórico é uma análise definitiva. Esta percepção, de resto, está patente na cultura popular - a Roda da Fortuna - e no pensamento salomónico - nada há de novo à face da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nas civilizações, podemos detectar a sua génese, desenvolvimento, colapso e desintegração, num ciclo aparentemente infindável, segundo a análise profunda e exaustiva de Toynbee em que nos basearemos e de quem, neste passo, seguiremos o raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que em todas as civilizações encontramos o mesmo mecanismo de formação, crescimento e decadência e, pela sua análise, acharemos a resposta à pergunta: "serão as civilizações caducas ou perenes?" e acharemos pistas que nos ajudarão no nosso viver de Cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem cria civilizações essencialmente porque soube responder com êxito a um incitamento exterior, realizando um esforço criador até então sem precedentes. E quando, face a um incitamento, o Homem não tem resposta adequada, prestes está a civilização do seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sociedade, há assim uma &lt;strong&gt;minoria criadora&lt;/strong&gt;, motor impulsionador que, em contacto com sociedades primitivas, atrai a sua capacidade de &lt;em&gt;mimesis&lt;/em&gt;, isto é, a sua capacidade de imitação. Esta&lt;em&gt; mimesis&lt;/em&gt;, enquanto se registar a existência da minoria criadora, é provocada pelo encanto que esta exerce sobre aquela. E é na existência desta criatividade (cuja base é a resposta positiva ao incitamento) que consiste o segredo do crescimento e permanência das civilizações. Porque ela atrai, pelo encanto, a mimesis do primitivo que assim se integra no campo da civilização. Enquanto esta situação perdurar, a Sociedade nem se divide nem é atacada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando há incapacidade de resposta, a minoria criadora tende a transformar-se em &lt;strong&gt;minoria dominante&lt;/strong&gt; que tenta reter pela força uma posição que já não merece há muito. A minoria dominante perde o encanto de minoria criadora o que leva a que os primitivos sejam repelidos e que, de discípulos, se convertam numa poderosa força de pressão externa - aquilo que Toynbee classifica de &lt;strong&gt;proletariado externo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo interno, o processo é semelhante - a &lt;strong&gt;maioria mimética&lt;/strong&gt; passa também de discípulo a &lt;strong&gt;proletariado interno&lt;/strong&gt;, numa atitude de divórcio da minoria dominante e em rebelião aberta contra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por proletariado entenda-se não uma classificação na base da pobreza, de riqueza ou de origem de nascimento ou de trabalho mas na consciência de se saber que se está &lt;em&gt;&lt;strong&gt;na&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; sociedade mas que não se é&lt;strong&gt;&lt;em&gt; da&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão deste colapso da civilização deve-se ao fracasso da faculdade criadora da minoria criadora, com a consequente perda de unidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que resulta de todo este jogo de forças? Ficamos em presença de três entidades que, uma vez em luta, conduzem à desintegração da civilização. Das cinzas desta desintegração nascerá, qual Fénix renascida, consoante o condicionalismo histórico, uma civilização filha da defunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma destas três entidades, no seu processo evolutivo de luta, vai criar uma instituição característica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a &lt;strong&gt;minoria dominante&lt;/strong&gt; gera um &lt;strong&gt;Estado Universal&lt;/strong&gt;, o penúltimo estágio da desintegração.&lt;br /&gt;- o &lt;strong&gt;proletariado interno&lt;/strong&gt;, que se separa da minoria dominante, gera uma &lt;strong&gt;Igreja Universal&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;- o &lt;strong&gt;proletariado externo&lt;/strong&gt; gera &lt;strong&gt;bandos guerreiros&lt;/strong&gt; bárbaros que, de ordinário, acabam por invadir o espaço geográfico da civilização em decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos o caso da civilização greco-romana, para especificarmos: a &lt;strong&gt;minoria criadora&lt;/strong&gt; perde o poder de resposta e, uma vez &lt;strong&gt;minoria dominante&lt;/strong&gt;, cria o &lt;strong&gt;Estado Universal&lt;/strong&gt; - o Império. A unidade social está quebrada e manifesta-se o &lt;strong&gt;proletariado interno&lt;/strong&gt; que arrasta consigo uma &lt;strong&gt;Igreja Universal&lt;/strong&gt; - o Cristianismo, enquanto nas fronteiras, pulula todo um &lt;strong&gt;proletariado externo&lt;/strong&gt; que irromperá violentamente no ciclo conhecido por Invasões Bárbaras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há aqui toda uma lição a tirar: os Bárbaros irromperam porque quando deixa de avançar a fronteira entre uma sociedade civilizada e uma sociedade primitiva, a balança inclina-se com o correr do tempo a favor da sociedade primitiva. Como Cristãos, não podemos deixar que a fronteira entre o Cristianismo e o mundo por evangelizar estacione. Ela tem de se estender até que não haja mais fronteira. E teremos encontrado a solução para todas as crises que possam assolar o Cristianismo e muito especialmente para a crise actual que todos sentimos latente. Há que manter a unidade social (em termos de História) através da resposta sempre positiva de todo o corpo social a um incitamento externo e manter vivo este impulso de civilizar (leia-se evangelizar) os primitivos (leia-se os perdidos) através do cultivo daquilo que é essencial no Cristianismo e não daquilo que é conjuntural, para que eles possam ser atraídos pelo nosso encanto, a fim de lhes estimularmos a capacidade mimética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremo-nos que todos os grandes princípios registados na História para o avanço da Humanidade encontram-se na Bíblia: a defesa da mulher, os princípios do liberalismo da Revolução Francesa (liberdade, igualdade, fraternidade), os princípios do Socialismo - todos os homens nascem livres e iguais, etc. A Bíblia contém, em todas as épocas, a resposta para os problemas individuais e colectivos do Homem - problemas humanos e sociais. A questão está em o Homem se dispor a encontrá-la. Ora, uma sociedade cristã pode e deve manter padrões e princípios, isto é, pode manter a sua minoria criadora que, recorde-se, não é uma minoria dominante e que atrai pelo encanto. A resposta a um incitamento não consiste em levantar barreiras - o progresso (e a Bíblia aponta para o progresso) não se ergue levantando barreiras mas destruindo-as. A solução, dizíamos, a resposta ao incitamento não consiste em levantar barreiras, consubstanciadas em atitudes e normas de "não faças, não digas, não aconteças" mas desenvolvendo os princípios em si, os princípios que informam a sociedade cristã. Princípios esses que não são circunstanciais mas perenes. Mas atenção para não nos determos nas conquistas alcançadas (há que evitar a bizantinização e o sebastianismo espirituais). Assim estará resolvido o problema da actualidade, transformado erradamente em problema número um da sociedade pentecostal - o problema da ética, da TV, etc. A solução para tal problema que historicamente é um incitamento, consiste em ir à raiz do mal, buscando uma resposta positiva ao incitamento. Mas onde está essa raiz? Será, por exemplo, na TV em si ou nos princípios? Que importa destruir a TV se os princípios não estão cultivados ou se nem sequer brotaram ainda? É lógico que são os princípios que devem ser cultivados porque eles têm em si a força e a substância suficientes para nos fornecerem uma resposta positiva ao incitamento que enfrentamos. Qualquer solução que não passe pelo cultivo dos princípios que nos informam são uma resposta falhada ao incitamento. E quando isto acontece, perto está a minoria criadora de se transformar em minoria dominante com a criação de um Estado Universal que o mesmo é dizer que tal sociedade está em vias de desintegração. E a História não perdoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção que a História ensina-nos uma lição dramática: em geral, quando um grupo responde triunfantemente a um incitamento, raras vezes responde com êxito ao segundo. Temos o caso dos Judeus que responderam positivamente aos incitamentos do Velho Testamento mas foram vencidos pelos do Novo Testamento, culminando na rejeição do Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nos não iludamos, pois, com as respostas aos incitamentos nem receemos enfrentá-los. A atitude cristã decorrente da Bíblia é positiva e não negativa, é positiva, não alucinogénea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="T5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;5. História Sagrada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- Inserção bíblica na História&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;(2)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Este problema leva-nos à questão de sabermos qual o lugar do Cristianismo no mundo, qual a visão histórica da Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, relembremos os 3 modos como é encarado o significado da História: linear, cíclico e caótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;linear&lt;/strong&gt; supõe que os factos se sucedem numa determinada direcção.&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;cíclico&lt;/strong&gt; afirma que a História se repete.&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;caótico&lt;/strong&gt; nega qualquer direcção aos factos históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À partida, a Bíblia rejeita a interpretação caótica da História, por ela ser contrária à sua essência e mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a Bíblia aponta para um Deus criador pessoal e interessado na Sua criação (e tenhamos presente que o Deus da Criação é o mesmo Deus da Salvação). Do ponto de vista histórico, isso implica que a Bíblia relata (e defende) a intervenção de Deus na História. Não é um recurso de solução para explicar miticamente o inexplicável mas a consciência de que não se pode separar o Criador da Sua criação e vice-versa. Daqui, podemos inferir que o princípio histórico imanente à Bíblia revela-se por um &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; à dialéctica em que, à luta dos contrários, opõe a acção divina que altera o curso circunstancial criando um processo de acção e interacção decorrente dessa mesma intervenção divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta atitude, há algo de novo em relação à mentalidade helénica que, como vimos já, concebe o tempo (e por inferência a História) como um movimento circular. Para a Bíblia, o movimento não é cíclico ou circular mas linear. Ao intervir na História da Humanidade, Deus não Se repete - a Criação deu-se uma vez por todas, a chamada de Abraão não tem sucessor factual, a vinda de Cristo é um facto definitivo. A História, além de ter um significado, uma finalidade, aponta e segue um movimento linear. Hoje, poderemos não ter dificuldade em entender esta realidade mas a verdade é que esta posição cristã foi tremenda novidade para a mentalidade helénica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a Bíblia verifica e afirma que a História humana se movimenta por ciclos - tenha-se em mente a profecia de Daniel (&lt;strong&gt;Daniel 7&lt;/strong&gt;) mas nessa mesma profecia, não nos esqueçamos, afirma-se o seu princípio linear - os reinos humanos cíclicos cederão o passo a um reino eterno (&lt;strong&gt;Daniel 7:27&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porquê este choque com a mentalidade helénica? Porque os Gregos admitiam apenas dois tipos de realidades :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;as divinas&lt;/strong&gt; - sem princípio e sem fim;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;as corruptíveis&lt;/strong&gt; - com princípio e com fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Cristianismo anuncia uma terceira realidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- as coisas que começam e não têm fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, na visão cristã, o perfeito não é aquilo que sempre existiu como pretendiam os Gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há assim princípios estabelecidos pela intervenção divina que, pelo seu carácter absoluto, permanecem para sempre adquiridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No confronto, porém, com a mentalidade hebraica, o Cristianismo aponta uma segunda verdade ou princípio histórico - se as instituições hebraicas são de origem divina - e são-no - então são boas e perfeitas. Mas a verdade é que, com a introdução do Cristianismo na História, elas são abolidas. Haverá então contradição? Não! E na resposta, encontraremos este segundo princípio de que falamos: é que essas instituições são provisórias. Elas têm um kairos, isto é, um valor temporal que já passou. Assim, com a entrada de Cristo, valor supremo de todas as intervenções divinas, o Judaísmo é declarado anacrónico. E na extensão desta verdade, podemos adiantar o pensamento de que também anacrónico é querer manter qualquer realidade cujo kairos já passou ou está ultrapassado. A mantê-la, estaremos a cometer um pecado de Judaísmo, isto é, um pecado anacrónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo elabora uma síntese magnífica desta realidade ao declarar que a Lei serviu de aio para nos conduzir a Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Bíblia aponta um terceiro princípio - Cristo, como dissemos atrás, é o acontecimento definitivo da História. Com Ele, atingimos o fim da revelação divina da intervenção de Deus na História. A visão cristã da História é, pois, escatológica pois que o Cristianismo é em si e por si escatológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo encerra o ciclo da Revelação mas atenção, repitamo-lo, não encerra nem detém a História. E ao encerrar o ciclo, achamos a resposta para a pergunta da inquietação filosófica oriental quanto ao&lt;em&gt; karma&lt;/em&gt;. Há realmente um &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt; na História mas ele não é inelutável. Com Cristo, chegou o limite desse &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt; porque n’Ele, com Ele e por Ele, estamos a viver um Reino que não tem fim. Nada mais aguardamos senão o raiar do Oitavo Dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, segundo a visão bíblica, para podermos situar verdadeiramente a História, ela tem de se centrar em Cristo. E a verdade é que a História não ficou insensível a essa verdade e testemunha-a em si mesma, dividindo o tempo dos homens em antes e depois de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas viver num tempo escatológico não é sinónimo de vivermos na eternidade. Porquê? Porque Cristo-facto-histórico não é o mesmo que Cristo-fenómeno-histórico. E nisto, a História profana falha porque Cristo não é um facto mas um fenómeno. Devido à sua intemporalidade temporal - Cristo - o eterno Eu Sou - vivemos um tempo presente, qualquer que seja a época em que um Cristão tenha vivido ou viva. Porquê? Porque no tempo dito cristão, vivemos não um facto mas um fenómeno e um fenómeno tal, cuja complexidade se revela e se situa entre duas vindas ou Parousias - o Natal e o Segundo Advento de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="T6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;6. Interpenetração de ambas as Histórias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;- Convergência divergente ou divergência convergent&lt;/span&gt;e&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mas seríamos incompletos se nos não interrogássemos sobre qual o lugar que o Cristianismo ocupa no devir histórico. E esta é uma questão que levanta tremendas e poderosas perguntas. Teremos, para nos guiar, que recorrer ao texto bíblico. E bastar-nos-iam talvez duas ou três palavras que encerram em si toda a grandeza do mistério da História: &lt;em&gt;"Não são do mundo"&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 17:14-16&lt;/strong&gt;) cujo contexto podemos assim sintetizar: &lt;em&gt;"Estão no mundo mas não são do mundo".&lt;/em&gt; E esta frase lapidar encerra magnificamente em si o drama histórico e revela toda uma Teoria da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaremos, neste momento, talvez a recordar-nos da definição que Toynbee dá de proletariado: estão &lt;strong&gt;&lt;em&gt;em&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; mas não são &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e talvez estejamos a identificar o Cristianismo, a Igreja, com o tal proletariado toynbeeano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seremos, realmente, esse proletariado? Somos e não somos. Somos esse proletariado &lt;strong&gt;no&lt;/strong&gt; mas não somos o proletariado &lt;strong&gt;do&lt;/strong&gt; mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos porque, para o sermos, teríamos de trazer em nós o &lt;em&gt;kairos&lt;/em&gt; do mundo e não teríamos assim conseguido a libertação desse &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt; considerado inelutável. Não somos porque o kairos do mundo, da Humanidade, passa. Este mundo é transitório (&lt;em&gt;"o mundo passa e a sua concupiscência mas a minha Palavra permanece para sempre"&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;"Sic transit gloria mundi"&lt;/em&gt;) mas o nosso kairos permanece para sempre porque com Cristo e em Cristo abolimos o &lt;em&gt;karma&lt;/em&gt; histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas somos esse proletariado &lt;strong&gt;no&lt;/strong&gt; mundo porque estamos nele. Mas estamos nele participando de uma realidade superior - como cidadãos de um Reino que não tem fim. Um Reino cujo kairos não passa, um Reino que nunca passará pela desintegração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos esse proletariado porque, em termos históricos e sociológicos, estamos aqui para desintegrar as sociedades humanas pois na visão cristã há apenas dois tipos de sociedades: a humana e a divina. A nossa é divina e ela será estabelecida, inserindo-se no devir da Humanidade mas sem se deixar manchar pelas gotas desse fatalismo histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, assim, para já, uma certeza: o Cristianismo não é caduco. Mas esta seria uma análise fugidia se lhe não víssemos as implicações e nos não detivéssemos em profundidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teríamos então de voltar à transcendência imanente da Bíblia. E aqui, há que distinguir entre a transcendência da Bíblia (a sua essência) e a historicidade ou imanência de que se reveste - isto é, a sua existência. Este carácter bivalente da Bíblia reflecte-se na sua revelação máxima - o Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cultura bíblica, os aspectos culturais da Igreja em determinado contexto social não se devem confundir com o cerne da doutrina. Por outras palavras, não se deve confundir a essência com a existência. Aquela é una e imutável porque é divina, enquanto esta varia porque está no mundo, corporizada por todos quantos a aceitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque será isto assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque embora não sendo do mundo, o Cristianismo está no mundo. E está no mundo, encarnando-se em diversos espaços civilizacionais, em diversas épocas dessas mesmas civilizações. Há assim toda uma complexidade cultural que, da nossa parte, seria perigoso confundir com a essência do Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, então, nesta tensão em que se move o Cristianismo, uma interacção da história profana e da história sagrada ou, utilizando a terminologia do esboço deste estudo, uma interpenetração de ambas as histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos afirmar com Jean Danielou de quem, de resto, seguimos o pensamento nesta secção do nosso estudo, que a história do Cristianismo é influenciada na sua periferia pelo desenvolvimento das civilizações. Que significa isto? Significa que a história do Cristianismo, na medida em que este se insere na história da Humanidade, apresenta-se como a história de diversas civilizações ou Cristandades que arrastam consigo as características das civilizações que encarnam, possuindo então um kairos caduco. E não há aqui contradição nem erro - o erro estará em identificarmos o Cristianismo com alguma dessas Cristandades. Há assim um Cristianismo bizantino, palestino, bem como medieval e até burguês, que não deixam por isso de ser Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há que aceitar cada uma dessas manifestações porque são o fruto da inserção do Cristianismo nos quadros mentais das civilizações que representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, citando de novo Danielou, poderíamos dizer que existe sempre a tentação de reduzir a unidade - uniformidade sob forma de um modo comum de expressão. Ora, a verdadeira unidade é aquela que, dentro da unidade da fé, se exprime através da diversidade de mentalidade das civilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras palavras e de um modo muito simples, diremos que não se pode obrigar um Chinês a pensar e muito menos a agir como um Português ou, se quisermos estar mais perto do contexto civilizacional que nos cerca, não podemos obrigar um Português a agir como um Americano ou vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="T7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;7. Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não podemos obrigar um elemento de uma determinada cultura a guiar-se pelas categorias mentais de outra que lhe é distinta e estranha, podemos, no entanto, esperar que o vínculo de união que liga os elementos das culturas mais díspares se manifeste em toda a sua grandeza, realizando a oração de Jesus: &lt;em&gt;"Que todos sejam um, como nos somos um"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluiremos por esta nota de confiança: o futuro pertence-nos! Mas bom seria que não esperássemos pelo futuro para guardar nos nossos corações e nas nossas vidas as lições que a História nos fornece. Daí que não é descabida a sugestão e o anseio de que todo o bom obreiro cristão só teria a ganhar se conhecesse a História. Pela Bíblia, conheceria a mente de Deus; pela História, a mente do Homem e no futuro que é o seu presente, saberia colher o fruto que lhe granjearia o prémio do meigo Nazareno:&lt;em&gt; "Bem está, servo bom e fiel - entra no gozo do teu Senhor!"&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Mateus 25:23&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="Ind1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;(1) vd. A Study of History, por Arnold Toynbee.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;(2) vd. Sobre o Mistério da História, por Jean Danielou.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII Congresso Juvenil Pentecostal&lt;br /&gt;Évora, 1977&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-1084239093291580125?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/1084239093291580125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=1084239093291580125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/1084239093291580125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/1084239093291580125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/biblia-e-historia.html' title='A Bíblia e a História'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-7887600829463813325</id><published>2012-01-01T20:38:00.002Z</published><updated>2012-01-26T23:31:47.815Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>os nomes e os sons</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;e os nomes são mais que sons,&lt;br /&gt;a dança de fonemas&lt;br /&gt;polifónicos ou monofónicos,&lt;br /&gt;a rede de traços articulados&lt;br /&gt;mas neles se encontra&lt;br /&gt;o canto do amor ou ódio,&lt;br /&gt;a trama de sonhos desfeitos&lt;br /&gt;o renascer da partida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o nome perfeito refeito&lt;br /&gt;refém no manto das nossas angústias&lt;br /&gt;renasce no canto estelar&lt;br /&gt;percorre o tempo perene&lt;br /&gt;repousa no rosto sereno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;SAC, 01.01.2012&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-7887600829463813325?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/7887600829463813325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=7887600829463813325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7887600829463813325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7887600829463813325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/os-nomes-e-os-sons.html' title='os nomes e os sons'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-5851672175897275482</id><published>2012-01-01T00:45:00.001Z</published><updated>2012-01-01T00:45:00.169Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>O sortilégio do calendário</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O calendário tem um sortilégio todo especial. Mesmo que não queiramos, somos influenciados ― e muitas vezes atraídos ― pela sua magia e influência. Poderíamos até dizer que cada mês tem uma história própria, características peculiares que bastas vezes condicionam o nosso comportamento, quer por factores cósmicos inerentes ao próprio mês, quer por acontecimentos circunstanciais a que directa ou indirectamente estamos ligados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;É o mês de Dezembro que, pela Natividade, nos alerta para uma fraternidade universal; é o mês de Março, pela promessa de que os dias de vento e chuva em breve serão uma recordação, cedendo o passo à gentil menina chamada Primavera; é o mês de Abril, belo entre os mais belos, pela beleza perfumante das flores que se abrem e, particularmente para os Portugueses pelo alto significado do «acordar em Abril»; é o mês de...; é o mês de... (poderíamos multiplicar os exemplos até ao infinito).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Janeiro se dizem muitas coisas. Desde o facto de o seu nome estar ligado ao deus Jano (1) da Antiguidade greco-romana, com toda a sua carga significativa de ser uma janela para um novo ano desconhecido, até ao facto simples e banal de ser o mês que se segue a Dezembro (algum tinha de ser ― é-o Janeiro!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para além de tudo quanto possamos encontrar para caracterizar ou estigmatizar o primeiro dos meses do ano, há algo que, para a nossa posição e consciência de homens e de cristãos, não nos pode escapar sem uma palavra ao menos. É que Janeiro é um tempo de reflexão. Um tempo de reflexão crítica e madura sobre o que para trás fica e sobre os horizontes (risonhos, sombrios, assim-assim) que se nos abrem. É certo que o Homem não é dono do seu mundo nem tão pouco da sua vida. Para além da nossa interdependência como Humanidade, estamos sujeitos a um de dois poderes ― o do Reino de Deus e o do Reino do Diabo. Estaremos num ou noutro. Estaremos sob a influência de um ou de outro. Nossa é a escolha. Pessoal e intransmissível! Mas quanto ao Reino de Deus, somos mordomos da vida e do tempo que Deus, pela Sua graça, colocou à nossa disposição. E dessa mordomia teremos de dar contas. É uma tarefa árdua pela magnitude do Reino, mas sublime porque o Mestre prometeu estar connosco todos os dias da nossa vida. Connosco tem Ele estado e nos tem ajudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Reino, temos um Guia que nos orienta e nos abre perspectivas de trabalho. Podemos dizer que o Reino de Deus é o único em que a taxa de desemprego é nula por inexistente... Por vezes, é um tipo de trabalho que pode aparentar características muito pouco ortodoxas aos olhos dos padrões humanos. Mas atenção! Não o critiquemos por ser não-ortodoxo. Jesus foi o mais heterodoxo dos homens. Talvez pela simples razão de Ele ser o Imortal e Mestre do tal Reino... O trabalho deve ser feito e, se Deus nos guiar para ele, cumpramo-lo, mesmo que nos pareça estranho e não tradicional. Recordemo-nos de Gideão e dos cântaros, de David e dos seixos e de tantos outros exemplos da Bíblia. Que tenhamos os olhos postos não na nossa força ou inteligência mas no Verbo Eterno. Porque a mensagem de salvação soa estranha aos ouvidos dos homens. Soa como loucura. É tão antitradicional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Janeiro, assumimos a posição do deus Jano: olhamos para o passado e olhamos para o futuro. E de tudo quanto a nossa vista abarcou, não miramos as nuvens pesadas nem os castelos de fadas, não miramos os cansaços nem as incompreensões, não nos deleitamos à sombra dos louros passados ou futuros. Não! Olhamos para Aquele que transcende o tempo e o espaço e exclamamos do fundo da nossa alma: Ebenezer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(1) Jano &lt;/strong&gt;― deus da mitologia romana, considerado o deus de todos os princípios. Representado com duas caras, uma a olhar para trás e a outra para a frente. Deu origem às palavras Janeiro e janela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-5851672175897275482?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/5851672175897275482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=5851672175897275482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5851672175897275482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5851672175897275482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2012/01/o-sortilegio-do-calendario.html' title='O sortilégio do calendário'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-7302995106762557707</id><published>2011-12-31T14:55:00.004Z</published><updated>2012-01-02T14:09:55.906Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas'/><title type='text'>A dracma</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje, assim que acordei e antes mesmo de tomar o pequeno-almoço, frugal como sempre, resolvi arrumar o meu quarto. Mudei as roupas da cama, dei um jeito ao que estava meio disperso e pus-me a varrer o chão. Confesso que sou um pouco preguiçoso nestas coisas da lida da casa e que a realização das tarefas domésticas por vezes sofre um atraso. Algumas remetidas para as calendas… Mas &lt;em&gt;noblesse oblige&lt;/em&gt; e lá me enchi de brios. Nem imaginam a sujidade que em poucos dias se acumula. E desta vez não foi excepção. Lá fui afastando os móveis, arredando a cama, mudando o aquecedor e varrendo, sempre varrendo. Por fim, a tarefa ficou concluída. Não sem antes ter recolhido numa pá o lixo acumulado.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;E foi então que ocorreu algo que deu origem a esta crónica. Enquanto manuseava a vassoura e a pá, percebi que no meio do lixo se encontrava um objecto metálico, pelo ruído que produzia. Curioso – os homens também o são – tentei ver do que se tratava. E descobri que &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NmCbvzWEQyg/TwG6H2QW7YI/AAAAAAAAADI/8xy3pU3h4TQ/s1600/081_Reflex_A%2Bdracma.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 229px; FLOAT: right; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693036047958994306" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-NmCbvzWEQyg/TwG6H2QW7YI/AAAAAAAAADI/8xy3pU3h4TQ/s320/081_Reflex_A%2Bdracma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;era uma pequena moeda de 2 cêntimos que terá caído inadvertidamente do bolso de uma das calças, onde costumo guardar uma outra moeda dispersa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como dinheiro não se deita fora (pelo menos a sensatez não o aconselha, a menos que seja num desses “poços da felicidade”), salvei a moedinha de um destino pouco limpo e salubre. E de imediato veio-me à lembrança o texto evangélico (aqui, “evangélico” é uma referência aos Evangelhos e não a qualquer agrupamento denominado evangélico) da parábola da dracma perdida, contada por Jesus. Confesso que desconheço qual o valor fiduciário actual que a dracma hoje teria, nem o peso que teria na economia doméstica da mulher que a reencontrou. Sei apenas que ela ficou muito contente, tanto, a ponto de chamar as vizinhas e alegrar-se com ela. Por pouco que valesse, tinha valor suficiente para produzir festa e levar umas tantas pessoas a deixar as tarefas a que se entregavam por troca por uns momentos de comunhão e boa disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 2 cêntimos de pouco valem. Mas podemos recordar que até 2002 correspondiam a 4 escudos (ainda se podia comprar pelo menos um pão e em alguma tasca escondida beber uma bica ou um carioca). E se recuarmos mais uns poucos de anos (apenas mais trinta), com esse valor dávamos a volta a Lisboa numa carreira de eléctricos (por exemplo, o Estrela-Gomes Freire). E para os raros sobreviventes do tempo da monarquia (interrompida apenas há 1 século), 2 cêntimos corresponderiam salvo erro a 4 mil réis. Uma pipa de massa. E vêm-me à memória as palavras do professor Jorge Borges de Macedo, numa das suas aulas de História, na faculdade – “Tal como as guerras matam pessoas, a economia tem necessidade de matar o dinheiro. Por isso ele desvaloriza”. De facto, o dinheiro desgasta-se com o tempo e muitas vezes cedemos à tentação de depositar (apenas) nele a nossa segurança para o tempo e a eternidade, hipotecando senão o presente, pelo menos o futuro nosso e dos que se nos seguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que temos hoje, por muito ou pouco que possa ser, mal não faremos em valorizar na devida perspectiva. Sem esquecer que a sua presença (ou essência) é merecedora de uns momentos de comunhão com os outros em ambiente festivo. Sem esquecer que aquilo que hoje tanto prezamos pode estar sujeito (à semelhança do dinheiro) ao desgaste do tempo e da usura. Sem esquecer que aquilo que tem mesmo valor para nós permanece de valor inalterável, mesmo que aos olhos e no sistema dos que nos rodeiam nada mais mereça que ser esquecido e posto de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 2 cêntimos não dão para pagar uma festa. Mas os pensamentos e as lições que a sua redescoberta me trouxeram podem acompanhar-me na festa de fim de ano em que daqui a poucas horas irei participar na companhia de bons amigos que me têm acompanhado nos bons e maus momentos. Com muitos ou poucos cêntimos, mas com a amizade e a disponibilidade sempre presentes. E certamente com muitas dracmas na sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2012.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-7302995106762557707?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/7302995106762557707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=7302995106762557707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7302995106762557707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7302995106762557707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/dracma.html' title='A dracma'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NmCbvzWEQyg/TwG6H2QW7YI/AAAAAAAAADI/8xy3pU3h4TQ/s72-c/081_Reflex_A%2Bdracma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-7233469677096147826</id><published>2011-12-30T20:51:00.000Z</published><updated>2011-12-30T20:51:00.156Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>O Sossego do Natal (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E vendo eles a estrela, alegraram-se muito com muita alegria. E entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra. E sendo por divina revelação em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Mateus 2:10-12&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A época do Natal aproxima-se do fim. Quão depressa ela passou, pensará a maior parte das pessoas. Ainda ontem, a azáfama e o entusiasmo eram grandes na preparação desta grande festa que a tradição consagrou como a Festa da Família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eram os presentes que se preparavam e era a casa que se embelezava e era o pinheirinho de Natal que se enfeitava e eram os doces e os bolos que se confeccionavam e eram as derradeiras compras que se ultimavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A azáfama era grande, a alegria eclipsava as tristezas, a expectativa aumentava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, foi Natal! O corrupio parou. A ansiedade abrandou., a agitação esmoreceu, os sons desencontrados do bulício das ruas da cidade acalmaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a família pode juntar-se, descontraída e alegre, em torno da excitação infantil do desembrulhar dos presentes. A par da música que ecoava, ouviam-se agora os trinados das aves do Lar ― as crianças. Por algumas horas, pôde descansar-se da correria própria desta época e gozar um pouco da alegria familiar reencontrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o Natal, por muita beleza que possa ter, enquanto for apenas uma data do calendário, passa depressa, como qualquer outra data do calendário. Acredito que todos quantos apreciam o Natal, gostariam que ele não passasse nunca, gostariam que ele fosse perpétuo e contínuo, mas a realidade é bem diferente e bem amarga. No próprio dia do Natal, a festa do Natal começa a desfazer-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem o comemora longe de casa, por exemplo, é a altura de começar a pensar no regresso ao lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ficou, é a mesa mais vazia e os presentes abertos e espalhados pela casa a lembrar que a Festa está a terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para todos, é a certeza de que daí a poucos dias é o terminar de mais um ano e o recomeçar de uma luta incessante pela vida e contra o tempo. De resto, lá está a rádio, a televisão, os jornais, a lembrar o fim do ano, a noite de São Silvestre. O Natal ficando para trás! E um pouco mais, o Natal foi-se. E um pouco mais, o Natal é coisa do passado. E um pouco mais, é necessário esperar mais um ano para ser Natal outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá maneira de ser sempre Natal? Não haverá maneira de se conservar e se viver sempre o espírito de Natal? Não haverá maneira de escapar a este fado, a esta sina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Animemo-nos! A Bíblia, a Palavra de Deus, diz que é possível viver-se um Natal perpétuo, diz que é possível ser sempre Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal fala de presentes. Diz o texto sagrado que os Magos, depois de adorarem o Menino nascido, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra. E à sua semelhança, nós outros oferecemo-nos presentes e prendas uns aos outros. Trocamos as nossas dádivas e desejamo-nos um feliz Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que nem todos sabem que no Natal não são apenas os humanos que oferecem prendas aos humanos, que no Natal não foram apenas os humanos a oferecer dádivas ao Deus-menino. No Natal, Deus também nos deu prendas. No Natal, Deus ofertou dádivas aos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os filhos de Deus, já as recebemos. Abrimo-nos aos presentes de Deus no presépio do mundo, em Belém. E agora, gozamos na sua plenitude essas dádivas divinas. Mas há muitos hoje que ainda não foram buscar os seus presentes no presépio de Natal. Há muitos nos nossos dias que ainda não estão a gozar das prendas de Deus, porque ainda não se abriram a essas dádivas divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quando recebemos as prendas que Deus nos dá no Natal é que podemos dizer que o Natal é contínuo e perpétuo para nós. É verdade: é possível termos um Natal que nunca acaba ― basta aceitar os presentes de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quais são, afinal, esses presentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. A primeira prenda é que Deus nos deu um Salvador,&lt;/strong&gt; que é Cristo, o Senhor. «&lt;em&gt;Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu&lt;/em&gt;», no dizer do profeta Isaías (Isa&lt;strong&gt;ías 9:6&lt;/strong&gt;). Essa promessa, feita por Deus cerca de 700 anos antes do primeiro Natal, cumpriu-se em Belém, cidade do rei David, onde nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor (&lt;strong&gt;Lucas 2:11&lt;/strong&gt;). Jesus explicaria anos mais tarde a um mestre religioso: &lt;em&gt;Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, Jesus Cristo, para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 3:16&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. A segunda prenda de Deus foi a salvação:&lt;/strong&gt; «&lt;em&gt;Pela graça sois salvos por meio da fé; isto não vem de vós ― é uma dádiva de Deus&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;Efésio 2:8&lt;/strong&gt;). Que quer isto dizer? Quer dizer que é possível voltarmos a ter comunhão, a ter ligação com Deus. É possível voltarmos a ser aceites por Deus. A esta ligação restabelecida, a Bíblia chama salvação. E a salvação tornou-se possível porque Deus no-la ofereceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. A terceira prenda de Deus é a justificação&lt;/strong&gt;. Isto significa que Deus nos dá a possibilidade de aparecermos justos perante a Sua presença, isto é, de Deus nos aceitar como se não tivéssemos pecado, como se não vivêssemos em pecado. Diz a Bíblia que Deus não tolera o pecado e que todo o ser humano é pecador. Por isso, não pode haver qualquer ligação entre Deus e o Homem. Mas em Cristo Jesus, isso é possível, porque Jesus, como nosso Salvador, nos torna justos. Se aceitarmos Jesus como nosso Salvador, então Ele interpõe-se entre nós e Deus e Deus passa a aceitar-nos, porque Deus vê agora Cristo em nós. É o que a Bíblia afirma, ao declarar em &lt;strong&gt;Romanos 3:34&lt;/strong&gt;: «&lt;em&gt;Sendo justificados gratuitamente pela Sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. A quarta prenda de Deus é a paz.&lt;/strong&gt; A Escritura garante que «justificados pela fé temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo». A paz, esse bem inestimável, pode ser nossa. Deus colocou-a à nossa disposição na pessoa de Cristo Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Em quinto lugar, Deus deu-nos a vida eterna.&lt;/strong&gt; Quem não deseja a vida eterna? Pois ela é nossa, porque Deus no-la ofereceu, conforme verificamos na Escritura: «&lt;em&gt;O salário do pecado é a morte, mas a dádiva gratuita de Deus é a vida eterna por Cristo Jesus nosso Senhor&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;Romanos 6:23&lt;/strong&gt;). Tal como o apóstolo João mais tarde declararia (&lt;strong&gt;1 João 5:11&lt;/strong&gt;), «&lt;em&gt;Deus deu-nos a vida eterna e esta vida está em Seu Filho&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Em sexto lugar, Deus deu-nos o Espírito Santo&lt;/strong&gt; que habita em nós. Em conversa com uma mulher samaritana a quem certa vez pedira água, Jesus disse: «&lt;em&gt;Se conheceras a dádiva de Deus e soubesses quem é que te pede de beber, serias tu a pedir-lhe água da vida e ele te daria... porque quem quer que seja que beber da água que eu lhe der tornar-se-á como uma fonte de água que lhe dá a vida eterna&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;João 4:10, 14&lt;/strong&gt;). Quem nos pode conduzir a este estado é o Espírito Santo que Jesus prometeu aos Seus seguidores, a quem disse: «&lt;em&gt;Eu vos enviarei o Espírito Santo, Ele habitará em vós e vos conduzirá em toda a verdade&lt;/em&gt;». Nós bem precisamos do Espírito Santo de Deus para guiar a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;7. Em sétimo lugar, Deus deu-nos os dons do Espírito Santo&lt;/strong&gt; que nos dá o poder. Antes de ir à cruz, Jesus prometeu aos discípulos: «&lt;em&gt;Eu orarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, que estará para sempre convosco&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;João 14:16, 17&lt;/strong&gt;). O apóstolo João confirma tal promessa, ao escrever: «&lt;em&gt;Mas a promessa que recebemos d’Ele habita em nós&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;1 João 2:27&lt;/strong&gt;). Na sua epístola aos Coríntios, Paulo descreve os dons do Espírito Santo postos por Deus à disposição dos Seus filhos. São dádivas que ele incita os crentes a buscar e a pôr em prática, porque elas capacitam-nos a conhecer mais perfeitamente a vontade de Deus e a viver uma vida digna de ser vivida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8. Em oitavo lugar, Deus dá-nos o poder e a possibilidade&lt;/strong&gt; de viermos uma vida triunfante, conforme nos assevera o apóstolo Pedro: «&lt;em&gt;Deus, pelo Seu poder, concedeu-nos tudo o que é necessário para vivermos santamente, ao dar-nos a conhecer aquele que nos chamou pela Sua grandeza e pelo Seu poder. Foi assim que Ele nos concedeu os grandes e preciosos dons que havia prometido, a fim de participarmos da natureza divina&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;2 João 1:3,4&lt;/strong&gt;). Participar da natureza divina é levar uma vida triunfante, porque, conforme oramos no &lt;strong&gt;Pai Nosso&lt;/strong&gt;, de Deus é o Reino, o poder e a glória, desde agora e para sempre. Este poder está ao nosso alcance, porque Deus no-lo concede gratuitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;9. Em nono lugar, Deus deu-nos todas as bênçãos espirituais em Cristo&lt;/strong&gt;. Deus colocou-nos em Cristo e Cristo em nós. N’Ele, já fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais, conforme reconhece o apóstolo Paulo que declara: «&lt;em&gt;Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos encheu de bênçãos espirituais do céu, por meio de Cristo&lt;/em&gt;». Em Cristo, a nossa vida espiritual é enriquecida e ganha uma nova dimensão. Essa foi a grande descoberta do apóstolo Pedro, ao confidenciar a Jesus: «&lt;em&gt;Para quem iremos nós, se és tu quem tem as palavras da vida eterna?»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;10. Finalmente,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Deus deu-nos todas as coisas em Cristo Jesus.&lt;/strong&gt; Perante a grandeza das dádivas de Deus, o apóstolo Paulo escrevia assim aos &lt;strong&gt;Romanos (8:31)&lt;/strong&gt; «&lt;em&gt;Que diremos nós? Se Deus está por nós, quem poderá estar contra nós? Ele que não nos recusou o Seu próprio Filho Jesus mas ofereceu-O por todos nós, como é que nos não dará tudo com o Seu Filho?&lt;/em&gt;». Esta é uma grande verdade experimentada na nossa vida. Por isso, podemos exclamar, também com o apóstolo Paulo: «&lt;em&gt;Posso todas as coisas naquele que me fortalece ― Cristo Jesus&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são as prendas que Deus dá a toda a Humanidade, no Natal de Seu Filho Jesus. Elas estão no presépio de Belém e garantidas na cruz do Calvário. Elas estão à disposição de quem as quiser aceitar. Nós que somos Seus filhos, já as recebemos e estamos a desembrulhá-las uma a uma, apreciando o seu valor e aplicando-as à nossa vida. Por isso, podemos exclamar: para nós, todos os dias é Natal, porque a presença de Deus é real na nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivamos continuamente o espírito do Natal, no sossego do nosso lar, no sossego do nosso dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus te abençoe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) Baseado no artigo &lt;em&gt;God’s Gifts to Us&lt;/em&gt;, de Alton Herbert Mjorud, in &lt;em&gt;Christian Life&lt;/em&gt;, Dezembro de 1976&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-7233469677096147826?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/7233469677096147826/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=7233469677096147826' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7233469677096147826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7233469677096147826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/o-sossego-do-natal.html' title='O Sossego do Natal (*)'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6561205885756395745</id><published>2011-12-29T17:39:00.001Z</published><updated>2011-12-29T17:41:24.228Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Era uma Vez o Chiado'/><title type='text'>O Caracol do Carmo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A Rua do Carmo começou por chamar-se Calçada de Paio de Novais (ou de Nabais) que foi meirinho-mor de D. Afonso IV. Pela sua ligação com Gaspar Dias, está na origem do topónimo Chiado. Com o Terramoto de 1755 e consequente alteração do traçado das ruas, nasceu a Rua (Nova) do Carmo. Ao fundo, no entroncamento com a actual Rua 1 de Dezembro, nascia uma serventia empinada e irregular em escadinhas, conhecida por Caracol do Carmo. A sua abertura permitiu uma melhor articulação entre a Baixa e o Chiado e, através das Portas de Santa Catarina, a sua ligação aos arrabaldes da cidade que se estendiam para ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à Rua Nova do Almada, antes de ser a Rua do Espírito Santo, era o chamado «Canal de Flandres», no sopé do monte de S. Francisco, uma angra ou enseada do esteiro do Tejo. A 13 de Maio de 1665, foi prolongada e alargada, permitindo que se chegasse ao Chiado por outra via que não a actual Rua do Alecrim e recebeu o nome de Rua Nova do Almada, em honra de Rui Fernandes de Almada, presidente na altura do Senado Municipal. É contudo com Eugénio dos Santos que é rectificada, cumprindo-se o seu plano de melhor ligação entre a Baixa e a zona ocidental da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6561205885756395745?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6561205885756395745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6561205885756395745' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6561205885756395745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6561205885756395745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/o-caracol-do-carmo.html' title='O Caracol do Carmo'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-8008089980002812562</id><published>2011-12-20T21:45:00.002Z</published><updated>2012-01-26T23:33:42.814Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>qué cantan los poetas andaluces de ahora?</title><content type='html'>Empezemos con los poetas.&lt;br /&gt;Porque cuando cantan parece que están solos.&lt;br /&gt;No los dejemos solos&lt;br /&gt;porque con ellos&lt;br /&gt;por el camino de la vida siguiendo&lt;br /&gt;todos los sueños son posibles.&lt;br /&gt;Y cantad alto, mirad alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=TBrD1Pl5UAw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=TBrD1Pl5UAw&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-8008089980002812562?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/8008089980002812562/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=8008089980002812562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8008089980002812562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8008089980002812562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/que-cantan-los-poetas-andaluces-de.html' title='qué cantan los poetas andaluces de ahora?'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-3639602537532920714</id><published>2011-12-19T12:28:00.001Z</published><updated>2011-12-19T23:05:17.936Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Destapar do Baú'/><title type='text'>O Papel Selado</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Quem, da minha geração, não se recorda do papel selado? Hoje, sorrimos ao pensar nele, talvez até com uma pontinha de saudade. Vá lá a gente compreender o ser humano. Na altura em que ele imperava, porém, seria dos mais detestados instrumentos do Estado. Mas hoje, que já foi banido da vida corrente (até ver, porque o Estado é sempre revivalista e, se não o ressuscitar, arranjar-lhe-á um sucedâneo), muitos pagariam de bom grado uma boa maquia para ter uma meia-folha de papel selado novinha a estrear, invejando sem dúvida todos quantos, como eu, conservam em sua posse um exemplar da dita (e ainda por cima em bom estado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais novos que tiveram a sorte de nunca lhe ter posto a vista em cima e, ainda mais, de nunca ter sofrido na pele os efeitos da sua aplicação, o papel selado surge como uma daquelas coisas que hesitamos em classificar, por nos faltarem os termos adequados. Anacronismo? Excesso de burocracia? Exigência de totalitários? Vontade de chatear o próximo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as dimensões de uma vulgar folha A4 (29,7cm x 21 cm), em papel azul do tipo almaço, com 25 linhas em ambas as faces (estando a primeira a 6,4 cm da margem), marginadas em 29 mm à esquerda e em 10 mm à direita e encimado pelo timbre do escudo do Estado no centro de uma roseta com os dizeres, em cima, «Imposto do selo» e, em baixo, o respectivo preço, o papel selado ou, como era oficialmente designado, a meia-folha de papel selado destinava-se a uma infinidade de obrigações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 290px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289270678206651026" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/SWdDqHdlmpI/AAAAAAAAAA4/XYKCVSzxLtg/s400/papel+selado.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Havia regras mais ou menos precisas para o seu preenchimento, mais precisas para algum funcionário mais exigente ou carrancudo e, como se podia ver no topo, à esquerda, a sentença estatal recordava-nos: «Nos termos da Lei não é permitido aumentar o número de linhas deste papel ou escrever nas suas margens». Esta das margens ainda hoje se mantém em escrituras e outros actos oficiais. Quantos de nós não tiveram já de reescrever a assinatura, só porque o rabisco final fez uma viagem para lá dos limites? E fazemos à assinatura o que o Estado nos faz todos os dias: apertamo-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os actos públicos exigiam o preenchimento da meia-folha de papel selado. Ela servia para atestados de toda a ordem (de saúde, de nascimento, de óbito, de casamento, de bom comportamento, justificação de faltas dos funcionários públicos) e para todo e qualquer requerimento a solicitar numa repartição pública. E como passávamos grande parte da vida a pedir requerimentos, o consumo de papel de 25 linhas era sem dúvida o mais elevado de toda a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisas de um atestado médico? Meia-folha de papel selado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeste um documento oficial, tipo BI ou carta de condução? Papel selado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisas da transcrição de um documento oficial, uma acta de uma qualquer reunião, por exemplo? Papel selado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitas de comprovar a entrega de documentos numa qualquer repartição pública porque precisas de justificar a sua entrega ou porque a repartição tarda o despacho? Papel selado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe quer fazer uma participação do subordinado ou o subordinado do chefe? (Era mais difícil, mas possível). Papel selado, pois claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a lista continuaria infindável. De resto, já não conseguíamos viver sem o papel selado e havia famílias que logo no início do ano compravam uma série das ditas meias-folhas porque já sabiam que iriam precisar delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto é que o Estado arrecadou com a sua venda, mas presumo que a quantia não era de modo nenhum desprezível. O nosso Ministro das Finanças é que ainda não se lembrou de o reinstaurar. A receita da sua venda daria hoje um forte contributo para a eliminação do déficit público. Pelo menos cinco milhões de exemplares estariam garantidos à partida só para os mais antigos matarem as saudades…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me recordo da meia-folha a 5$00 (cinco escudos), hoje uns míseros 2,5 cêntimos (sim, não me enganei, €0,025), mas na altura uma quantia razoável. Com o correr do tempo e o aumento da inflação, o preço subiu e o exemplar que acompanha este artigo já custou 60$00, hoje 30 cêntimos. Lamento informar, mas nem por 30 euros o vendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos de nós ainda se recordam da velha ameaça com que chefes, patrões, fanfarrões, despeitados e outros que tais procuravam intimidar o pobre coitado que tinha o azar de cometer um deslize que desagradava ao ofendido «Olha que te embrulho em meia-folha de papel selado»? Presumo que neste caso não seria necessário o sempiterno «Pede deferimento».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons tempos, bons tempos? Acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-3639602537532920714?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/3639602537532920714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=3639602537532920714' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3639602537532920714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3639602537532920714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2009/01/o-papel-selado.html' title='O Papel Selado'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/SWdDqHdlmpI/AAAAAAAAAA4/XYKCVSzxLtg/s72-c/papel+selado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-9114671906394792425</id><published>2011-12-18T20:15:00.002Z</published><updated>2011-12-19T23:06:30.134Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Destapar do Baú'/><title type='text'>Convite à Liberdade</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Corria o ano de 1974 e afanávamo-nos na preparação do Congresso Juvenil das Assembleias de Deus de Portugal, que se realizaria no ano seguinte. Fruto de um autêntico grito de revolta de um grupo de jovens que desejavam um congresso efectivamente mais juvenil e mais centrado na actualidade da problemática juvenil, a Comissão Coordenadora do Congresso chamou a si a responsabilidade da preparação e efectivação daquele que ainda hoje é um marco na história das Assembleias de Deus de Portugal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era necessário escolher um hino-lema. Todos os Congressos tinham um e este não iria fugir à regra. Após uma breve hesitação inicial, alguém sugeriu que se adoptasse o «Convite à Liberdade» da autoria do Sérgio, mais tarde pastor da Igreja Maranata e que alguns de nós conheciam das andanças pelo GBU e pela Faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi difícil obter autorização. De bom grado o Sérgio permitiu que nos socorrêssemos dele. Recordo-me ainda da sua cara de admiração por a escolha ter recaído em obra de sua autoria e um pouco sem jeito, talvez sem adivinhar as implicações da sua decisão, lá foi dizendo que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de nós já conheciam a letra e a música e sem ter presente quem foi o autor da ideia da sua adopção como hino-lema, sei que pertencia ao grupo que trauteava o «Convite à Liberdade». Em nosso entender, o hino tinha tudo para ser um sucesso. Música bem ritmada e cadenciada de fácil memorização e com um toque moderno que fugia à tradicional roupagem de cantochão litúrgico, com uma letra actual que, falando a linguagem coeva, anunciava a velha e sempre nova mensagem libertadora do Evangelho. E isto num tempo em que os ventos da liberdade sopravam com força, qual vendaval por todo o país, liberto enfim do regime salazarista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi difícil ser aceite pelos restantes membros da Comissão que o desconheciam. Quanto aos pastores conselheiros, cuja aprovação era necessária, a música ou a letra não devem ter ferido muito a sua sensibilidade, porque deram o seu aval e, de imediato, nos encarregámos de, nas diversas reuniões preparatórias, realizadas um pouco por todo o país, dá-lo a conhecer. E com que entusiasmo o cantávamos! Nos cultos de jovens procurávamos sempre que fosse entoado e, de facto, não tardou a cair no goto de mais «revolucionários».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que alguns, ao referirem-se ao «Convite à Liberdade» pediam «cantem lá o hino dos cegos e dos coxos», numa referência à 2ª estrofe do hino. Hoje, com a distância que o tempo põe nas coisas, como diria o meu amigo João Tomás Parreira, rio-me mas, na altura, confesso que me irritava de verdade e dizia para comigo mesmo: «Esta gente só vê desgraças, quando o hino anuncia afinal a libertação».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje a composição mantém uma letra actual e bem merecia não ser esquecido, voltando a ser cantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288649244647798514" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/SWUOd7DetvI/AAAAAAAAAAo/6pfN3WMERso/s320/convite+liberdade.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Convite à liberdade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Oh! Vinde vós os povos, de todas as nações&lt;br /&gt;Erguei-vos e cantai com alegria&lt;br /&gt;Fazei soar nos ares a linda melodia&lt;br /&gt;Que Jesus Cristo traz libertação&lt;br /&gt;É tempo de romper a vil escravidão&lt;br /&gt;Que em nós produzem homens ou ideias&lt;br /&gt;É tempo de dizer&lt;br /&gt;Que só Deus pode ser&lt;br /&gt;O único Senhor da humanidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vós, os oprimidos&lt;br /&gt;E vós, os explorados&lt;br /&gt;E vós, os que viveis em agonia&lt;br /&gt;E vós, os cegos, coxos, vós, cativos sós&lt;br /&gt;Sabei que em breve vem o novo dia&lt;br /&gt;Um dia de justiça&lt;br /&gt;Um dia de verdade&lt;br /&gt;Um dia em que haverá na Terra a paz&lt;br /&gt;Em que será vencida a morte pela vida&lt;br /&gt;E a escravidão enfim acabará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coro:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A verdade vos libertará&lt;br /&gt;Sereis em Cristo verdadeiramente livres&lt;br /&gt;Vinde todos,&lt;br /&gt;Sim, oh vinde já&lt;br /&gt;E celebrai com alegria a vossa libertação.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-9114671906394792425?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/9114671906394792425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=9114671906394792425' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/9114671906394792425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/9114671906394792425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2009/01/convite-liberdade.html' title='Convite à Liberdade'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/SWUOd7DetvI/AAAAAAAAAAo/6pfN3WMERso/s72-c/convite+liberdade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6650992539310641975</id><published>2011-12-17T11:19:00.000Z</published><updated>2011-12-17T20:58:14.036Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Destapar do Baú'/><title type='text'>O ferro de passar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/TOevSE1RYLI/AAAAAAAAABY/UxLcmHgJf-I/s1600/Ferro%2Bde%2Bpassar.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 289px; FLOAT: left; HEIGHT: 249px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541590591572369586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/TOevSE1RYLI/AAAAAAAAABY/UxLcmHgJf-I/s400/Ferro%2Bde%2Bpassar.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como amanhã é domingo, convém vestir o fato domingueiro e ir até à igreja cumprir a devoção ou passear pelo jardim, para a diversão. Hoje temos esses ferros eléctricos, com vapor ou a vácuo a que quase só basta dar uma ordem e é uma lindeza. Antigamente, as senhoras tinham de fazer como o peru do Natal que morria de véspera – passar com muita antecipação a camisa do seu dono e senhor e, por arrastamento, da prole por norma numerosa. E se fossem só as camisas, já se dava por contente – eram as calças, os casacos, os lençóis, os lenços, eu sei lá. E como não havia essas modernices eléctricas, tinham de se contentar em aquecer o ferro numa fonte de calor, em geral o fogão a petróleo ou nas brasas da lareira. O pior era nos dias mais frios quando o ferro arrefecia mais depressa e era conveniente ter mais dois ou três prontos a entrar em acção. É verdade que havia o primo deste, o ferro aquecido com brasas. Mas deixava tanta cinza pela roupa… E ainda há quem se queixe de passar a ferro…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6650992539310641975?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6650992539310641975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6650992539310641975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6650992539310641975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6650992539310641975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2010/11/o-ferro-de-passar.html' title='O ferro de passar'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/TOevSE1RYLI/AAAAAAAAABY/UxLcmHgJf-I/s72-c/Ferro%2Bde%2Bpassar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-4162807377712838711</id><published>2011-12-16T21:56:00.005Z</published><updated>2011-12-16T22:11:43.316Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>Sobe-se descendo (*)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De sorte, que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante ao homem. E achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome. Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus e na terra e debaixo da terra. E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Filipenses 2:5-11&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. O Natal começa com Deus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes de surgir em Belém, Jesus existia na forma de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os Gregos, FORMA era o que distinguia as coisas umas das outras, enquanto por MATÉRIA se entendia o que constituía as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vocabulário bíblico, &lt;strong&gt;forma &lt;/strong&gt;é utilizada como sinónimo de &lt;strong&gt;imagem&lt;/strong&gt;. Refere-se a uma aparência externa que reflecte a sua verdadeira natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo, aqui, não fala de uma teofania (os deuses gregos manifestavam-se em coisas ou seres que realmente eles não eram).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Paulo, Cristo era a réplica exacta de Deus Pai. Cristo existia antes de entrar na História em Belém e existia como Deus existia ― com toda a glória e majestade de Jeová. Ele era o Senhor da glória (&lt;em&gt;A qual &lt;/em&gt;[sabedoria de Deus] &lt;em&gt;nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque se a conhecessem, nunca crucificariam o Senhor da glória &lt;/em&gt;- &lt;/span&gt;&lt;a name="Cor"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;1 Coríntios 2:8&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O versículo 7 reforça este pensamento. O Cristo divino deliberadamente decidiu esvaziar-se da Sua glória divina para se tornar homem. Ao agir assim, não deixou de ser Deus. Aquele que era Deus e que possuía a glória da deidade suprema decidiu não se agarrar a esta glória, mas desceu a este mundo e tomou para si a forma da criatura ― a antítese de Deus em glória e honra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mais ainda, o Cristo glorioso decidiu tornar-se um servo ou escravo, o grau mais baixo da sociedade humana. Mais ainda, morreu a morte de cruz, a mais ignominiosa e vergonhosa das mortes. Morreu entre um ladrão e um assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus podia ter entrado na história humana com o fausto e o esplendor da maior corte do mundo. Mas não foi assim. Escolheu a porta das traseiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode perguntar-se porquê. A única resposta lógica e plausível é porque Ele nos amou. Ele me amou a mim e a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natal sem Deus não é Natal. Natal sem amor não é Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Natal diz-nos como é Deus&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deus não é um ser distante e longínquo, pouco interessado em nós. Deus interessa-Se por nós e é um Deus que age, actua, ama, sofre, alegra-se e penetra na nossa história colectiva e individual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sua natureza íntima é a de um amor altruísta. E este amor, que é o mais elevado, produziu um gesto que é também o mais elevado. Porque a Sua maior glória foi a sua maior humilhação. Mas a Sua maior humilhação trouxe-Lhe e produziu a Sua maior exaltação. O Deus da Bíblia é um Deus de amor infinito e auto-sacrificial. Este Deus que tudo criou é amor absoluto e infinito. É que Deus não somente nos ama e é amor, mas mostrou-nos esse amor de uma forma prática e não teórica ― dando-Se a Si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. O Natal diz-nos o que é o Homem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Bíblia, cada ser humano tem um valor infinito. Só assim se compreende que o Deus infinito escolhesse encarnar na forma humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar disso, o Homem peca. Por isso, estamos perdidos e alienados de Deus. O que torna o pecado tão trágico, tão infinitamente trágico é o valor infinito do Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste século, vivemos um autêntico paradoxo. Século de conquistas tremendas e avanços tecnológicos e científicos fantásticos. Momento após momento, o Homem parece estar a ultrapassar-se a si mesmo rumo ao mais além. Vire-se um tempo de plena expansão. Mas nunca como hoje, o próprio homem tem encarado como de tão pouco valor o ser humano, apesar de todo o seu avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a vida humana surge sem valor. E é uma tentação muito forte considerarmo-nos a nós próprios individualmente como nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal recorda-nos que somos o tipo de seres que Deus escolheu para Se encarnar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. O Natal diz-nos o que é a vida cristã&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta passagem ensina-nos qual é a natureza íntima da vida cristã. &lt;em&gt;O maior bem humano encontra-se numa vida de um humilde amor auto-sacrificial para com Deus e para com o próximo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra humilde (humildade) pode levar-nos ao engano por causa das desvirtuações que o seu significado tem sofrido ao longo dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; que é, ou não é, a humildade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.1. Não é auto-rebaixamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tendemos a pensar em termos de: «Não sou nada, não valho nada». Exactamente o oposto de Jesus. Jesus sabia que era o Filho de Deus. Nós também sabemos, ou devemos saber, o que somos. No Pacto da Graça, ma nossa relação restaurada com Deus, somos filhos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humildade de Jesus não consistiu em recusar ou rejeitar admitir o que Ele era, mas em voluntariamente abrir mão dos Seus privilégios e prerrogativas e realizar uma obra que Ele não era obrigado a realizar ― morrer por nossa causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos o direito de desprezar a criação de Deus. Deus escolheu–nos e isso é garante suficiente do valor da Sua criação. A humildade bíblica ― a humildade de Jesus ― é a prontidão voluntária de se sacrificar ao serviço de Deus e do próximo porque os amamos. Nesse acto, a motivação deve ser o amor e não qualquer outro sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.2. Não é negação do eu, da nossa individualidade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não somos budistas, que negam o eu e que propõem a nossa absorção no Todo. A moral bíblica exige e implica a negação do egoísmo, mas não a do eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No egoísmo, tudo é avaliado na base do proveito que eu próprio vou retirar dos meus gestos, das minhas atitudes e acções. Deus chama-nos a renunciar ao nosso egoísmo, mas não à nossa identidade pessoal. Não é desejo de Deus esmagar a personalidade do Cristão, mas antes aperfeiçoá-la e enobrecê-la. O Cristão não é chamado a ser ou a tornar-se Cristo, mas a tornar-se &lt;strong&gt;como&lt;/strong&gt; Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.3. Não é Ascetismo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No ascetismo, procura-se desenvolver o eu interior e encontrar satisfação, negando tudo o que é bom e belo. O ideal bíblico é o oposto, já que nos encoraja a apreciar essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negar-nos essas coisas é mau em dois sentidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a) &lt;/strong&gt;Impede-nos reconhecer a bondade e a beleza de Deus na Criação e a beleza da própria Criação. Deus fez tudo o que existe para nosso deleite.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b) &lt;/strong&gt;O ascetismo é outra forma de egoísmo, já que se concentra e gira em torno da pessoa. Por outro lado, é desarmónico, porque desequilibra a harmonia que deve existir no ser humano. Com efeito, privilegia uma parte de nós mesmos em desfavor de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito bíblico do servo de Deus é diferente ― leva-o a preocupar-se com o outro ― com Deus e com o próximo. O que o motiva é o amor. E o amor tudo dá, tudo sofre, tudo suporta. O amor não busca os seus interesses. Claro que, por uma questão de disciplina individual e interior (que pode variar de pessoa para pessoa), o servo de Deus pode prescindir das belezas da Criação, mas ele nunca negará a boa criação de Deus. Tudo o que temos e somos deve ser para ser compartilhado, em amor, ao serviço de Deus e do próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.4. Não é Legalismo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Natal também nos liberta do legalismo. A ética cristã baseia-se na verdade fundamental de que o amor é mais forte do que o temor. O Cristão não vive em sobressalto, esperando temeroso o julgamento final de Deus…A sua vida começa com o perdão total e a plena aceitação de Deus. Ele vive livre do medo e da punição divina. Vive cheio do amor perdoador de um Deus santo e amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, muitos Cristãs medem o seu progresso espiritual pelo rigor com que observaram e guardaram determinadas leis e regras. A vida cristã chama-nos a uma relação com Deus que nos ama e não a um conjunto pormenorizado de regras de uma vida recta. Ninguém atinge a justiça divina por obedecer a um código de conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus disse aos Seus discípulos que o maior mandamento é amar a Deus. O outro mandamento semelhante a este é amar o próximo como a nós mesmos. A lei do amor capacita-nos a saber exactamente o que temos de fazer ― temos de amar Deus e o próximo. Mas o amor também nos move a fazer o que temos de fazer. Como Cristãos, sabemos o que o amor exige. O problema é que muitas vezes falhamos ou recusamo-nos a responder ao amor e em amor. E a história do Bom Samaritano é um bom exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.5. Não é Licenciosidade&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Embora nos livre do legalismo, o Cristianismo não nos oferece uma vida de licenciosidade. Paulo é muito claro e rígido em relação a isto. Leia-se Romanos e tirem-se as devidas conclusões...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nos dá fé cria também em nós uma nova vida. A Bíblia ensina que as boas obras acompanham sempre a verdadeira fé. Sem obras, a fé é morta, no avisado dizer de Tiago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Cristo, devemos servir: primeiro a Deus e depois o próximo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Conclusão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A história do Natal é efectivamente paradoxal. O caminho para cima é para baixo. Sobe-se, descendo. Quem busca os seus interesses egoístas e vive apenas para si, não está a subir ― está a descer. Nunca atingirá a satisfação maior. Mas aquele que perder a sua vida, achá-la-á. Cristo revelou-nos na prática esta verdade, dando-Se a Si mesmo à morte por nós. Mas no fim, Deus exaltou-O e encheu a Sua vida de gozo, de alegria. Este é o paradoxo do Natal ― a mais profunda alegria da vida eterna não se encontra na busca do autoprazer por motivos egoístas mas num amor de auto-renúncia em favor do próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(*) Adaptado de: &lt;em&gt;The Way Up Is Down: A Theology of Christmas,&lt;/em&gt; de Kenneth S. Kantzer, in &lt;em&gt;Christianity Today&lt;/em&gt;, volume XXIII, nº 5 de 1 de Dezembro de 1978, págs. 20-24&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-4162807377712838711?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/4162807377712838711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=4162807377712838711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/4162807377712838711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/4162807377712838711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/sone-se-descendo.html' title='Sobe-se descendo (*)'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-5650395134290526166</id><published>2011-12-15T16:36:00.002Z</published><updated>2011-12-15T16:46:50.363Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>O Sinal do Natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Ora, havia naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles e a glória do Senhor os cercou de resplendor e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: «Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria que será para todo o povo, pois na cidade de David vos nasceu hoje o Salvador que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal; achareis o menino envolto em panos e deitado numa mangedoura».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais louvando a Deus e dizendo; «Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: «Vamos até Belém e vejamos isto que aconteceu e que o Senhor nos fez saber». E foram apressadamente e acharam Maria e José e o menino deitado na mangedoura. E vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita. E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Lucas 2:8-18&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa meditação hoje será em torno dos pastores que guardavam no primeiro Natal os seus rebanhos nas campinas de Belém, e do sinal que lhes foi dado pelo anjo do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pastores estavam no seu labor, na sua ocupação habitual quando a determinada altura, sem contarem, foram alertados por algo de diferente. Podemos classificar de rotineira a sua vida: levar os rebanhos ao pasto, cuidar deles, tratar dos animais, recolhê-los à noite para de novo, no dia seguinte, tudo recomeçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma ocupação sem grandes incentivos, sem grandes ambições. Ainda por cima, os Judeus ortodoxos desprezavam-nos, pois consideravam-nos de baixa condição social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estes pastores tinham alguma coisa a seu favor: trabalhavam, desempenhavam as suas funções no momento em que o anjo lhes apareceu. Não estavam ociosos. E ainda que desprezados pelas pessoas religiosas, os pastores tornavam-se-lhes indispensáveis porque a religião judaica exigia cordeiros para o sacrifício, dependia de cordeiros para a sua expiação no altar. E ― ironia das ironias ― eram os desprezados pastores quem os fornecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos pensar, analisando esta situação, que Deus fala quando, onde e a quem quer. Deus está ainda hoje interessado naqueles que são desprezados pela Sociedade. É que, afinal, a mensagem dos anjos não foi entregue aos Judeus ortodoxos, mas a um pequeno grupo de pastores desprezados. Console-nos também a ideia de que ainda que eventualmente desprezados, não só os que nos desprezam acabam por necessitar dos nossos préstimos, como não estamos esquecidos no coração de Deus. Estamos incluídos nos planos do Deus Altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o encontro dos anjos com os pastores ensina-nos ainda outra lição, principalmente àqueles de nós que consideram que as suas capacidades, que as suas habilitações não são dignas de receberem a visitação do Deus Eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não está preso por essas limitações humanas ou convencionalismos sociais. Deus busca quem está interessado em ouvi-Lo e em seguir a Sua vontade e ainda hoje procura aqueles que estão dispostos a não olhar senão para o Seu querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não, vejamos o que aconteceu aos pastores:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;eles tinham uma ocupação terrena, mas receberam uma revelação celeste;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;eles tinham uma ocupação relacionada com o local mas receberam uma revelação universal. A revelação que receberam é uma revelação celeste e universal. A mensagem que vivemos e proclamamos não foi criada por nós. Foi-nos entregue pelo Deus de todo o Universo. Uma mensagem que se destina a toda a gente, em todo o lugar e em todo o tempo. A mensagem de salvação de que somos portadores é universal;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;os pastores desempenhavam uma ocupação contingente, uma ocupação falível e dependente das circunstâncias, mas receberam uma revelação perene, uma revelação que não está dependente dos condicionalismos da vida;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;os pastores tinham uma ocupação rotineira, mas receberam uma revelação nova, renovadora e transformadora,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Assim, à semelhança dos pastores, podemos ter ou supor ter uma ocupação em que pensamos nada poder fazer para Deus, ou podemos pensar não sermos dignos para servir o Senhor. Mas Deus chama quem quer e Ele está interessado naquilo que somos e não naquilo que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está interessado em chamar todos quantos estejam dispostos a render-Lhe a sua vida. E ao obedecer-Lhe, a nossa vida transforma-se e passa a ter significado. Agora, somos mensageiros de uma revelação eterna, de uma mensagem que transforma, de uma esperança celeste. Somos os mensageiros de que o Senhor está entre nós, pronto a operar na vida de todos quanto se dispuserem a aceitá-Lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, em que consistiu a mensagem que o anjo entregou aos pastores? O anjo disse-lhes: «&lt;em&gt;Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois na cidade de David vos nasceu hoje o Salvador que é Cristo o Senhor&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi a mensagem de que os pastores seriam transmissores a todo o povo. Note-se, &lt;strong&gt;em primeiro lugar&lt;/strong&gt; que &lt;strong&gt;as manifestações de Deus na nossa vida não provocam temor&lt;/strong&gt;: «Não temais», disse o anjo. Ao contrário, as manifestações de Deus geram alegria, uma grande alegria... Não temamos a intervenção de Deus na nossa vida, não temamos um encontro com os mistérios divinos. Como nosso pai, Deus quer o melhor para os Seus filhos. Ele quer que a nossa vida fique cheia da alegria divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegremo-nos, pois, porque fomos escolhidos por Deus para anunciarmos aos outros a Sua grande salvação. Ele não tem outros para tal tarefa. Só nos tem a nós, ainda que fracos, ainda que sem grandes recursos, mas somos d’Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;segundo lugar&lt;/strong&gt;, a mensagem que Deus nos entregou é&lt;strong&gt; uma mensagem de esperança&lt;/strong&gt;. Deus escolheu-nos para transmitirmos alegria e esperança aos outros, ao mundo. Nós somos o povo das esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque razão era de esperança a mensagem dos anjos? Porque os Judeus esperavam há muito o nascimento do seu messias prometido por Deus. Só que a situação em que o povo vivia era desesperada ― no trono estava Herodes, um rei não-judeu, o usurpador. Sobre a nação governava o dominador romano. E como se tal não bastasse, a voz da profecia estava muda havia cerca de 400 anos. Era um momento negro da história do povo judeu. A esperança minguava cada vez mais, mas eis que o anjo anuncia a gente desprezada que o Messias tão ansiado finalmente nascera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo se passa no nosso tempo. A nossa época é de desespero, de angústia e tristeza. A situação mundial encaminha-se para um beco sem saída. Há desassossego e inquietação no ar. E profetas da desgraça não faltam. Mas nós somos os mensageiros de Deus, com uma mensagem de esperança para esta geração. Nós não trazemos nem fomentamos o desespero. Nós proclamamos a esperança da transformação das vidas pelo poder do Senhor Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;terceiro lugar&lt;/strong&gt;, a mensagem do anjo era também &lt;strong&gt;de certeza&lt;/strong&gt;: «&lt;em&gt;na cidade de David vos nasceu hoje&lt;/em&gt;». Deus não dá apenas esperança. Ele dá-nos certezas. Nós, como filhos de Deus, somos o povo da certeza. Sabemos em quem temos crido e sabemos o que nos espera nesta vida e mais além. Sabemos que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Sabemos que não há outro Salvador senão Jesus Cristo. Sabemos que é possível voltar a haver comunhão e ligação com Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Finalmente&lt;/strong&gt;, a mensagem do anjo &lt;strong&gt;centra-se em torno de uma pessoa concreta&lt;/strong&gt; que não é uma pessoa qualquer sem importância ou sem valor, mas Aquele que deve concentrar toda a nossa atenção: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor».&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E aí está: só há uma pessoa que merece as honras de anúncio celeste, só há uma pessoa por quem os Céus se abririam para anunciar em majestade e glória: a pessoa do Salvador Jesus. Aquele que anunciamos é o Cristo de Deus, o prometido dos Céus, o Desejado das Nações, a Esperança do Mundo. A Escritura diz que Ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz! Que títulos magníficos!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Este que, à semelhança dos pastores, anunciamos. A Humanidade necessita de um Salvador, de alguém que restaure a paz entre Deus e o Homem, de alguém que elimine o mal e o pecado que tanta destruição tem causado. É verdade que têm surgido e continuam a surgir os mais diversos salvadores. Mas não é desses salvadores que a Humanidade necessita. A Humanidade precisa do Cristo das Escrituras. Não o Jesus da História ou das histórias, mas o Cristo do Calvário. É esse Cristo que anunciamos. É o Cristo de quem Pedro confessou: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Para quem iremos nós se és tu quem tem as palavras da vida eterna?»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nós não anunciamos um Cristo histórico, um Cristo de recordações passadas , um Cristo menino ou um Cristo morto. Nós anunciamos um Cristo que está vivo, poderoso e glorioso, um Cristo que quer nascer em cada vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse Cristo, disseram os anjos, é Senhor. Com Ele, Deus está agora mais próximo de nós, porque Jesus é também Deus connosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que não ficassem dúvidas na mente dos pastores, os anjos deram-lhes um sinal que comprovaria que aquela mensagem não era falsa: &lt;em&gt;«Isto vos será por sinal: encontrareis o menino envolto em panos e deitado numa mangedoura».&lt;/em&gt; E assim aconteceu. Foram à estrebaria e ali encontraram o sinal comprovativo de que falava o anjo. E prostrando-se O adoraram. Deus não deixa a Sua Palavra sem confirmação. E ainda hoje continua a confirmar as Suas promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda hoje também, as pessoas andam em busca de sinais reveladores. E são capazes de percorrer meio mundo à procura de um sinal salvador. Cansam-se a procurá-lo e quando pensam que o encontraram, verificam que atrás desse sinal, afinal nada existe de valor. E a sua busca prossegue infrutífera, mas o sinal da salvação de Deus permanece hoje activo e actuante. Esse sinal de Deus são as vidas transformadas de todos quantos, à semelhança dos pastores, procuraram, encontraram e adoraram o Salvador que é Cristo, o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sinal buscamos neste Natal? Que sinal transmitimos aos outros neste Natal? Que revelação estamos a escutar neste Natal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouve a verdadeira revelação de Deus. Busca o verdadeiro sinal da salvação de Deus. Encontra o verdadeiro Salvador de Deus. Adora o verdadeiro Cristo do Deus Altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus está vivo neste Natal. E Ele quer nascer em cada coração. Ele está vivo, bem vivo na nossa vida. Por isso, podemos clamar com alegria, esperança e certeza: Viva Cristo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus te abençoe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-5650395134290526166?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/5650395134290526166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=5650395134290526166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5650395134290526166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5650395134290526166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/o-sinal-do-natal.html' title='O Sinal do Natal'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-7173385631679864253</id><published>2011-12-14T22:39:00.002Z</published><updated>2011-12-14T22:46:53.172Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>O Segredo do Natal</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;E tendo nascido Jesus em Belém de Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, dizendo: "Onde está aquele que é nascido rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. E congregados todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E eles lhe disseram: "Em Belém de Judeia, porque assim está escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá, porque de ti sairá o Guia que há-de apascentar o meu povo Israel".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então Herodes, chamando secretamente os Magos, inquiriu exactamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera. E enviando-os a Belém, disse: "Ide e perguntai diligentemente pelo menino e quando o achardes, participai-mo para que também eu vá e o adore".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E tendo eles ouvido o rei partiram. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente, ia adiante deles até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. E vendo eles a estrela, alegraram-se muito, com grande alegria. E entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e prostrando-se o adoraram; e abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas; ouro, incenso e mirra.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;E sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Mateus 2:1-12&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal conserva um dos segredos mais bem guardados e mais discutidos de todos os tempos ― os Magos. Analisa-se a questão de diversos ângulos, procurando-se respostas e encontram-se mais dúvidas e mais pontos de interrogação. E cita-se o texto que acabámos de ler como fonte de informação. Quem foram os Magos? Quantos eram? De onde vieram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Tradição diz que eram reis, em número de três e que se chamariam Gaspar, Baltasar e Melchior, sendo um deles negro. A lenda, poeticamente, refere-se a um quarto rei mago que se teria perdido dos companheiros e que encontraria também Jesus, mas no momento em que Ele era encaminhado para o Calvário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é o que a Tradição afirma. Só que não tem o apoio da Escritura. Com efeito, o Evangelho não nos diz os seus nomes, não nos diz quantos eram nem nos diz que eram reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escritura diz-nos que eram mais do que dois e que ofereceram ouro, incenso e mirra. Daí a Tradição afirmar serem três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mais sabemos dos Magos? Sabemos que eram astrónomos-astrólogos. A razão que os levou a Jerusalém foi o facto de terem visto no Oriente a sua estrela. Isto é, ao estudarem os astros, presenciaram um fenómeno celeste não habitual e interpretaram-no como sendo anunciador do nascimento do rei dos Judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta viagem a Jerusalém levanta uma outra questão ― o que era a estrela de Belém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como acontece com os Magos, a estrela de Belém é outro dos segredos do Natal e muitas hipóteses se têm levantado para a explicar. Indiquemos algumas dessas hipóteses:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a. Poderia ter sido um fenómeno sobrenatural &lt;/strong&gt;― Deus teria feito surgir um novo astro nos céus.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b. Poderia ter sido um cometa. &lt;/strong&gt;Com efeito, nos presépios actuais, ela é representada por norma como uma estrela com cauda. No fundo, um cometa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;c. Poderia ter sido uma supernova, &lt;/strong&gt;ou seja, uma estrela que houvesse explodido.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;d. Poderia ter sido uma conjunção de planetas.&lt;/strong&gt; Diz-se que dois ou mais planetas estão em conjunção quando os vemos juntos na abóbada celeste, dando-nos a ilusão de serem um só. Como resultado, parece-nos um grande corpo luminoso no céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as hipóteses, a que parece mais provável seria a última, a da conjunção de planetas. E porquê? Porque os Magos viram a estrela pelo menos duas vezes; uma no Oriente e outra já na Judeia. Ora, cerca do ano 6 antes da nossa era, na provável altura do nascimento de Jesus, houve uma conjunção dos planetas Júpiter e Saturno, que ocorreu três vezes: em Abril, em Outubro e em Dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a mentalidade da época, estes planetas em conjunção no sector da abóbada celeste em que surgiram, indicariam o aparecimento de uma personalidade importante. Ainda por cima, a conjunção dá-se segunda vez a 3 de Outubro, que era o dia da Festa da Reconciliação, o que seria mais um sinal de que os Magos estariam certos na sua interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estes motivos, julgamos que há fortes possibilidades de a estrela de Belém ter sido a conjunção dos planetas Júpiter e Saturno no céu da Palestina por volta do ano 6 antes da nossa era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a estrela de Belém seria realmente uma conjunção de planetas? Para sermos honestos, a pergunta terá de ficar no ar, sem resposta, porque a Escritura nada nos diz a esse respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há, neste episódio dos Magos, algo mais importante do que a estrela de Belém. Algo de que podemos ter a certeza e que ainda hoje importa à vida de cada um de nós. Julgo que só teremos a ganhar se concentrarmos a nossa atenção nessas verdades e não tanto em procurar saber o que era a estrela de Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, Deus falou aos Magos numa linguagem e de uma forma que eles entendiam. Deus utilizou os instrumentos que eles dominavam e aos quais estavam habituados ― as estrelas do céu. Quando os Magos se dirigiram à Palestina, sabiam ao que iam. Sabiam especificamente o que iam fazer: iam adorar o Rei dos judeus que havia nascido: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;"Onde está aquele que é nascido rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ao estudarem as estrelas, viram uma estrela especial no céu. As suas características indicaram-lhes não só que nascera o rei dos Judeus, como esse rei era digno da sua adoração. Foi, pois, por intermédio de instrumentos que dominavam e que lhes eram familiares, numa linguagem que podiam entender que Deus lhes fez saber que o rei Messias nascera. Ainda hoje, Deus continua a falar a cada um de nós numa linguagem que entendemos e dominamos, por intermédio daquilo que nos rodeia e que nos é familiar. Ouçamos a voz de Deus e estejamos atentos aos Seus recados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se encaminharam os Magos para a Palestina. Só que na sua peregrinação justa, piedosa e sincera, apenas tinham como orientação o resultado das suas cogitações, o resultado dos seus cálculos. Pelo menos, assim pensavam. Ainda não haviam percebido que Deus estava a guiá-los, que Deus estava atento ao seu coração sincero que com honestidade procurava ir adorar o Messias divino. Deus atenta para o nosso coração e guia os nossos passos. Diz a Palavra de Deus que &lt;em&gt;"nós O buscaremos e O acharemos se O buscarmos de todo o nosso coração".&lt;/em&gt; Foi o que os Magos fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acabaram por encontrar o Messias prometido. Só que não foi logo. Para o encontrar, tiveram primeiro de aprender que o Senhor Se encontra após um contacto com a revelação divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Magos foram metódicos e racionais. &lt;em&gt;Se o Rei dos Judeus nasceu,&lt;/em&gt; raciocinaram eles, &lt;em&gt;só pode ter sido no palácio real da capital.&lt;/em&gt; Como os nossos pensamentos nos podem enganar, ainda que nos pareçam muito certos, muito racionais, muito lógicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá foram a caminho de Jerusalém, onde, no palácio real, Herodes o rei se alvoroçou e temeu quando os ouviu perguntar pelo rei Messias nascido. Só que o Salvador não estava ali no palácio real. Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. Os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é curioso pensar que toda a cidade de Jerusalém se perturbou com a notícia. Ah! Os Magos esperavam certamente que toda a gente pulasse de alegria, de contentamento. Em vez disso, porém, há perturbação. Quem não busca o Senhor com sinceridade não pula de alegria com as notícias da Sua salvação: perturba-se e amedronta-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Na Jerusalém perturbada, não estava o Messias nem ninguém parecia saber onde teria nascido. A viagem teria sido em vão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! A viagem não fora em vão. E onde a sabedoria humana se esgota, onde o Homem não pode dar a resposta desejada e há apenas perturbação e tristeza, aí a voz divina faz-se ouvir. Aí, a orientação divina mostra o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Magos haviam chegado ao limite das suas possibilidades. O seu raciocínio, a sua ciência, a sua sabedoria levaram-nos a um beco sem saída, no qual não encontravam resposta. Agora, tinham de depender de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Deus não os abandonou. Cerca de sete séculos antes, Deus deixara as Suas instruções ao profeta Miqueias. E aquelas palavras antigas ganharam vida e actualidade. Setecentos anos de espera haviam chegado ao fim. Onde o Homem parara, era a vez de Deus avançar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde nascera, então, o Messias? E os escribas leram aos Magos ansiosos a profecia de Miqueias: &lt;em&gt;«Na aldeiazinha de Belém, nascerá o Messias libertador!».&lt;/em&gt; Agora, não era a voz da razão a guiar os Magos. Agora, não era o seu raciocínio que os orientava. Tinham encontrado a Revelação divina e seria ela que os guiaria até ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se buscamos Deus com sinceridade e honestidade, Ele guia a nossa caminhada e chegará o momento em que temos de entrar em contacto com a Revelação divina. A partir desse momento, apenas a Palavra de Deus conta, apenas ela nos pode orientar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, guiados pela Profecia, os Magos retomam a jornada. E em confirmação de que não estão enganados, aí surge de novo no céu, em jeito de garantia, a estrela do Messias. Deus sempre confirma na nossa vida a Sua Palavra. E quando nos pomos a caminho, guiados pelo Seu querer, no céu da nossa vida cintila brilhante a dirigir-nos a jornada, a estrela do Salvador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em conformidade com a Profecia, os Magos encontram em Belém o Messias prometido. Ali estava Ele, inocente e puro. Finalmente haviam-No encontrado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, podiam satisfazer o motivo da viagem. E ali, prostrados perante o Bebé de Belém, o Rei Messias nascido, jubilosos e humildemente O adoraram. O centro da nossa adoração deve ser o Salvador Jesus. E só depois da adoração lhe ofertaram dádivas. Em semelhança, Deus continua ainda hoje, interessado em primeiro lugar na nossa adoração e só depois nas nossas dádivas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As prendas dos magos acabam por traduzir aquilo que Jesus efectivamente é. Nesta mensagem foge-nos o tempo para meditarmos em profundidade no seu significado mas rapidamente podemos referir algum do seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os magos ofertaram ouro, incenso e mirra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ouro, como metal nobre e digno de reis, aponta para a realeza de Cristo. Jesus é o nosso Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incenso, utilizado nas orações e no louvor, aponta para a divindade de Jesus. O Salvador é digno de ser adorado e louvado por todos. Ele é o Filho Unigénito de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mirra, usada nos embalsamamentos, surge como símbolo de sofrimento e de morte. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele é o único Salvador. A ele, toda a glória. Adoremo-Lo prostrados em humildade e ofereçamos-Lhe aquilo que O glorifica ― a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus te abençoe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-7173385631679864253?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/7173385631679864253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=7173385631679864253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7173385631679864253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7173385631679864253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/o-segredo-do-natal.html' title='O Segredo do Natal'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-9068313916308448161</id><published>2011-12-12T00:41:00.002Z</published><updated>2011-12-12T01:01:59.742Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>A Solidão do Natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim. Estando Maria, Sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, projectando ele isto, eis que em sonhos lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo; José, filho de David, não temas receber Maria tua mulher, porque o que nela está gerado é Espírito Santo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e dará à luz um filho e chamarás o Seu nome JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL que traduzido é: Deus connosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e não a conheceu até que deu à luz seu filho o primogénito, e pôs-lhe por nome Jesus&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Mateus 1:18-25&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notemos que o anjo, ao anunciar e ao explicar a José tudo o que se passava com Maria, fez-lhe ver que, perante os seus olhos, se estava a cumprir a profecia divina: «&lt;em&gt;Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL que traduzido é Deus connosco&lt;/em&gt;». Ora, isto não é mais do que a citação da profecia do profeta Isaías 7:14, anunciada cerca de 7 séculos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino que Maria trazia no ventre ― seu filho Jesus Cristo ― era o Messias prometido por Deus desde os tempos imemoriais da Queda dos nossos primeiros pais ― Adão e Eva. Aquele menino seria chamado EMANUEL, que significa «Elohim connosco» ou «Deus connosco».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se a expressão «será chamado Emanuel», «será chamado». Jesus seria chamado, isto é, seria considerado Emanuel (Deus connosco) pela Sua posteridade. Não que Jesus não fosse Deus connosco. O anjo não diz a José que Jesus seria Deus connosco. Diz que seria chamado Emanuel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nascer, Jesus já era Emanuel. Esta qualidade, esta característica não lhe foi atribuída pelo nascimento ou no nascimento. Jesus já era Emanuel. Essa era a Sua natureza íntima antes de encarnar no Bebé de Belém. Jesus sempre fora, desde a eternidade, Emanuel. O Apóstolo João declara-o expressamente ao afirmar na abertura do seu Evangelho: «No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus». Mas pela primeira vez, Jesus, o Verbo eterno e divino, seria confessado, aceite e reconhecido como Emanuel, como Deus connosco. E desde então, milhões O têm proclamado como tal, milhões O têm reconhecido e sentido na sua vida como Deus connosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque razão Jesus é Emanuel? Que queremos nós dizer com tal expressão? Quais as consequências da confissão desse título?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dizermos Emanuel, estamos a fazer uma confissão de solidão. Se Deus é connosco, então isso significa que já não estamos sozinhos. Se a Jesus chamamos Emanuel, então estamos a reconhecer que temos estado sozinhos que temos vivido na solidão mas que, agora, com Ele, já não estamos sós ― Deus está connosco. Alcançámos a vitória sobre a solidão através de Cristo. Mas para que tal vitória fosse nossa, tornou-se necessário a Jesus sofrer a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo modo, o Salvador de toda a Humanidade nasceu só. Quadro solitário é o do Seu nascimento. Nasceu sem grande conforto, sem muita assistência, desconhecido da grande maioria da população. É certo que alguns pastores apareceram, trazendo-Lhe eventualmente alguma coisa. Mas eles surgiram porque Deus Se preocupara em lhos revelar expressamente. É verdade que alguns Magos vindos do Oriente O procuraram também, mas tal como no caso dos pastores, foi necessária uma revelação divina. Em ambas as circunstâncias, Deus velava por Seu Filho Jesus dando-Lhe o conforto necessário. Porque Jesus estava só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só também esteve Jesus na Tentação do deserto quando Satanás O quis vencer. Jesus não teve o apoio de teólogos nem de rabis para enfrentar o Adversário. Sozinho estava Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só também esteve Jesus no momento do Seu julgamento e na Sua morte. Os amigos abandonaram-No e, só, teve de enfrentar os Seus inimigos. Jesus provou a solidão. Mas apesar de só, Deus estava com Ele, porque Jesus era o Emanuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus conhece a solidão e compreende a nossa solidão. Ele sabe o que é estar só, o que é estar abandonado. Ele sabe. Mas sabe também que nós O chamaremos de Emanuel quando permitirmos que Ele entre na nossa solidão e nos dê a paz. Ele conhece e compreende a tua solidão e apenas aguarda que tu O confesses como Emanuel. E nesse preciso instante, deixarás de estar sozinho, saberás que ainda que abandonado e desprezado por todos, não estás mais sozinho, porque Deus está contigo. E alegre e jubiloso, gritarás do fundo do teu coração: Emanuel! Emanuel! Jesus é Emanuel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o Homem vive a solidão por algum motivo o é. Alguma razão houve para ele provar a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão do Homem começou na altura em que, por causa do seu pecado de desobediência, Adão e Eva perderam a sua comunhão com Deus. Desde então, a solidão passou a fazer parte integrante do universo do homem. Por causa da mancha do pecado, deixou de ser possível ao Homem manter uma ligação efectiva e afectiva com o seu Criador porque sendo Deus santo, era-Lhe impossível qualquer ligação com o pecado ou com o pecador carregado de pecado. E entre o Homem e Deus interpôs-se um intruso indesejável, afastando-os um do outro. E o Homem passou a saborear o fruto amargo da solidão. E nem mesmo o ajuntamento ao nosso redor pode desfazer a solidão, como verifica o poeta; «&lt;em&gt;Solitário por entre as gentes…&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coisa maravilhosa é que Deus também sentiu a solidão. Se a não tivesse sentido, não teria providenciado logo ali, no momento da Queda, uma possibilidade de escape, prometendo um Restaurador, nem tão pouco teria enviado Seu Filho Jesus Cristo, o Emanuel, para restaurar a comunhão perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, desde a Queda, tanto o ser humano, como a natureza, como o Deus Criador têm provado a solidão. O Homem tem vivido só. Tem vivido longe de Deus, de inimizade com o próximo e a Natureza, com rancor de si mesmo, bebendo até à última gota, o licor amargo da solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas neste quadro tão frustrante, eis que surge um raio de esperança, uma luz de ânimo ― cantam os anjos lá no céu, a terra movimenta-se, as estrelas anunciam a boa nova. Jesus nasceu! O Emanuel baixou ao mundo, o reino da solidão chegou ao fim. Deus está connosco. E nós proclamamos Jesus Emanuel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E proclamamo-Lo Emanuel porque a vida e os títulos de Jesus comprovam esta verdade magnífica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;o filho de Maria era filho da profecia divina, surgindo no cumprimento dos planos divinos;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;mas era também Filho de Deus:&lt;br /&gt;● pela profecia de Isaías: «Um menino nos nasceu, um filho se nos deu» (Isaías 9:6)&lt;br /&gt;● pelo anúncio do anjo Gabriel: «O Santo que de ti há-de nascer será chamado Filho do Altíssimo» (Lucas 1:35)&lt;br /&gt;● pela confissão dos Seus inimigos: «verdadeiramente este era o Filho do Deus Altíssimo» (Mateus 27:54)&lt;br /&gt;● pela confirmação nas nossas vidas: «Estes sinais» ― no dizer do Apóstolo João ― «foram escritos para que creiais que Ele é o Filho de Deus»&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Este Emanuel, Filho de Deus, é também chamado «Cordeiro de Deus». João Baptista testemunhou d’Ele, dizendo: «&lt;em&gt;Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo&lt;/em&gt;». Ou seja, Ele, Jesus, é o único meio preparado pelo Deus Altíssimo para tornar a estabelecer a ligação perdida com Deus. Com Ele, readquirimos a comunhão com Deus.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Mas este que Deus preparou e a quem chamamos Emanuel é, por natureza, por característica própria, Jesus. Jesus significa «Deus é Salvador». Este nome revela a Sua natureza. Não é alguma característica que reconhecemos n’Ele, como acontece com o nome Emanuel. Enquanto com o nome Emanuel, somos nós que O reconhecemos e O aceitamos e O proclamamos Deus connosco, com o nome JESUS, é Ele quem está a revelar a Sua natureza íntima, a Sua característica peculiar e singular ― Ele é o Salvador. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Não é, pois, coisa pequena o que dizemos ou o que acontece quando O reconhecemos e O exaltamos como Emanuel. Jesus é Deus connosco. E isto implica reconhecermos que o Deus (Elohim) que estava no início, criando Adão e Eva, que assistia à Queda dos Primeiros Pais, que provava a solidão e a via instalar-se na Natureza, separando Deus do homem, separando o Homem do Homem, é o mesmo Deus que providenciou o meio de salvação, o meio de se vencer a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é Emanuel, Jesus é Elohim, o Deus da criação, connosco. Em Cristo, o Deus criador intervém de novo, recriando-nos à imagem inicial para uma magnífica e maravilhosa relação com Deus que é agora nosso Pai Celeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É deste Jesus Emanuel que necessitamos neste Natal. É deste Salvador divino, Deus criador connosco, que a Humanidade precisa para vencer a solidão e entrar numa nova relação com o Deus eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, se confessarmos Emanuel, estamos a reconhecer que o Natal é o triunfo da comunhão sobre a solidão, é o triunfo da vida sobre a morte, é o triunfo do amor sobre o ódio, é o triunfo de Deus oferecido ao Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixámos de estar sós. Já não precisamos de viver uma vida derrotada, condenada ao infortúnio de ausência de Deus. Agora, com Jesus Emanuel, Deus está connosco. Já não estamos sozinhos, já não estamos derrotados, já não estamos em angústia. Porque Deus está connosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se Deus é por nós, se Deus é connosco, digamos com o Apóstolo Paulo ― quem será contra nós? Quem será contra nós? Podemos todas as coisas n’Aquele que nos fortalece, tudo é possível ao que crê, ao que acredita e aceita que Deus é connosco, ao que confessa Emanuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é Emanuel, Jesus é Deus connosco. A vitória de Deus é tua! E a Sua bênção também!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-9068313916308448161?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/9068313916308448161/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=9068313916308448161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/9068313916308448161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/9068313916308448161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/solidao-do-natal.html' title='A Solidão do Natal'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-5240781631136442523</id><published>2011-12-11T00:36:00.000Z</published><updated>2011-12-14T23:11:06.619Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>A Paz do Natal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;No mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Lucas 2:13-14&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Natal aproxima-se e que maravilhosas recordações traz à nossa memória. É um tempo em que sentimos um reencontro com tudo quanto nos rodeia. O ambiente é diferente, as pessoas parecem-nos diferentes. Enfim, sentimo-nos em paz. E é precisamente por nos sentirmos em paz que tudo nos parece diferente... para melhor. Não são os outros que estão diferentes. Nós é que o estamos. Nós é que nos deixámos momentaneamente inundar pelo espírito do Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época, quanto não desejaríamos que a calma, o sossego, a alegria do Natal não se limitassem a meia dúzia de dias no ano e permanecessem indefinidamente. Mas para consternação da maioria, verificamos que não é o que se passa ― logo mais, o calendário avança e o tempo engole o Natal, sorvendo todas as nossas expectativas. E a paz foi-se. E o entusiasmo quebrou-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do final do Natal, a rotina instala-se, os temores e as angústias assentam arraiais, o medo e o desespero apossam-se da vida. Não haverá esperança? Não haverá forma de capturar o espírito do Natal e mantê-lo permanente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é decerto a análise e a pergunta que todos fazem nesta altura do ano. E na impossibilidade de encontrarem uma saída, uma resposta, as pessoas de um modo geral colocam as suas esperanças na expectativa do aparecimento de alguém que tome nas suas mãos o controlo das coisas e resolva a crise, mundial da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos temos consciência de que a esta vida lhe falta o bem inestimável da paz! Vivemos uma profunda e perigosa crise mundial em que parece ninguém se entender. Crise mundial que não se limita apenas ao conflito entre as superpotências político-militares. A crise estende-se a todas as nações, a todos os sectores da nossa vida individual e colectiva. As relações entre os seres humanos não se podem considerar brilhantes. A própria Natureza sente os efeitos desta crise generalizada ― são as pestes que dizimam os animais, é a falta de alimentos, porque os terrenos estão cansados, é o clima que parece desgovernado, são os desastres ecológicos que provocam tragédias irreparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa palavra, é a falta generalizada da paz em cada sector da vida humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as pessoas clamam por solução. As pessoas clamam por uma resposta. E colocam a sua esperança no aparecimento de uma superpersonalidade com capacidade e poder suficientes para instaurar um duradouro reino de paz em toda a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coisa curiosa é que todas as gerações, desde os mais remotos tempos se têm queixado do mesmo ― desassossego e falta de paz. Todas as gerações passadas se têm confrontado com o mesmo problema e todas elas têm desejado o aparecimento de uma solução. E de esperança frustrada em esperança frustrada, de desespero em desespero, sempre sem solução, sempre sem o aparecimento de uma superpersonalidade, a Humanidade chegou ao tempo presente em que, mais do que nunca, a crise da falta de paz é geral, é presente, é angustiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá solução? Não haverá resposta? Não haverá salvação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há cerca de 2500 anos, o profeta Jeremias clamava; «&lt;em&gt;Passou a seca, findou o Verão e nós não estamos salvos&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;Jeremias 8:20&lt;/strong&gt;). Grande actualidade possui este grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nos seus esforços para encontrar paz, a esperança da humanidade vira-se pata as mais variadas soluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a solução da paz esteja num personalidade política forte que funcione como garante da paz. É verdade que têm surgido tais personalidades políticas fortes. Mas também é verdade que ao fim de algum tempo, se transformaram em inquisidores das consciências e coveiros da própria paz! Não! A paz nunca virá por uma personalidade ou por algum sistema político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a paz venha por um movimento universal de homens de boa vontade. Esses movimentos têm surgido e continuam a surgir! Mas nenhum deles garantiu até agora a desejada paz! Que dizer da Sociedade das Nações? Ela não impediu o horror da 2ª Guerra Mundial. Que dizer da ONU? Ela não tem impedido guerras devastadoras, como as da Coreia, do Vietname, do Biafra, não tem impedido escaramuças menores mas não menos violentas como a Guerra das Malvinas, não tem impedido o terrorismo organizado, não tem impedido o estado de angústia provocado pela expectativa do holocausto nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dizer de tantos outros movimentos e iniciativas de paz? Com todos eles acontecerá o que a Escritura diz: «&lt;em&gt;Quando disserem ‘Há paz e segurança’, então lhes sobrevirá repentina destruição e de modo nenhum escaparão&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;1 Tessalonicenses 5:3&lt;/strong&gt;) Não! A paz não virá por movimentos de paz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz também não virá pela religião, como muitos pensam e a que se agarram como última esperança. A religião tem provocado guerras, morte, perseguição, destruição. Que dizer da Inquisição? Que dizer da conquista da América do Sul pelos Espanhóis que, em nome da cruz, dizimaram populações inteiras? Que dizer das convulsões políticas provocadas pelo aparecimento de tantas religiões? A religião divide e cria o ódio: que dizer do conflito entre muçulmanos e judeus? Que dizer do conflito entre as facções protestante e católica na Irlanda do Norte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de que o aparecimento constante de novas seitas só faz aumentar a confusão e a angústia. Não! A paz não virá pela religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, então, não há esperança alguma? Não há possibilidade de paz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desesperemos, meus amigos. Há esperança e há uma certeza: a paz é possível, a paz está entre nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é necessário esperarmos um super-homem para nos ajudar. Esse super já veio ― o Salvador já chegou. No primeiro Natal, os anjos anunciaram o Seu nascimento, cantando para todo o Universo ouvir: «&lt;em&gt;Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A salvação, a solução vem do Céu, vem de Deus que nos enviou o Príncipe da Paz. Com efeito, o profeta Isaías dissera d’Ele: «um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz!»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é o Príncipe da Paz! Ele é o único que nos pode dar paz! Ele mostrou ser o Príncipe da Paz durante o Seu ministério terreno e tem sido o nosso Príncipe da Paz em toda a nossa vida. Ele foi o Príncipe da Paz enquanto viveu neste mundo e manifestou-se em diversas ocasiões:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;no mar da Galileia, quando se levantou uma tremenda tempestade e os discípulos esperavam o naufrágio a qualquer momento. Mas Jesus estava lá e ordenou que o mar se aquietasse. E houve paz na Natureza;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;certa vez na sinagoga, apareceu um homem endemoninhado que vivia atormentado pelas forças do mal. Jesus libertou-o e deu a Sua paz ao seu espírito;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;a mulher siro-fenícia que, com medo, tocara em Jesus, foi curada das suas enfermidades. Jesus deu paz ao seu corpo;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;a mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus num banquete em Betânia, recebeu também a paz de Jesus que lhe disse: «Vai-te em paz. Os teus pecados te são perdoados»&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ele deseja dar paz a indivíduos e às nações. Certa vez, perante a cidade de Jerusalém, sobre a qual chorou, Jesus pôde exclamar: «&lt;em&gt;Ah! Se neste teu dia soubesses o que à tua paz pertence...&lt;/em&gt;» E pouco antes de ser levado à morte, Jesus deixou o Seu testamento aos Seus seguidores: «&lt;em&gt;Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;João 14:27&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é o Príncipe da Paz! Ele não guarda a Sua paz só para Si, mas deixou-no-la em testamento. Para haver paz nas pessoas, na Natureza e no mundo, Ele tem de estar presente em todos os momentos, em todas as iniciativas de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que paz é esta de Jesus? Notemos que a mensagem dos anjos fala-nos de três aspectos importantes: «&lt;em&gt;Glória a Deus, paz na terra, boa vontade entre os homens&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, precisas de ter paz com Deus. O Homem está longe, está afastado de Deus. Está de relações cortadas com Deus e enquanto não as restabelecer, nunca terá paz. Acerta bem as tuas contas com Deus e a paz será tua. A Escritura diz: «&lt;em&gt;Justificados pela fé temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo&lt;/em&gt;» (&lt;strong&gt;Romanos 5:1&lt;/strong&gt;). A paz com Deus só é possível através de Cristo Jesus, aceitando-o como nosso único e verdadeiro Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a mensagem natalícia continua: «&lt;em&gt;Paz na terra&lt;/em&gt;». A paz que Jesus nos dá é de tal forma que nos leva a apreciar a natureza, a criação de Deus, respeitando-a e não atentando contra ela. Quem tem paz com Deus, vive necessariamente em paz com a Natureza. A própria Escritura afirma que a Natureza não está em paz por causa do homem : «&lt;em&gt;Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o anúncio do anjo conclui: «&lt;em&gt;Boa vontade para com os homens&lt;/em&gt;». Quem tem paz com Deus tem também paz com o próximo. E porquê? Porque o amor de Deus está em nossos corações. E quando vivemos sentindo o amor e a paz de Deus em nós, não queremos essa felicidade apenas para nós ― queremos compartilhá-la com os outros ― e passamos a ter paz com o próximo. A Escritura declara: «&lt;em&gt;Tende paz entre vós» e «Segui a paz e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a paz de Jesus. Esta é a paz que Jesus nos oferece e que poderá ser tua a partir deste Natal, se ainda a não possuis. Paz com Deus, com quem passamos a ter uma relação de filho para pai. Paz com a Natureza, apreciando-a e cuidando dela. Paz com o próximo que, em Cristo Jesus, se torna nosso irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nada nem ninguém consegue, Jesus obtém-no através da Sua paz. Neste Natal, aprecia a paz, vive em paz, aceita a paz. Jesus é a paz completa que falta à tua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus te abençoe&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-5240781631136442523?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/5240781631136442523/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=5240781631136442523' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5240781631136442523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5240781631136442523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/paz-do-natal.html' title='A Paz do Natal'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6607311859311343131</id><published>2011-12-01T10:00:00.001Z</published><updated>2011-12-02T12:52:45.744Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>foste novembro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Foste Novembro.&lt;br /&gt;e ontem,&lt;br /&gt;'inda eras Outubro.&lt;br /&gt;anunciavas no frio&lt;br /&gt;das folhas&lt;br /&gt;o escoar do tempo outonal&lt;br /&gt;mal começado,&lt;br /&gt;anunciavas no frio&lt;br /&gt;dos dias&lt;br /&gt;os dias de frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste Novembro.&lt;br /&gt;e como teus irmãos,&lt;br /&gt;velhos de anos,&lt;br /&gt;surgiste sempre idêntico&lt;br /&gt;a ti mesmo&lt;br /&gt;concentrando no escuro&lt;br /&gt;do teu íntimo&lt;br /&gt;a esperança renovada&lt;br /&gt;de um renascer&lt;br /&gt;entre os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste Novembro.&lt;br /&gt;E dir-se-ia que te foste&lt;br /&gt;célere,&lt;br /&gt;rápido,&lt;br /&gt;com pressa e com vergonha&lt;br /&gt;para cederes o passo&lt;br /&gt;não ao frio&lt;br /&gt;de novos dias&lt;br /&gt;(ou de calamidades escondidas)&lt;br /&gt;mas a teu irmão&lt;br /&gt;mensageiro&lt;br /&gt;de paz entre todo os homens.&lt;br /&gt;Mas ah!&lt;br /&gt;Se ainda a paz fosse feita&lt;br /&gt;não de cartazes&lt;br /&gt;nem de restos de bombas&lt;br /&gt;nem de gritos contestantes,&lt;br /&gt;mas de tranquilidade interior,&lt;br /&gt;então quebraria a corda&lt;br /&gt;do meu relógio do tempo&lt;br /&gt;no compasso de passagem&lt;br /&gt;de teu irmão mensageiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foste Novembro.&lt;br /&gt;Certo hás-de voltar,&lt;br /&gt;idêntico a ti mesmo,&lt;br /&gt;velho&lt;br /&gt;mas sempre velho&lt;br /&gt;para o mesmo mundo&lt;br /&gt;de homens&lt;br /&gt;que nunca te viram Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6607311859311343131?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6607311859311343131/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6607311859311343131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6607311859311343131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6607311859311343131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/12/foste-novembro.html' title='foste novembro'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-7549493530410966015</id><published>2011-06-29T10:08:00.002+01:00</published><updated>2011-06-30T11:30:01.570+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>Adoração É Dádiva</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Há duas características que devem estar presentes em todo o verdadeiro crente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a.&lt;/strong&gt; Procurar ter cada vez mais presentes em si as características de Deus, numa tentativa de se Lhe assemelhar e,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b.&lt;/strong&gt; em segundo lugar, agradar o mais possível a Deus, colocando-se ao Seu serviço, à Sua disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nestas duas características que o crente procura ver realizadas em si, temos estes dois conceitos de &lt;strong&gt;adoração&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;dádiva ou oferta.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar na distinção entre &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Adoração é oferta"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt;&lt;em&gt; "Oferta é adoração",&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que são duas ideias distintas e diferentes, podemos por agora considerá-las idênticas, porque o que nos interessa é mostrar a íntima relação existente entre estes dois actos que devem guiar a vida do crente: a adoração e a oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Efésios 5:1,&lt;/strong&gt; Paulo dizia: &lt;em&gt;"Sede imitadores de Deus, como filhos amados".&lt;/em&gt; Pedro, em &lt;strong&gt;1 Pedro 2:21,&lt;/strong&gt; dizia &lt;em&gt;"Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo para que sigais as Suas pisadas".&lt;/em&gt; Somos então chamados a imitar Deus e a tomar Jesus como exemplo. Todos sabemos que as exigências de Deus são humanamente impossíveis de cumprir. Com efeito, quando Ele diz: &lt;em&gt;"Sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus"&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Levítico 20:7&lt;/strong&gt;), todos sabemos como é impossível, por nós próprios, sermos santos. Mas Jesus resolveu-nos o problema, cumprindo as exigências de Deus e estabelecendo um exemplo para seguirmos. Isso quer dizer que, apesar das dificuldades no cumprimento desta ordem e deste desejo de sermos imitadores de Deus, temos a ajuda do Salvador Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além das muitas características de Deus, uma delas é que a Sua natureza é dar. E verificamos que dar é divino. Enquanto humanos, somos capazes de dar, uns mais que outros, uns mais facilmente que outros, mas todos nós sabemos quanto por vezes nos custa dar, sabemos que não damos de qualquer maneira, sabemos que há um limite ao nosso dar. Mas Deus quando deu, deu sem reservas, deu ilimitadamente, deu sem esperar retribuição, deu sem condições, deu sem recriminações, deu sem distinção. Qual de nós seria capaz de dar segundo a medida de Deus? Mas Deus deu. Senão vejamos: deu o jardim do Éden, representando toda a Sua criação, colocando-o à disposição do homem. Deu-nos a salvação, ofertando-nos o que de mais precioso tinha na corte celeste: Seu Filho Jesus. Finalmente, deu-nos o Salvador, sendo nós fracos, pecadores, inimigos, conforme lemos em &lt;strong&gt;Romanos 5:6, 8, 9.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê e para quê Deus deu? Pelo menos por duas razões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;a.&lt;/strong&gt; Primeiro, porque é Sua natureza dar. Assim, Ele deu de acordo com a sua própria natureza: a natureza divina é em grande, à divina.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;b.&lt;/strong&gt; Segundo, porque dar implica necessariamente um partilhar, um acto de comunhão. Quando se dá, dá-se para se ter comunhão. E Deus é um Deus de comunhão, um Deus que procura comunhão. Vemos isso logo no início da criação, quando Deus disse: &lt;em&gt;"Façamos o homem à nossa imagem e semelhança"&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;(Génesis 1:26&lt;/strong&gt;). E Jeremias faz-se eco desta característica quando afirma: &lt;em&gt;"E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração"&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Jeremias 29:13&lt;/strong&gt;). Ora, o semelhante atrai o semelhante e é com este semelhante (o Homem) que Deus quer ter comunhão. Por isso, Ele deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também connosco, quando damos, estamos a pôr em prática estas duas razões: damos segundo a nossa natureza e damos num acto de partilha, de comunhão. Ora, se queremos ter comunhão com Deus e se sabemos que devemos ser semelhantes a Ele, então a nossa oferta, a nossa dádiva para Lhe agradar deve provir de uma natureza que também agrade a Deus, porque os nossos actos, a nossa oferta revelam e trazem em si a nossa natureza. Daí que quando damos, devemos dar com um espírito, digamos assim, divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, ao darmos, estamos a manifestar desejo de comunhão. Se dizemos que damos a Deus, então estamos a confessar que queremos ter comunhão com Ele. O acto da oferta, da dádiva é um acto de comunhão, é um acto de profunda intimidade, porque só pode haver comunhão se houver intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como dar e o que dar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certo modo, já respondemos à questão. Damos segundo um coração que agrada a Deus, damos segundo as características de Deus: de forma desinteressada, plena, num acto de gratidão e de comunhão. Damos aquilo que sabemos agradar a Deus, seja o nosso tempo, os nossos talentos, a nossa pessoa ou os nossos bens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dádiva, ou oferta, uma vez entregue, deixa de nos pertencer. Passa a pertencer àquele a quem foi ofertada, levando sempre consigo esta mensagem: quero ter comunhão contigo. Uma vez dada, a oferta deixa de estar sujeita às nossas condições, às nossas imposições. Essa responsabilidade passa a pertencer a quem recebe. E se damos a Deus, não temos de Lhe impor condições, sabendo que a nossa oferta está em boas mãos, porque Deus sabe bem o que fazer com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No reino de Deus, toda a oferta, como tudo quanto fazemos, entra na categoria de sacrifício, entendendo por sacrifício tudo quanto passa a ficar debaixo da esfera do sagrado. E é nesta perspectiva que devemos encarar toda a oferta que entregamos na casa do Senhor: a minha oferta, a minha dádiva é um sacrifício. Não há diferença entre nós quando oferecemos uma dádiva, quando "sacrificamos" uma dádiva, e os sacerdotes levitas do Velho Testamento quando no altar sacrificavam ao Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entra aqui a segunda característica do crente, de que falávamos no princípio: o desejo de agradar a Deus, colocando-nos ao Seu serviço. Este desejo transformado em acto é designado por adoração. Quando nos colocamos (a nós e a tudo quanto nos pertence) ao serviço do Senhor, estamos a adorá-Lo, porque adorar tem na sua origem e raiz esta ideia de "serviço". Tanto o hebraico &lt;strong&gt;"bhoda",&lt;/strong&gt; como o grego &lt;strong&gt;"latreia",&lt;/strong&gt; usados para designar &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"adoração"&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; significavam originalmente&lt;em&gt;&lt;strong&gt; "o trabalho efectuado pelos escravos ou empregados".&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Ora, nós somos servos, ministros de Deus e, como tal, prestamos-Lhe serviço. Todo o serviço prestado pelos escravos era acompanhado pela prostração. Daí a tendência de, quando adoramos o Senhor, nos prostrarmos na Sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se adorar é servir e se dizemos que adoramos o Senhor, então estamos implicitamente a reconhecer que quem é o Senhor é Ele e não nós, que quem manda é Ele e não nós, que quem põe e dispõe é Ele e não nós, que quem deve ser o alvo de todas as atenções é Ele e não a nossa oferta, por muito valiosa que possa parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há, então, adoração sem oferta. Porque se adorar é servir, só podemos servir quando oferecemos alguma coisa: a nossa força, os nossos talentos, a nossa pessoa, os nossos bens. Inversamente, a verdadeira dádiva, a verdadeira oferta do crente é sempre um acto de adoração, porque estamos a colocá-la ao serviço do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se dizemos que O adoramos, que O servimos, então, como já se afirmou atrás, estamos a reconhecê-Lo como Senhor, como aquele que manda. Então, se Ele nos manda dar uma dada oferta, só nos resta obedecer-Lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, nesta ligação entre oferta e sacrifício, é interessante notar que sempre que lemos em Levítico alguma referência a um sacrifício de qualquer tipo, lemos sempre que o crente que ia sacrificar, levava a sua oferta (&lt;strong&gt;Levítico 1:3; 2:1; 3:1; 4:14, 23, etc&lt;/strong&gt;.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vivemos na dispensação da Graça, a nossa atitude de coração não deve ser menor do que a do povo de Israel. E podemos ter a certeza de que quando sacrificava ao Senhor, Israel ofertava com reverência e temor. O nosso sacrifício não pode caracterizar-se por ser menor, porque não somos filhos de um Deus menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-7549493530410966015?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/7549493530410966015/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=7549493530410966015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7549493530410966015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7549493530410966015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/adoracao-e-dadiva.html' title='Adoração É Dádiva'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-2743874867249194732</id><published>2011-06-28T16:01:00.001+01:00</published><updated>2011-06-28T16:02:58.454+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>divagação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;És uma folha de papel&lt;br /&gt;branca e limpa&lt;br /&gt;limpa e pura&lt;br /&gt;mas vejo-te cheia,&lt;br /&gt;repleta,&lt;br /&gt;de mundos novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ti deposito&lt;br /&gt;aquilo que não digo&lt;br /&gt;nem aos outros mais chegados,&lt;br /&gt;aquilo que sinto em mim&lt;br /&gt;ainda que encoberto&lt;br /&gt;(por enigmas? - quem o sabe!)&lt;br /&gt;e tu guardas e recrias&lt;br /&gt;num mundo plano&lt;br /&gt;mas mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ti falo poesia&lt;br /&gt;(e em tudo há poesia&lt;br /&gt;- 'té no cair de uma folha&lt;br /&gt;seca&lt;br /&gt;descolorida)&lt;br /&gt;Quiçá nem a quererias&lt;br /&gt;e, se pudesses,&lt;br /&gt;fecharias os teus olhos,&lt;br /&gt;abanarias a cabeça&lt;br /&gt;e dirias: NÃO!&lt;br /&gt;- Mas dou-te aquilo que tenho&lt;br /&gt;e sei&lt;br /&gt;que tal não farias&lt;br /&gt;que nunca traíste a confiança&lt;br /&gt;que em ti depositei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo deixando-te branca&lt;br /&gt;não serias só uma folha.&lt;br /&gt;Serias um mundo,&lt;br /&gt;serias um criador&lt;br /&gt;serias um ser criado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando te amachuco&lt;br /&gt;ou te rasgo&lt;br /&gt;não deixas de ser folha&lt;br /&gt;não folha-só-folha&lt;br /&gt;mas folha-mundo-vivência&lt;br /&gt;ainda que em outros reinos&lt;br /&gt;mas mesmo ali contando&lt;br /&gt;de criações novas&lt;br /&gt;e encantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;28.Dezembro.1971 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-2743874867249194732?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/2743874867249194732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=2743874867249194732' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/2743874867249194732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/2743874867249194732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/divagacao.html' title='divagação'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6832082514318686691</id><published>2011-06-27T11:00:00.001+01:00</published><updated>2011-06-27T22:19:49.653+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>Tu És o Cristo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;em&gt;E chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipo, interrogou os Seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles disseram: Uns, João Baptista, outros Elias e outros Jeremias ou um dos profetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-lhes Ele: E vós, quem dizeis que eu sou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Simão Pedro, respondendo disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(Mateus 16:13-16)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa altura crucial do Seu ministério, Jesus coloca uma pergunta assaz importante aos Seus discípulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de João Baptista, quando a oposição dos Fariseus e Saduceus tomava cada vez mais forma, quando para o povo Jesus não era um nome desconhecido, quando os Seus milagres e ensinamentos Lhe traziam fama nacional, Jesus coloca os discípulos perante a mais importante de todas as perguntas: &lt;em&gt;«Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E a resposta veio rápida e distinta: &lt;em&gt;«Uns, &lt;strong&gt;João Baptista,&lt;/strong&gt; outros &lt;strong&gt;Elias&lt;/strong&gt; e outros &lt;strong&gt;Jeremias&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;um dos profetas&lt;/strong&gt;”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não era, pois, um desconhecido para os Seus conterrâneos e contemporâneos. Eles tinham uma ideia sobre Ele. Ideia que até era lisonjeira, já que O identificavam com figuras importantes da história do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, identificavam-No com &lt;strong&gt;Jeremias&lt;/strong&gt;, o profeta das lamentações das glórias passadas e não repetidas do povo eleito. O profeta do choro da insuficiência e da tristeza mal contida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Jeremias, Jesus era identificado com um passado longínquo, com um passado de glória, é certo, mas um passado que não voltara e sobre o qual se chorava a raiva ou a tristeza mal sofrida. Jesus era, pois, identificado com uma glória triste ou passada. Talvez fosse visto como um projecto falhado, como um projecto cheio de potencialidades e virtudes, é verdade, mas à partida condenado ao fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Jesus era também identificado com &lt;strong&gt;Elias&lt;/strong&gt;, o profeta prometido por Deus antes da vinda do Messias. Elias era assumido com um duplo valor: ou identificado com o Elias da história, o Elias do fogo que caiu sobre os profetas de Baal, uma figura mística, ou identificado com o Elias de um futuro distante, uma figura mítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os casos, Elias era o profeta da força, o profeta do fogo, do poder e da vingança castigadora de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que o Elias místico do passado fora, seria também o Elias mítico do futuro. Elias viria, é certo, na plenitude dos tempos como arauto e porta-voz da ira e da vingança de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elias viria e restabeleceria ou ajudaria a restabelecer o domínio de Adonai Jeová. Mas viria? Mas vindo, seria sempre não no presente do povo mas num futuro distante também longínquo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus era identificado com Elias e com aquilo que Elias significava. Pessoa e mensagem de valor, personalidade forte que se impunha, Jesus seria encarado como encarnando a ira e a vingança de Deus. Seria encarado como alguém sobre quem o poder de Deus repousava de um modo todo especial. Mas como Elias que era, a acção de Jesus não era tomada como sendo para o presente. A sua acção apontava para o futuro. &lt;em&gt;«Ah! Jesus de Nazaré! Sim! Ele deve ser o Elias prometido». &lt;/em&gt;Que o mesmo seria dizer que Ele continuava a não ser a resposta esperada. Primeiro, porque sendo Elias, as Suas reivindicações e mensagem seriam míticas, teriam valor no futuro mas nunca no presente. Jesus era, pois, identificado com um futuro longínquo mas nunca assumido com o presente do povo. Em segundo lugar, porque sendo Elias, não era o Messias. O Messias ainda viria. Mas quando? Outra vez no futuro. A solução dos problemas humanos contínua e constantemente adiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Jesus era também identificado com &lt;strong&gt;João Baptista&lt;/strong&gt;. Identificavam-No com o presente. Identificavam-No com um homem conhecido, com um homem de quem eram conhecidos bastos pormenores da sua vida e mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas João Baptista fora sempre uma figura enigmática e não totalmente compreendida. É verdade que a mensagem dele era forte e incisiva, a mensagem doía como setas certeiras, disparadas às falhas dos homens. É verdade que João Baptista teve a coragem de enfrentar, olhos nos olhos, os Herodes, símbolo do compromisso depravado e repulsivo e denunciara o seu pecado. E fê-lo não com arrogância mas com uma autoridade firme e incisiva, mandatado pelo Deus Altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era verdade tudo isso. Mas verdade também era o facto de João Baptista continuar a ser uma figura enigmática, estranha ― sina de todos os eremitas. Quem era ele na realidade? Além de que João Baptista de certo modo falhara, já que sucumbira aos desejos pecaminosos do mesmo Herodes a quem repreendera o seu pecado. Uma esperança perdida antes mesmo de dar frutos que se vissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas comparações, havia uma identificação de Jesus com a herança colectiva do povo, mas a verdade é que Jesus não era assumido como aquilo que Ele realmente era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas comparações, havia uma identificação com um futuro distante ou com um passado longínquo ou com um presente não compreendido, mas nunca como Alguém que tivesse a resposta certa e consoladora para aquele momento do Hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quem O identificamos nós hoje também? Com quem O identificam os nossos conterrâneos e contemporâneos? Com quem O identificamos nós hoje? Será que, de alguma sorte, a nossa posição acabe por ser influenciada pelo que os outros pensam e dizem de Jesus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é também nossa herança colectiva desta nossa cultura judaico-cristã. Ele também &lt;strong&gt;faz parte&lt;/strong&gt; dessa mesma herança. E por muitos é considerado como uma grande figura do passado, emparceirando ao lado de outros Mestres que passaram, à espera que outros se lhes juntem, num ciclo interminável. Uma grande figura é verdade, mas do passado, sem grande influência no nosso viver quotidiano. Ou talvez seja considerado não apenas como um Mestre mas como o Salvador que veio mas que passou. Ah! A glória, as bênçãos do Senhor que nós gozámos e gozávamos. Como era diferente no passado! E haverá Cristãos que vivem de glórias passadas! Para eles, Jesus passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez Jesus seja encarado pelos nossos contemporâneos como alguém que virá pôr termo ou alguma ordem nesta bagunça toda. É encarado como esperança, mas quando virá? Até lá, temos de penar uma existência triste e descolorida. Jesus? Ah sim! É a minha esperança. Ele há-de... Ele há-de responder... Ele há-de, dar... Ele há-de restaurar... Mas a Sua acção é sempre situada num futuro distante que nem sabemos se se realizará. Enfim, a perpétua esperança adiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Jesus também tem sido identificado com os «Joões Baptistas» do nosso tempo presente. Assim a modos de uma personalidade enigmática, estranha, de quem não sabemos muito mas de quem, cautelosamente, não ousamos tecer uma posição definida e comprometida porque comprometedora. Não vá o destino tecê-las... Não vá o azar bater-nos à porta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Jesus? Ah sim! Eu acredito n’Ele».&lt;/em&gt; Mas que mais? Não passará de uma luz vermelha que de quando em quando se acende no deserto da nossa vida a alertar-nos para algum perigo escondido? Não passará de alguém que é tema obrigatório das nossas conversas e sobre quem tecemos as mais engenhosas das hipóteses, num magnífico jogo de retórica mental? Sobre quem levantamos, vez após vez, as mais fantásticas das interrogações para as quais não encontramos resposta condizente e voltamos a baralhar as perguntam e voltamos a interrogar-nos e voltamos a não saber... E continua a ser uma pessoa do nosso tempo mas desconhecida, distante e enigmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta que Jesus esperava veio quando Pedro se assumiu no confronto directo e pessoal com o Cristo que lhe estava à frente e não com o Cristo das interrogações ou das hipóteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Mas vós, quem dizeis que eu sou?»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Com quem O identificamos nós hoje também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não pode ser assumido como herança de um passado que não sentimos nosso e que não é assumido como nosso, nem como figura mítica de um futuro que não temos a certeza de atingir, de tão ameaçado ele está, nem como figura enigmática de um presente discutido mas nunca resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo só pode ser assumido como Ele mesmo é, quando nos assumimos na nossa identidade, na nossa insuficiência. Porque Jesus também Se assumiu na Sua identidade plena e na Sua insuficiência voluntária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo».&lt;/em&gt; Não foi uma evasiva, não foi uma resposta vaga. Foi uma resposta comprometida e comprometedora. Pedro assumiu-se no seu confronto com Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega sempre um momento na nossa vida em que estamos nós, sozinhos, perante Aquele que de nós exige uma resposta clara e não uma divagação, uma resposta franca e não um sofisma, uma resposta comprometida e não envergonhada ou contemporizadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos escudemos, pois, no pensamento ou nas posições dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vivamos um Cristo de glórias passadas sobre as quais nos lamentamos e choramos porque são glórias vividas mas não repetidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adiemos para um futuro distante o encontro com o Cristo vivo e poderoso, meigo e amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mascaremos Jesus com roupagens religiosas e místicas mas cuja essência, significado e valor nos escapam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não é para ser vivido no passado nem no futuro. Ele não é para ser vivido angustiantemente no presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumamos a nossa identidade e a nossa necessidade. Coloquemo-nos perante Ele, perante o Cristo que flui da Revelação divina, a Bíblia Sagrada. Porque, enquanto não O assumirmos como Alguém do tempo presente, nunca O descobriremos como Ele realmente é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque enquanto não O assumirmos como aquilo que Ele é, nunca O descobriremos actuante no tempo presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tem a resposta para o nosso tempo, para o nosso hoje. Porque Ele &lt;em&gt;«é o Cristo, o Filho do Deus vivo».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A resposta que ansiamos e de que necessitamos só virá quando nos assumirmos no nosso confronto directo e pessoal com este Cristo, Filho do Deus vivo que está à nossa frente, a indagar-nos, à espera de uma resposta e não com o Cristo das glórias passadas, de uma esperança frustrada ou de um presente descolorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo, um Cristo poderoso e actuante no nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Seu poder, a Sua presença, a Sua Palavra, o Seu amor e meiguice estão ao nosso dispor. Não ontem, não amanhã mas talvez, mas hoje, &lt;strong&gt;aqui e agora.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Santo António dos Cavaleiros, Março de 1987&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6832082514318686691?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6832082514318686691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6832082514318686691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6832082514318686691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6832082514318686691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/tu-es-o-cristo.html' title='Tu És o Cristo'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-1624038775564220510</id><published>2011-06-25T10:02:00.002+01:00</published><updated>2011-06-25T10:02:00.772+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>O Ministério do Pastor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;br /&gt;Traduzir "O Ministério do Pastor" de William Still não foi tarefa fácil quer pelo tom coloquial utilizado, próprio de uma Conferência (de que de resto a presente obra foi decalcada), quer pela argúcia, subtileza, profundidade e até um certo humor tipicamente britânico que marcam toda a exposição e abordagem do tema proposto. Em tais circunstâncias, é sempre difícil numa tradução manter o espírito e a intenção que nortearam o autor e corre-se o risco de, a uma leitura mais apressada, induzir o leitor a ficar com uma sensação de vacuidade que obviamente desvirtua os valores intrínsecos da obra em causa. Mas apesar das dificuldades, foi uma tarefa aliciante não só pelo desafio apresentado mas pela grandeza e (especialmente) pela profundidade com que William Still aborda tema de tamanha importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um título como este, "O Ministério do Pastor" poderá, a uma primeira análise, parecer destinar-se exclusivamente aos ministros da Palavra de Deus que exercem o seu ministério a tempo integral e que, portanto, ou será um texto críptico ou um texto que interessará exclusivamente aos Pastores. Nada de mais falso. É evidente que, como o título sugere, o presente opúsculo tem em mente como assistência privilegiada aqueles que manuseiam a Palavra para a apresentar ao público (de resto, estas cinco conferências que compõem o livro foram pronunciadas para candidatos a Pastor, estudantes que eram num Seminário Teológico). Mas toda a aplicação prática dos ensinamentos e reflexões do Autor tem em vista em última análise não o Pastor propriamente dito mas o resultado de toda a sua acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que William Still chama a atenção para o facto de o Pastor dever ser um homem só e exclusivamente da Palavra, mas o seu labor irá influenciar a vivência dos homens e mulheres que compõem o rebanho que lhe está à sua guarda. É verdade que o Autor põe o dedo na ferida ao salientar que o Pastor deve pegar na Palavra e, sem desvirtuar o seu sentido e significado profundos, deve traduzi-la para a linguagem que se encaixa nos esquemas mentais do homem contemporâneo, que é seu contemporâneo também e que ele tem a obrigação de edificar. Mas não menos verdade é que, ao salientar esta verdade, William Still tem em mente o homem e a mulher dos nossos dias, com as suas necessidades existenciais provocadas e motivadas pela sua inserção no seu mundo, para as quais o único caminho é a aplicação das verdades da Palavra vestidas com roupagens actuais, vertidas em palavras do dia a dia, palavras que são tão sagradas como qualquer palavra que veicula a vontade de Deus para os Seus filhos, ditas em qualquer época e em qualquer espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, afinal, o que é um Pastor? Deixemos que seja William Still a responder: "O Pastor é aquele que pastoreia o &lt;strong&gt;rebanho de Deus &lt;/strong&gt;[a sublinha é nossa]. A sua tarefa principal é alimentar o rebanho. A importância do Pastor depende do valor das ovelhas". Ou por outras palavras, embora o Pastor tenha um papel importante a desempenhar, ele só é Pastor porque tem ovelhas a seu cargo, ovelhas que não são dele mas de Deus e que o Senhor colocou à sua guarda. Há então aqui uma inter-relação profunda e dramática. Se o Pastor não pode descurar as suas funções para as quais a sua nomeação não vem de outro homem ou de uma instituição, mas de Deus, também as ovelhas não podem ignorar que tudo quanto interessa ao Pastor lhes interessa a elas, porque o seu alimento lhes é veiculado através da instrumentalidade do Pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Autor vai mais longe. E neste contexto chama a atenção para duas outras verdades profundas, tremendas (diríamos revolucionárias) quantas vezes ignoradas, quantas vezes ocultas, quantas vezes menosprezadas. Verdades que têm a ver ambas quer com as ovelhas, quer com o Pastor. Verdades que, a serem assimiladas e postas em prática, transformariam por completo o panorama vigente em muitas comunidades actuais e que por si sós bastariam para consciencializar a Igreja e imbuir os seus membros de um espírito de vitória e de destino. A primeira é que, à semelhança das ovelhas e dos pastores de Israel (figura, de resto, de onde Jesus decalcou o Seu ensinamento sobre o pastorado), o Pastor cria, alimenta, trata, restaura, cura e prepara as ovelhas para as apresentar como sacrifícios no altar de Deus. É um como que eco das palavras de Paulo em Romanos 12:1-2. Como ovelhas, o nosso Pastor está a guiar-nos para nenhuma outra coisa senão para sermos um sacrifício apresentado a Deus. Ou seja, a vida do Cristão é uma vida de renúncia a si mesmo e de entrega total a Deus. A partir do momento em que, como ovelhas (não como bodes, conforme também salienta William Still), passamos a estar sujeitos à influência poderosa e modificadora da Palavra de Deus, deixamos de nos pertencer a nós mesmos se queremos ganhar o Reino dos Céus, se queremos que o Reino de Deus venha a nós, a este mundo. A segunda verdade é que, citando o texto, "se o Pastor pensa que foi chamado para manter em funcionamento uma grande organização mundana, a única ajuda que o Autor lhe pode dar é aconselhá-lo a desistir de ministrar... O Pastor é chamado a alimentar as ovelhas, mesmo que elas não queiram ser alimentadas". Duro certamente mas necessário e uma grande verdade. A verdade de que o Pastor não está neste negócio de Deus para firmar nome próprio mas para assumir a posição de João Baptista relativamente ao Cristo vivo: É mister que Ele cresça e que eu diminua. Porque só morrendo é que vivemos, só dando é que recebemos. Porque, afinal, o rebanho não é nosso mas do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este é outro aspecto marcante da abordagem do Autor. Por vezes é duro. E frontal. Chama as coisas pelo seu nome e, como diz a voz popular, "não manda recados por ninguém". Mas na realidade é desta dureza franca, saudável, espiritual e bíblica que todos quantos temos um trato com Deus necessitamos de ouvir. E ouvir não para nos sentirmos derrotados, acabrunhados e doentiamente inúteis. Antes para nos assumirmos como verdadeiro povo de Deus, Pastores e ovelhas, para quem o mais importante de tudo na vida é permitirmos que Deus nos use como canais para a Sua glória. E um canal quer-se totalmente desimpedido para ser o mais eficaz possível. E essa é a finalidade da rudeza atrás referida: não para nos magoar, amachucar mas para nos burilar as arestas, alisar as rugosidades, encastar-nos as jóias divinas, para sermos um diadema da Realeza divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, tudo isto só se consegue da interacção entre Pastor e ovelha através de um único meio - a exposição da Palavra. É esta Palavra que deve ser o cerne da nossa vivência, é esta Palavra que deve ser a nossa preocupação máxima, primeira e última, é esta Palavra que nos permite a todos dizer que somos povo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas William Still, no seu estilo franco e aberto, alerta para outros perigos que rondam o Pastor e que, por isso, ameaçam em consequência o rebanho - a vida familiar do Pastor, do homem de Deus. Como pode o Pastor salvar os outros se não salvar primeiro a sua própria casa, o seu próprio lar? Ou, pelo menos, não colocar nesse desiderato toda a sua alma e todo o seu interesse. Porque muitas vezes uma família pode destruir o ministério do Pastor e, por extensão, dizimar o rebanho. Mas - e esta é outra característica do Autor - por muito negro e pesado que seja o problema, o homem da Palavra sabe onde está a solução. E assim, sem fugir de apontar, de escalpelizar o problema, William Still sabe que não há dificuldade maior que a exposição à (e não apenas da) Palavra de Deus não possa resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este é um dos acentos tónicos desta obra: O homem de Deus tem de ser um homem da Palavra. Tem de ser um homem que expõe a Palavra, que vive a Palavra, que vive na Palavra. Mais do que uma exposição &lt;strong&gt;da &lt;/strong&gt;Palavra de Deus, ela deve ser e deve provocar uma exposição&lt;strong&gt; à&lt;/strong&gt; Palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longo vai já este Prefácio, mas não gostaríamos de o terminar sem salientar ainda uma verdade deste livro: todo o labor do Pastor e da sua interacção com as ovelhas será vão se o homem de Deus não tiver em conta que a exposição da Palavra deve criar nos seus ouvintes e praticantes não apenas um espírito de submissão que trará a vitória, não apenas um espírito de entrega que trará o amadurecimento, mas um espírito que poderíamos chamar de contemporaneidade que nos trará a nós e ao mundo a revelação de que Deus é um Deus credível, que é um Deus que actua hoje, que está interessado no ser humano presente. Porque esta é outra tentação a que muitas vezes muitos homens da Palavra cedem: tornam críptica e desactualizada essa mesma Palavra que é vida. E vida é para ser vivida hoje e não adiada. Ou seja, Deus falou aos homens e através de homens do passado, realizando grandes obras nessas épocas, porque tais homens deixaram que Deus lhes falasse na sua linguagem e para os seus problemas concretos. Embora possam e devam permanecer como um referencial (porque são também nossa herança), tais homens e tais verdades nunca podem substituir-se aos fundamentos da Palavra de Deus que deve ser encarnada hoje, no nosso mundo, na nossa linguagem, na nossa problemática. Tal como de resto Jesus fez: encarnou e viveu e falou e actuou e pensou como um judeu do século I. Se Ele hoje encarnasse pela primeira vez, viveria, falaria, actuaria e pensaria como um homem do século XX. Mas Ele não precisa de o fazer. Deixou-nos a nós tal tarefa. Somos nós, povo de Deus, exposto à apresentação e influência da Palavra de Deus, que temos a obrigação de encarnar a Palavra e de a falar numa linguagem que os nossos pares entendam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;25.Fev.1993&lt;br /&gt;(Prefácio escrito para «O Ministério do Pastor», editado pela Espada do Senhor)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-1624038775564220510?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/1624038775564220510/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=1624038775564220510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/1624038775564220510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/1624038775564220510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/o-ministerio-do-pastor.html' title='O Ministério do Pastor'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-8654922252466581145</id><published>2011-06-24T10:52:00.001+01:00</published><updated>2011-06-24T10:52:00.172+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Falsas Religiões</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Uma vez mais, cá estamos a tentar responder a perguntas ou questões colocadas pelos nossos radiouvintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da vasta correspondência recebida ― e desde já queremos agradecer a boa colaboração dada pelos ouvintes ―, seleccionámos um assunto ― As Falsas Religiões ― colocado por alguns ouvintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes e outros ouvintes gostariam de ver abordada nesta rubrica o problema de falsas religiões e de seitas do Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se há-de compreender, o tema é vastíssimo e não se esgota em meia dúzia de minutos. Tentaremos, no entanto, abordar o essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das frases que mais se ouvem é a seguinte &lt;em&gt;«Todas as religiões são boas porque todas conduzem a Deus. O que conta é a fé». &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, isto é muito lindo e muito certo. Mas apenas aparentemente, porque esta afirmação esconde uma falsidade no seu raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos por partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente, todas as religiões têm alguma coisa de bom no seu programa. No fundo, todas desejam trazer paz, tranquilidade e felicidade aos seus fiéis e isso é uma boa atitude. Muitas religiões têm um código do bem e do mal e isso também é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há religiões que defendem e promovem a poligamia, o amor livre, a prostituição sagrada. E aqui já começam a surgir reticências. Há religiões que exigem sacrifícios humanos, e as reticências transformam-se em reprovação e condenação. Afinal, a afirmação de que todas as religiões são boas não é tão verdadeira como isso. Então, haverá religiões que são piores que outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuemos e vejamos o segundo elemento desta afirmação ― &lt;em&gt;todas as religiões conduzem a Deus&lt;/em&gt;. Iremos ver que só aparentemente isto está certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que em todas as religiões há a noção do sobrenatural e de uma força transcendente ao Homem. Praticamente, não há religião em que não se encontre este conceito. Para umas, essa força será a consciência, para outras, o destino, para outras, um ser poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só isto prova-nos que não há unanimidade nem concordância quanto a essa força transcendente. Há religiões que não têm Deus ― o Budismo, por exemplo, não reconhece a existência ou a necessidade de um Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às religiões que aceitam a existência de Deus, não há também unanimidade entre elas quanto às Suas características. Para umas, não há um Deus mas muitos. Para outras, não há um Deus mas dois princípios universais e eternos ― o Bem e Mal. Para outras, Deus confunde-se com a Natureza. Para outras ainda, Deus é um Deus que não Se preocupa com a Criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a afirmação de que &lt;em&gt;«todas as religiões conduzem a Deus» &lt;/em&gt;não é correcta. Porque com esta variedade de deuses, é caso para perguntar: a que Deus conduzem elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este motivo, não podemos estar de acordo com o recente encontro de Assis promovido pelo bispo de Roma, João Paulo II. É verdade que a intenção era boa: alertar os homens para a necessidade de paz neste mundo. Mas toda a gente sabe que de boas intenções está o Inferno cheio. E essa iniciativa estava à partida condenada ao fracasso: com tantas religiões presentes, a que Deus se deve a Humanidade dirigir pedindo a paz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantos deuses, forçosamente tem de haver deuses falsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação de que todas as religiões conduzem a Deus é falsa. Há religiões que não conduzem a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora o terceiro elemento desta afirmação: &lt;em&gt;«o que é preciso é ter fé».&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma vez mais, só aparentemente está certa esta afirmação. É preciso ter fé. É verdade que, quer na nossa vida vulgar, quer na vida espiritual, a fé é indispensável porque é indispensável acreditar, aceitar e descansar no objecto da nossa fé, porque fé é isso: é acreditar, aceitar e descansar. Isto é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando se diz que o que é preciso é ter fé, aí começam as dificuldades: mas crer em quê? Ter fé em quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé deve estar baseada em algo de sólido, digno de confiança e verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se há religiões que não conduzem a Deus, não basta simplesmente ter fé. É preciso saber quem é o verdadeiro Deus e como encontrá-Lo para então depositar n”Ele a nossa fé. O grande problema é então saber quem é o verdadeiro Deus e como encontrá-Lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação de que todas as religiões são boas, que todas conduzem a Deus e que o que é preciso é ter fé não apenas é falsa como enganadora. Acreditar nela é estarmos a ser ludibriados, é sermos vítimas de um logro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como encontrar, então, o verdadeiro Deus? A Bíblia diz que Deus afirmou: &lt;em&gt;«Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar de todo o coração é buscar com sinceridade, é querer buscar. . Então, se buscarmos Deus com sinceridade, iremos encontrá-Lo, garante a Bíblia. E encontrando-O, iremos encontrar as Suas características e os Seus dons. Ora, de acordo com a Bíblia, Deus é paz, é amor, é felicidade, é justiça, é tranquilidade de espírito. A imagem da plenitude de Deus é a pessoa de Jesus Cristo. N’Ele, podemos encontrar tudo quanto caracteriza Deus. Esta é a reivindicação da Bíblia: todos quantos se deixarem guiar pela pessoa de Cristo encontrarão Deus. Todos sabemos que o melhor método para testar a validade de qualquer coisa é o método experimental. Nada melhor do que experimentar para ver se uma afirmação é verdadeira. Então, para comprovar a reivindicação de Bíblia, o que temos a fazer é experimentar o que ela diz. Muitos têm utilizado este método e resolveram buscar a Deus de todo o coração. O que é certo é que O encontraram, encontrando tudo quanto O caracteriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deus de que necessitamos é o Deus da Bíblia. Tudo quanto precisamos saber d’Ele encontra-se na Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que dentro do Cristianismo, há diversas correntes, muitas delas contraditórias e até opostas e isso só vem criar confusão e levantar de novo a pergunta: onde está a verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a pedra de toque do Cristianismo é o próprio Jesus Cristo e a nossa posição perante Ele. O mais importante no Cristianismo é o lugar que Cristo desempenha nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, Jesus perguntou aos Apóstolos: «Para vocês, quem sou eu?». A resposta de Pedro foi: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo», que o mesmo foi ter dito: «Tu és o único Salvador do mundo, o próprio Deus vivendo entre nós”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos nomes de Jesus é Emanuel que significa «Deus Connosco». O verdadeiro Cristianismo é aquele que confessa e aceita que Jesus é Deus connosco, o único Salvador do Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda e qualquer corrente cristã que diga o contrário disto não somente é falsa como enganadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(texto lido no programa radiofónico “Novas de Alegria” – década de 1980)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-8654922252466581145?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/8654922252466581145/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=8654922252466581145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8654922252466581145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8654922252466581145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/falsas-religioes.html' title='Falsas Religiões'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-5007985052873562085</id><published>2011-06-23T10:18:00.000+01:00</published><updated>2011-06-23T10:18:00.111+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>As Falsas Evidências</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;em&gt;Então, tomaram a túnica de José e mataram o cabrito e tingiram a túnica no sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enviaram a túnica de várias cores e fizeram levá-la a seu pai e disseram : Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conheceu-a e disse : É a túnica de meu filho; uma besta fera o comeu, certamente foi despedaçado José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Jacob rasgou os seus vestidos e pôs saco sobre os seus lombos e lamentou seu filho muitos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas para o consolarem; recusou, porém, ser consolado e disse : Na verdade, com choro hei-de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;(Génesis 37:31-35)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui temos a história de uma falsa evidência. É, no entanto, uma história com todas as possibilidades de passar por verdadeira. Tanto assim que Jacob acreditou piamente nela. Ironias da vida : Jacob, que tantas vezes enganara os seu parentes, é agora vítima de um engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para entendermos esta história, é necessário relembrarmos alguns factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os seus filhos, aquele por quem Jacob nutria mais amor de dedicação era, sem dúvida, José, filho que a sua bem amada Raquel lhe dera. Por isso, não admira que Jacob o protegesse e, inclusive, lhe desse prendas especiais, como a túnica de várias cores &lt;strong&gt;(Génesis 37:3). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os irmãos sentiam-se rejeitados e, despeitados, passaram a não ter grande consideração por José. As coisas agravaram-se ainda mais quando José teve sonhos em que via os irmãos a curvarem-se perante ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação chegou a tal ponto que, em determinada altura, decidiram desfazer-se do mancebo. Para tanto, venderam-no como escravo a uma caravana de Ismaelitas que se dirigiam para o Egipto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinham de justificar perante o pai o desaparecimento de José. E foi então que arquitectaram todo este plano: matando um cabrito, tingiram com o seu sangue a túnica de muitas cores, oferta de Jacob a José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentando-a ao pai, dizendo que a haviam encontrado assim no campo, levaram-no a acreditar que José havia sido morto e despedaçado por uma fera e que o sangue que tingia a túnica era sangue de José.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, perante tal evidência era difícil não acreditar que José fora morto por uma fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui temos Jacob, crendo numa falsa evidência, hipotecando toda a sua existência à convicção de um engano. Tantos anos desperdiçados com amargura e com tristeza. Quantos dias, meses e anos de choro pelo filho perdido e supostamente morto. Porque uma túnica tingida de sangue o levava a crer que o filho morrera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, Jacob acreditou naquilo que quis acreditar. Jacob condicionou toda a sua vida à interpretação de uma evidência. Ele não se baseava na realidade mas apenas numa evidência, numa sombra, numa falsa evidência, afinal. E preparou-se para viver o resto dos seus dias condicionado pela evidência que para ele era a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Jacob, muitos hipotecam a sua vida e o seu futuro a evidências que lhes são colocadas à sua frente. Como Jacob, muitos tomam as evidências pela realidade, sem cuidarem de saber o que essa evidência realmente esconde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Jacob, muitos preparam-se para viver a sua vida sob a sombra de uma falsa evidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sejamos tão rápidos a condenar tais pessoas nem a sacudir a cabeça, reprovando a sua decisão e a sua conduta. É que nem sempre é fácil verificar e comprovar se uma evidência é falsa ou não, se uma evidência esconde uma realidade ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um de nós não está livre de cometer o mesmo erro. Mas como Cristãos, temos a possibilidade de não nos deixarmos enganar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes na nossa vida não temos ido atrás daquilo que nos parece tão evidente, que não levantamos dúvidas quanto à sua verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção, meus irmãos, que a nossa vida não pode nem deve ser hipotecada a falsas evidências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas falsas evidências são as circunstâncias que nos rodeiam. E deixamo-nos dominar pelas circunstâncias e permitimos que elas governem e condicionem a nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, meus irmãos e irmãs, Deus está nas nossas circunstâncias. Ele não prometeu nem garantiu que modificaria as nossas circunstâncias. Jesus disse: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"No mundo tereis aflições". &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Aí estão as circunstâncias. Ele disse que passaríamos por elas. Não disse que a vida cristã seria uma vida sem problemas. Mas garantiu-nos que estaria sempre connosco. Garantiu-nos que fossem quais fossem as circunstâncias, as dificuldades, nunca estaríamos sós. Garantiu-nos que face a um problema, face a qualquer situação, teríamos os meios suficientes e necessários para a ultrapassar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, os desafios que nos surgem à frente são por nós encarados como uma falsa evidência e quando eles surgem, só vemos que o sangue na túnica é o sangue das nossas esperanças mortas e preparamo-nos para cingir os nossos lombos com saco e levar uma vida de derrota e de tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a Palavra de Deus que os nossos lombos devem estar cingidos com o cinto da verdade, não com a lamúria da tristeza e do desânimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhamos para nós, para o nosso pequeno grupo e vemos apenas homens e mulheres sem grandes possibilidades. Mas essa é uma falsa evidência. Quem temos à nossa frente não é um grupo de esfarrapados, não é um bando de mercenários, não é um conjunto sem valor. Quem temos à nossa frente é a vanguarda do poderosíssimo exército do Senhor que caminha triunfante para a vitória das batalhas do Deus Altíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença está entre aceitarmos uma falsa evidência ou preferirmos viver pela fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com &lt;strong&gt;Romanos 4:17,&lt;/strong&gt; Deus chama as coisas que não são como se já fossem. Essa é a linguagem da fé: as coisas que não vemos mas que existem porque estão no plano do Senhor, são para serem apreciados por nos e para serem confessadas por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento, não vemos esta casa cheia. Mas é da vontade de Deus que ela se encha. Então, vamos confessar essa verdade e aceitá-la pela fé, ainda que não estejamos a ver a casa cheia. Vamos viver essa verdade. Vamos apreciá-la e senti-la tão real como se a estivéssemos a ver agora mesmo. Ainda não chegámos lá, mas lá chegaremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À nossa frente, só temos dois caminhos: ou vivemos uma vida de fé, baseados e cimentados nas promessas e na Palavra de Deus, o que nos permite manter vivas todas as esperanças vividas em amor ou vivemos uma vida fundamentada em falsas evidências, na base das circunstâncias e só nos resta hipotecar afinal toda a vida, este dom sublime que Deus nos deu para ser apreciado e vivido com a Sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não olhemos para as circunstâncias nem nos deixemos dominar por elas. Deus está connosco. E se está connosco, está mesmo connosco. Com Ele, não tenhamos medo nem receio de viver os Seus sonhos, as Suas loucuras, de embarcar nos Seus planos, porque Ele tem a resposta e a solução para as perguntas a que não sabemos porventura responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olharmos para as circunstâncias que nos atemorizam, temos a tendência de as medir com as medidas humanas e de encontrar para elas uma solução meramente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o crente não funciona assim: a nossa medida é a medida da fé. A fé chama à existência as coisas que ainda não existem. Porque só a fé pode manter vivas todas as esperanças em amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dificuldade que Deus não possa suprir. Não há problema para o qual a fé não encontre solução. O crente não se deixa ir atrás de falsas evidências mas, perante um desafio que o ultrapassa, dobra os joelhos e busca a direcção de Deus, deixando assim com essa atitude, que o problema deixe de nos ver a nós, para ter de enfrentar o Espírito Santo de Deus. E quando tal acontece, há vitória.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-5007985052873562085?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/5007985052873562085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=5007985052873562085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5007985052873562085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5007985052873562085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/as-falsas-evidencias.html' title='As Falsas Evidências'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-5344351057578727990</id><published>2011-06-22T10:15:00.001+01:00</published><updated>2011-06-22T10:15:00.701+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A Reforma</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Num artigo desta natureza ― que considero não tanto de divulgação mas de efeméride ― não é possível primar pela análise exaustiva das causas e das consequências da Reforma. Isso forçosamente tornaria o artigo demasiado extenso o que, por consequência, iria afectar não só a paciência do leitor como também a própria revista &lt;em&gt;Bara&lt;/em&gt;. Assim, não vou falar de muitos pormenores mas apenas relembrar o essencial. Talvez num futuro próximo surja um estudo mais pormenorizado do tema e aí, sim, se exigirá um maior rigor. Relembremos, então, o que foram e o que provocaram esses anos iniciais do século XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia 31 de Outubro é considerado o Dia da Reforma por ter sido a 31 de Outubro de 1517 que Martinho Lutero colocou à porta da igreja de Wittenberg, onde era doutor de Teologia, 95 teses em que atacava não só as indulgências cuja venda era feita por Tetzel, enviado do bispo de Mogúncia, mas também o sistema religioso da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a venda das indulgências (em que se garantia o perdão dos pecados a quem as comprasse), o Papa pretendia realizar dinheiro para a construção da igreja de S. Pedro em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lutero, que já não se encontrava muito firme na sua fé católica, por verificar que a Igreja não se pautava pelos ensinos bíblicos e por ela falhar em lhe responder aos seus anseios e inquietações espirituais, aquilo foi a gota que fez transbordar o cálice. E num gesto próprio do seu temperamento impulsivo, abre a polémica com o anúncio público das 95 teses já referidas, talvez sem antever as consequências futuras nem se dar conta de que a sua rebelião não iria ser sufocada. O certo é que esse gesto tornou-se histórico e é nesta data que podemos colocar a fractura do bloco monolítico da Igreja Ocidental em dois. Havia nascido a Reforma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Reforma ter-se-ia dado mais tarde ou mais cedo, mesmo sem Lutero. E dar-se-ia porque estavam criadas todas as condições para o espoletar da crise que todos sentiam latente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente a Lutero houve tentativas de reformar a Igreja. Tentativas levadas a cabo dentro do próprio sistema e tentativas que provocaram movimentos autónomos em relação a Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S. Francisco de Assis (1181-1226) que deu origem à Ordem dos Franciscanos ou Frades Menores, fez voto de pobreza e entregou-se ao serviço dos desafortunados e à imitação de Cristo. Durante os séculos XII e XIV, os Franciscanos denunciaram, através do seu exemplo, a decadência espiritual da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda nos séculos XII e XIII, temos o movimento dos Cátaros (ou Puros), conhecidos em França por Albigenses, que apelavam a uma santidade mais intensa e a uma fraternidade universal de todos os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Itália, também no século XII, os Valdenses rebelam-se, atacando a riqueza e o luxo do clero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Inglaterra, Wycliffe (1323-1384) traduz a Bíblia para Inglês, ataca o Papa e denuncia o sistema cristão então vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Boémia, João Huss (1373-1415), influenciado por Wycliffe, prega o retorno à simplicidade evangélica da primitiva igreja de Actos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estes movimentos de rebelião contra a doutrina e autoridade da Igreja provocam uma erosão desgastante do sistema. E consoante os casos, a Igreja vai reagindo. Ou tentando absorver os movimentos, como no caso dos Franciscanos ou eliminando à força, como no caso dos Albigenses, contra quem levantou a Inquisição, entregue aos cuidados dos Dominicanos e como no caso de João Huss, a quem condenou à fogueira. Ou então, vingando-se &lt;em&gt;a posteriori&lt;/em&gt; em Wycliffe cujos ossos, em 1428, mandou exumar e queimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutero tinha atrás de si não só estes movimentos semiabortados que, no fundo, eram o reflexo e o porta-voz dos anseios do povo que reclamava uma reforma da Igreja, que se deixara corromper e se afastara das normas bíblicas, mas também um nacionalismo não sufocado dos príncipes alemães e demais reis europeus que há muito vinham lutando contra a influência e interferência do Papado nos seus negócios de Estado. A tais soberanos, a luta de Lutero não podia deixar de interessar e de ser apoiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este respeito, tenha-se em conta a degradação e o desgaste sofrido pelo Papado com o Cativeiro de Avinhão (1309-1377) e o Grande Cisma do Ocidente (1378-1414) que termina com o Concílio de Constança, que elege o papa Martinho V. Então, era já demasiado tarde para a Igreja recuperar o seu prestígio. A partir de agora, é tudo uma questão de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que ter ainda em conta dois elementos mais na preparação do eclodir da Reforma e que a ela não são estranhos. Refiro-me à Renascença e à imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, numa análise fugidia, pode dizer-se que estes dois elementos são a chave que explica o não abortar da Reforma. Com efeito, a Renascença e a imprensa como uma revolução cultural e mental e como uma bomba de detonador retardado contribuem decisivamente para que o gesto de Lutero não tenha o mesmo destino das revoltas-reformas que o antecederam ― a sua integração ou o seu desarticulamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa, que podemos datar de 1450, importa para e Reforma por dois motivos: primeiro, porque pela facilidade e velocidade de impressão de livros, as obras literárias passam a ter uma maior circulação e a ser mais acessíveis, o que origina a popularização da cultura e o alargamento do universo mental das populações, o que prepara o terreno para a divulgação das ideias reformistas (e não só); segundo, porque Lutero aperceber-se das conquistas e do valor da imprensa quanto à divulgação do seu pensamento. Disso dá provas ao traduzir a Bíblia para a língua do povo que é impressa e distribuída logo de seguida e ao escrever uma série de obras que têm o mesmo destino que a Bíblia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Renascença, por seu lado, ao ressuscitar o ideal greco-romano solapa o pedestal de autoridade do Papado em pelo menos dois níveis: primeiro, porque ao fazer do Homem o centro do universo, defende intransigentemente a liberdade individual e destrona o primado de uma teocracia podre; segundo, porque ao divulgar a língua grega e o seu estudo, leva a que os homens se interessem por ler o Novo Testamento no original, desvendando tesouros até então escondidos e que irão explodir sob os pés debilitados do Papado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutero não estava só na sua luta ― tinha o terreno preparado e soube aproveitar e aproveitar-se não só das armas ao seu alcance mas também do poder que elas lhe facultavam. E aí está a força, o segredo e o mérito de Lutero. À sua semelhança, vivemos tempos que se equiparam ao tempo em que viveu, pelo circunstancialismo que nos rodeia. E surge-nos terminar parafraseando o título de uma obra de Jean-Paul Sartre: &lt;em&gt;Os dados estão lançados&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(Publicado no nº 0 da revista &lt;em&gt;Bara,&lt;/em&gt; Jan-Mar.1979)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-5344351057578727990?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/5344351057578727990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=5344351057578727990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5344351057578727990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/5344351057578727990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/reforma.html' title='A Reforma'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-8369210916987779301</id><published>2011-06-21T10:09:00.000+01:00</published><updated>2011-06-21T10:09:00.333+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A Ecologia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Da diversa correspondência que diariamente recebemos, ressalta um assunto que, pela sua insistência, perturba e interessa um lote cada vez maior dos nossos ouvintes - trata-se dos problemas relacionados com a Ecologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, muitos dos nossos ouvintes se nos têm dirigido abordando este tema, expondo-nos as suas opiniões e preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode dizer-se que a Ecologia se tornou tema obrigatório de todas as conversas e toda a gente procura mostrar-se interessada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que nos podemos interrogar sobre os motivos deste interesse e envolvimento. Como em tudo, não é difícil prever que, para uns, é "chique" falar de ecologia, porque ela está na moda, para outros é um bom investimento porque é uma boa ocasião e tema para fazer negócio, para outros ainda, a Ecologia assume um aspecto folclórico, uma oportunidade para revelar talentos escondidos ou frustrados, enquanto para outros, a Ecologia funcionaria como um meio para atingir determinados fins, como um trampolim para alcançar certos objectivos ocultos a um olhar menos atento, como seja a promoção social e política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E poderíamos continuar a enumerar muitos outros motivos idênticos a estes que impelem as pessoas a interessar-se pela Ecologia. Não é difícil verificar que todos estes motivos nada têm a ver com a Ecologia, por serem egoístas e exploradores de uma certa ingenuidade e credulidade populares, dispostas a comprar tudo quanto é apregoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro também que iremos encontrar aqueles que se preocupam seriamente com a Ecologia e cuja motivação é elevada, honesta e sincera. Esses acabam por ser verdadeiros ecologistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas ecológicos e interesse pela Ecologia sempre houve. Em todos os tempos, vamos encontrar este tema abordado e sentido pelas diversas civilizações do nosso mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também é verdade que nunca como agora, este interesse atingiu uma audiência tão vasta e uma expansão tão universal. Diríamos sinal dos tempos modernos a alertar-nos para uma verdade bastas vezes esquecida: somos todos interdependentes uns dos outros, pelo que o que se passa com os nossos vizinhos não nos é tão estranho como muitos querem fazer crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, o que é a Ecologia? Em que consiste? Qual a sua importância? Quais as suas implicações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa definição é aquela que afirma ser a Ecologia a ciência que estuda as relações dos organismos com o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos então dizer que, num sentido lato, tudo quanto respeita ao meio em que os seres vivos estão integrados tem a ver com a Ecologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um nível popular, considera-se que um desastre ou atentado ecológico tem a ver apenas com as grandes feridas praticadas na Mãe Natureza. Isso não deixa de ser verdade mas foca e toca apenas uma parte da verdade, como mais adiante veremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vozes se têm levantado em defesa da Ecologia e muito se tem feito. Só que "cada cabeça sua sentença" e cada voz aponta uma orientação própria e distinta. Qual dessas orientações é de seguir? Como em quase tudo na vida, perante um problema, o difícil não é encontrar soluções mas a solução, a solução equilibrada e certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Cristãos, temos também uma palavra a dizer. Não porque os outros falam e então nós também falamos. Não! Os Cristãos têm uma palavra a dizer sobre a Ecologia, porque a Bíblia também se pronuncia sobre ela. Acreditando que a Bíblia é a Palavra de Deus, isto quer dizer que Deus Se preocupa com a Ecologia. E se Deus Se preocupa com a Ecologia, então nós também nos devemos preocupar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro de Génesis, o primeiro da Bíblia, diz que tudo quanto existe saiu das mãos de Deus, é criação Sua. E em determinada altura, escreve: E viu Deus tudo quanto tinha feito e eis que era muito bom. (Génesis 1:31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: toda a Criação era boa quando saiu das mãos de Deus. Trazia selo de qualidade. Ou seja: todas as relações e interdependências entre os diversos seres (vivos e não vivos) dentro da Criação eram perfeitas e estavam em correcta harmonia e equilíbrio. Ou seja: este mundo em que vivemos tem todas as condições para estar em perfeito equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade é que, olhando ao nosso redor, não é o que constatamos: verificamos que os atentados ecológicos provocados pelo Homem se sucedem uns atrás dos outros. Qual a razão, qual o motivo desse desequilíbrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bíblia uma vez mais dá a resposta. Diz a Bíblia que as relações do homem com a Natureza durante algum tempo foram excelentes. E porquê? Porque as relações que o Homem mantinha com Deus eram também excelentes. Em suma, o Homem estava em perfeito equilíbrio e harmonia com todo o seu meio ambiente: nas suas relações naturais, nas suas relações sociais, nas suas relações com Deus, nas suas relações com todas as forças visíveis e invisíveis com as quais era interdependente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, a partir do momento em que deixou de reconhecer a soberania de Deus e se submeteu a uma força estranha a essa harmonia, o Homem trouxe a desgraça a todos os níveis do seu relacionamento e o desequilíbrio verificou-se e os atentados ecológicos principiaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se também que na Lei de Moisés, há nítidas e visíveis preocupações de ordem ecológica se por ecologia entendermos tudo aquilo que diga respeito ao equilíbrio que deve existir na Criação. Na Lei de Moisés, por exemplo, vamos encontrar a obrigatoriedade de descansos periódicos para os homens, para os animais, para a Sociedade, para a terra. Uma das mais interessantes prescrições são as obrigações do Ano do Jubileu, todos os 50 anos: Santificareis o ano quinquagésimo e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores, ano de jubileu vos será: não semeareis nem segareis o que nele nascer de si mesmo. Ninguém oprima seu irmão. Mas terás temor do teu Deus. (Levítico 25:10-18). Sugerimos que leiam com atenção todo o capítulo 25 de Levítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos também considerar de carácter ecológico certas proibições da Lei de Moisés, no tocante, por exemplo, a certas comidas. É que, mal tratadas, certas comidas podem provocar desequilíbrios tremendos na saúde do indivíduo, com os consequentes reflexos em tudo quanto o rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes exemplos bastam-nos para verificarmos que a Bíblia defende o equilíbrio entre as forças e os elementos da Criação e que condena todo e qualquer ataque ecológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também afirma que a única maneira de reencontrar o equilíbrio é através do reconhecimento da soberania de Deus na nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se que nesta perspectiva, é essa a mensagem que encontramos no anúncio dos anjos aos pastores no dia de Natal: Glória a Deus, nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens. É necessário que o Homem esteja em paz com Deus, com a Criação, consigo próprio e com o seu semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo diz que os desastres ecológicos são um grande problema mas apenas parte de um problema maior. É que podemos, alfim, acabar com todos os atentados ecológicos e mesmo assim não resolver o maior de todos os problemas ecológicos, o desequilíbrio em que o Homem se encontra em relação a todas as forças e elementos intervenientes na Criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse equilíbrio só se alcança no momento em que o Homem passar a reconhecer a soberania de Deus sobre a Criação e passar a sujeitar-se às determinações de Deus para preservar esse equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;(Texto preparado para o programa radiofónico “Novas de Alegria” – década de 1970) &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-8369210916987779301?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/8369210916987779301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=8369210916987779301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8369210916987779301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8369210916987779301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/ecologia.html' title='A Ecologia'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-7406344555082552229</id><published>2011-06-20T10:00:00.001+01:00</published><updated>2011-06-20T10:00:07.643+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>fico</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;fico&lt;br /&gt;não sei porquê&lt;br /&gt;mas fico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até mim, chegam vozes mudas&lt;br /&gt;de um rocegar distante&lt;br /&gt;além, muito além,&lt;br /&gt;para além do voo&lt;br /&gt;da toutinegra&lt;br /&gt;negra&lt;br /&gt;negra&lt;br /&gt;esvoaçam fantasmas&lt;br /&gt;de cor dourada&lt;br /&gt;mas fico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a noite há muito&lt;br /&gt;chegou&lt;br /&gt;e no manto que ela usa&lt;br /&gt;- cobriu tudo&lt;br /&gt;nada deixou -&lt;br /&gt;vejo janelas&lt;br /&gt;e rasgões&lt;br /&gt;- outras portas&lt;br /&gt;de outros mundos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;talvez que seja sonho&lt;br /&gt;(devaneio ou realidade&lt;br /&gt;- quem o sabe?)&lt;br /&gt;de um patético sobressalto&lt;br /&gt;em redemoinhos&lt;br /&gt;de luz&lt;br /&gt;mas fico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero não sei&lt;br /&gt;o quê&lt;br /&gt;talvez num amanhã&lt;br /&gt;distante&lt;br /&gt;na branca nuvem da chuva&lt;br /&gt;venha a resposta&lt;br /&gt;que espero&lt;br /&gt;mas fico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;8. Julho.1971 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-7406344555082552229?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/7406344555082552229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=7406344555082552229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7406344555082552229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/7406344555082552229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/fico.html' title='fico'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-4965761777116210352</id><published>2011-06-18T10:38:00.000+01:00</published><updated>2011-06-18T10:38:00.530+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>infância</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Como vão longe os dias&lt;br /&gt;das correrias pelos prados&lt;br /&gt;longos e verdes&lt;br /&gt;dos jardins da minha infância!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, demando&lt;br /&gt;outros portos&lt;br /&gt;talhados na carne negra&lt;br /&gt;das noites da minha solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vão longe os tempos&lt;br /&gt;em que as nuvens&lt;br /&gt;eram comboios deslizando&lt;br /&gt;em trilhos imaginários&lt;br /&gt;para países distantes&lt;br /&gt;e encantados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, debato-me&lt;br /&gt;no revolver&lt;br /&gt;sereno e calmo&lt;br /&gt;agitado e possante&lt;br /&gt;da revolta íntima&lt;br /&gt;de linhas traçadas em espirais&lt;br /&gt;de sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vão longe os dias&lt;br /&gt;do esconde-esconde&lt;br /&gt;e da cabra cega&lt;br /&gt;e da vida que era filme&lt;br /&gt;rodado a cada esquina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobre-me a fronte&lt;br /&gt;dispersa&lt;br /&gt;a certeza&lt;br /&gt;da incerteza&lt;br /&gt;inculcada nos poros do sentir.&lt;br /&gt;Vivo o pano a cair&lt;br /&gt;no palco do espectáculo&lt;br /&gt;que segue em sessão contínua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Lisboa, 11.Agosto.1971 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-4965761777116210352?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/4965761777116210352/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=4965761777116210352' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/4965761777116210352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/4965761777116210352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/infancia.html' title='infância'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-42323958256434409</id><published>2011-06-17T10:19:00.001+01:00</published><updated>2011-06-17T10:19:00.195+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reflexão bíblica'/><title type='text'>Os Inimigos do Crente</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;em&gt;Porque não temos de lutar contra a carne e o sangue mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, tomai toda a armadura de Deus para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade e vestida a couraça da justiça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E calçados os pés na preparação do Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomai, também, o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito e vigiando nisto, com toda a perseverança e súplica por todos os santos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(&lt;strong&gt;Efésios 6:12-18&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em muitas passagens, nomeadamente nesta que acabámos de ler, a Escritura afirma que o crente enfrenta uma luta, uma batalha. Então, isso significa que o crente tem inimigos, que o crente tem adversários, porque não há luta sem um oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para já, o que significa cada uma destas palavras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Adversário&lt;/em&gt; vem da palavra latina &lt;strong&gt;&lt;em&gt;adversus&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que significa contrário, oposto. Então, o adversário é aquele que se nos opõe, é aquele que nos é contrário, é aquele que não está do nosso lado, é o oposto daquilo que somos, daquilo que queremos, daquilo por que lutamos. Mas &lt;em&gt;ADVERSUS &lt;/em&gt;também pode significar "voltado para a frente", "com a cara voltada para a frente", para conhecermos o nosso adversário, temos de lhe dar a cara, temos de o enfrentar, temos de lhe ver a cara, os contornos. Em hebraico, adversário diz-se &lt;strong&gt;HA SATAN&lt;/strong&gt;, de onde derivou &lt;strong&gt;Satanás &lt;/strong&gt;ou apenas &lt;em&gt;Satã&lt;/em&gt;, que é o nosso Adversário maior, aquele que se nos opõe em tudo e a tudo quanto nos deve caracterizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à palavra &lt;strong&gt;Inimigo&lt;/strong&gt;, significa &lt;em&gt;aquele que não é amigo, aquele que não nos tem amizade. &lt;/em&gt;Sendo a amizade um sentimento e uma atitude intimamente ligados ao amor, podemos dizer que um inimigo é alguém que não nos nutre amor, é alguém, que não está disposto a não nos ferir, que não está disposto a buscar os nossos interesses, ou a esperar algo de nós. Um inimigo é, pois, alguém em quem não podemos encontrar amor, alguém em quem 1 Coríntios 13, o capítulo do amor, não se aplica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas duas características ― aquele que nos é oposto e que não nos tem amor ― são importantes para sabermos aquilo de que estamos a falar ― quem são os inimigos do crente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, à partida, antes mesmo de sabermos concretamente quem são os nossos inimigos, podemos dizer que, independentemente da sua diversidade, os nossos adversários têm esta característica comum ― defendem e praticam o oposto daquilo que caracteriza a nova vida que temos em Cristo e não nutrem qualquer amor por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para falar da luta que nós, os crentes do Senhor, temos de travar, precisamos de saber, pelo menos, três coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Conhecer quem são os nossos inimigos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. &lt;/strong&gt;Saber em que terreno se trava a luta&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Saber com que armas os poderemos derrotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem são&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de conhecer quem são os nossos inimigos, porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de conhecer as suas características para que a nossa luta não seja em vão, para sabermos quem realmente é o nosso inimigo, para não desperdiçarmos inútil e vãmente a nossa força. Não nos esqueçamos que a nossa força vem do Senhor. Tudo o que temos vem do Senhor. Porque, para nos tornarmos filhos de Deus, tivemos de realizar uma transacção ― recebemos a adopção de filhos e entregámos-Lhe toda a nossa vida passada, presente e futura. Tudo agora pertence ao Senhor. Tudo aquilo a que chamamos nosso, na realidade são bens, são dádivas do Senhor que Ele colocou à nossa disposição, sobre as quais nos instituiu Seus mordomos. Somos despenseiros dos Seus bens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se a nossa força vem do Senhor, isso significa que ela é um dom, é uma dádiva de Deus que Ele coloca ao nosso dispor, à nossa guarda. Como Seus mordomos, temos a obrigação de zelar pelos bens do Senhor e de fazer um bom investimento desta riqueza que Ele entregou à nossa guarda, Então, temos de fazer não um bom uso mas o melhor uso deste bem precioso que Ele nos outorga ― a Sua força, temos de usar plena e sabiamente a força que Ele nos dá para levarmos de vencida os nossos adversários. Daí a necessidade de sabermos com quem lutamos para os enfrentarmos adequadamente. É que se não conhecermos bem os nossos adversários, não saberemos que força devemos usar para os levar de vencida. E não sabendo, estaremos a administrar de modo irresponsável os bens do Senhor ― estaremos a ser descuidados. A breve trecho esgotamo-nos, ficando cansados e não tarda muito derrotados e à mercê do Adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Onde Lutar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de saber em que terreno se trava a luta, porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a luta trava-se num terreno. Consoante as características do terreno, assim será diferente a estratégia a adoptar, diversa será a disposição e distribuição das forças e a utilização das armas. Em Aljubarrota, por exemplo, a vitória dos poucos Portugueses face às numerosas tropas castelhanas deveu-se, em parte ao conhecimento que os Portugueses tinham do terreno, o que lhes permitiu tirar o melhor proveito das suas características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma vez mais, estamos a lidar com uma questão de mordomia. Deus deu-nos discernimento e tempo, elementos indispensáveis para conhecermos as características do terreno onde a nossa luta se processa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de conhecer em que local combatemos os nossos adversários para aplicar a estratégia adequada no momento certo para derrotarmos o inimigo. Assim, não lhe daremos qualquer oportunidade e podemos estar certos de que ainda que haja uma desproporção de forças a favor do nosso adversário, ele não terá qualquer hipótese contra nós e só lhe restará bater em retirada e Deus será glorificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de saber que armas estão ao nosso dispor, com que armas podemos contar, porquê e para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sem armas e armas adequadas, não é possível vencer qualquer adversário. Precisamos de conhecer as armas que estão ao nosso dispor e quais as suas características e potencialidades, a fim de lhes darmos o uso adequado. Se não sei de que armas disponho, como posso atrever-me a enfrentar um adversário? Se não conheço as características das armas de que disponho, como posso atrever-me a utilizá-las? Não saberia o que fazer com elas nem como manejá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus equipou-nos com armas para as batalhas que temos de travar. E uma vez mais, funciona aqui a mordomia cristã. Se não queremos ser achados em falta por não administrarmos correctamente as armas que o Senhor colocou ao nosso dispor, então temos de as conhecer e de saber como se manejam. E não nos preocupe quer a estratégia em que nos dirija o Senhor, quer o tipo ou qualidade das armas que Ele coloque no nosso arsenal. A guerra é do Senhor. A vitória é também d'Ele. Rei dos Exércitos é o Seu nome. Não nos cabe a nós duvidar do poder do Seu armamento. A nós cabe-nos obedecer-Lhe e saber como manejar o Seu arsenal. Exemplo do que digo é o que nos vem de Gideão que, com apenas 300 homens e as armas com que Deus o armou, lavrou uma vitória que ainda hoje é recordada e que traz a marca do louvor ao Deus Eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, então, quais são os nosso inimigos, quais as armas que nos equipam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Características da nossa luta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para já, convém deixar bem claro que a nossa luta é espiritual, não é contra pessoas. O &lt;strong&gt;versículo 12 &lt;/strong&gt;não nos deixa margem para dúvidas: &lt;em&gt;Porque não temos de lutar contra a carne e o sangue, mas sim contra as hostes espirituais da maldade&lt;/em&gt;. A pessoa humana ― seja ela qual for ― deve merecer-nos o maior respeito. Toda a acção empreendida pela Igreja deve ser direccionada para as causas espirituais e deve ser encarada não como um ataque pessoal mas como a solução para uma situação espiritual. O nosso exemplo vem do Senhor que abomina o pecado mas ama o pecador e fará tudo o que estiver ao Seu alcance para o resgatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a nossa luta é espiritual, as armas de que dispomos são também espirituais. Nós mesmos temos de ter uma atitude espiritual, isto é, guiados pelo Espírito do Senhor. A nossa actuação deve ser marcada pelas características de um filho de Deus em quem está manifesta a presença do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a Escritura que as coisas espirituais se discernem espiritualmente. Nesta batalha do Senhor só sairá vencedor quem tiver este discernimento espiritual que nos vem de uma entrega pessoal ao Senhor e de uma comunhão comprometida com Ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se onde, de acordo com este texto, se trava a nossa luta ― nos lugares celestiais. É uma luta de espírito a espírito. É um medir de forças, uma espécie de braço de ferro entre o Espírito do Senhor e os Seus remidos de um lado e Satanás e as suas hostes espirituais da maldade do outro. Mas a Escritura diz que &lt;em&gt;fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Efésios 1:3&lt;/strong&gt;). Isto é, no local da batalha, já temos a presença, a bênção, a vitória de Cristo Jesus. A batalha já está ganha. Aleluia! E já está ganha porquê? Porque o Adversário que nos guerreia já está derrotado à partida. Ao morrer na cruz, Jesus cumpriu a primeira grande profecia referente ao Messias: &lt;em&gt;Da semente da mulher surgirá um que esmagará a cabeça da serpente&lt;/em&gt;. Jesus não somente calcou como esmagou a cabeça de Satanás. A Sua morte (a de Jesus) é a nossa vitória e a batalha já está ganha. Não temamos, então, entrar na luta onde mais o fogo acende. O Adversário ainda sacode, ainda fere, mas já está derrotado, porque são nossas todas as bênçãos no Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que diz a Escritura: no local da nossa luta ― nos lugares celestiais ― já temos a resposta para todos os nossos problemas. Mas note-se bem que essa vitória, de acordo com a Escritura, é ganha não na nossa força ou na nossa sabedoria mas escondidos e guardados em Cristo ―&lt;em&gt; nos lugares celestiais &lt;strong&gt;em Cristo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É um alerta que a Escritura nos lança ― não tenhamos ilusões de que só poderemos saborear e partilhar da vitória se estivermos em Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa &lt;em&gt;"estar em Cristo"?&lt;/em&gt; Significa que temos de estar submissos às orientações que Ele nos deixou, que temos de submeter a nossa vontade e a nossa vida ao Seu querer. É o que a Escritura diz em &lt;strong&gt;2 Coríntios 10:4-5:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;"Porque as armas da nossa milícia não são carnais mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas, destruindo os conselhos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Temos de levar cativo o entendimento à obediência de Cristo. Tudo quanto somos, tudo quanto temos, tudo quanto queremos, tudo quanto pensamos deve ser colocado aos pés de Cristo para que Ele faça conforme bem entende. O que quer dizer que não é a nossa vontade que deve prevalecer. Se pertencemos à Igreja do Senhor, ao Corpo de Cristo, então estamos submissos e dependentes da Cabeça que é Jesus, o Salvador. Nas guerras do Senhor, não há lugar para heroísmos individuais ou individualizantes, não há lugar para bandeiras particulares. A nossa bandeira é o Senhor Todo Poderoso. Jeová Nissi, Jeová Bandeira Nossa é o Seu nome. Aleluia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os Inimigos do Crente&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quais, então, os inimigos que temos de enfrentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os inimigos do crente são três. Apenas três, mas que magníficos adversários, que tremendos inimigos! São apenas três, mas são suficientes para nos mover uma guerra incessante, contínua, desgastante, de vida e de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses três inimigos são: a carne, o mundo e Satanás. Temos não só de os combater, de saber as suas características, como de os identificar para melhor os combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os combater, temos de saber qual o arsenal que Deus colocou à nossa disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, iremos ver quais são essas armas. Noutra sessão, apreciaremos cada um desses inimigos e qual a forma de os derrotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Armadura de Deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Este texto fala-nos da armadura de Deus que temos necessidade de vestir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma armadura é uma vestimenta militar, um conjunto de peças metálicas e não só que protegem o guerreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, então, uma armadura &lt;strong&gt;de Deus&lt;/strong&gt;, que o Senhor colocou à nossa disposição. Este não é um exército de mercenários, em que cada um leva o seu armamento e a sua preparação. Não! Este é o exército do Senhor que Ele alistou e equipou. Como Seus soldados, é Ele quem fornece o armamento. As armas são do Senhor, não são nossas. Ele equipou-nos com elas para lhes darmos o melhor uso. E uma vez mais, estamos a lidar com a mordomia do crente. E se são do Senhor, podemos ter a certeza de que vamos bem servidos, bem protegidos, temos a protecção do Senhor. Nada há a temer. Aleluia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A armadura tem uma dupla função: uma função defensiva e uma função ofensiva. Deus pensou em tudo. Ele não nos chamou, não nos alistou para nos transformar em carne para canhão. Se estamos numa luta, não podemos pensar apenas no ataque e descurar a defesa. Temos de possuir defesas e defesas resguardadas. Cuidar da defesa não é sinónimo de covardia. É sinal de sensatez, é preparar as condições para que o ataque seja confiante e a vitória não tarde. Cuidar dos sistemas defensivos não é renunciar à luta, ao ataque, não é sinónimo de guerra defensiva. A Igreja não tem de estar numa posição defensiva. A Igreja está sempre em marcha, movimentando-se para a vitória. Mas para este movimento de ataque, é necessário que a defesa esteja garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de tomar &lt;strong&gt;toda&lt;/strong&gt; a armadura de Deus. &lt;strong&gt;Toda,&lt;/strong&gt; não parte. Se queremos vencer, temos de estar devidamente equipados. Não sou eu quem o diz ― é a Palavra de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta armadura divina protege-nos. Melhor ainda: é esta armadura que nos proteger, que nos fornece a defesa e as armas ofensivas. Não saiamos à luta sem estarmos devidamente preparados, sem estarmos convenientemente equipados, sem estarmos divinamente protegidos, é o que diz este texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouso afirmar que quem não se prepara adequadamente não vai na força do Senhor: vai na sua força, vai na força da sua carne e está a comportar-se não como um soldado do Senhor, mas como um mercenário. E a breve trecho sai derrotado, trazendo desonra para si e para a Igreja do Senhor. Deus nos dê da Sua graça e do Seu entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta armadura, podemos distinguir 6 armas fundamentais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;1. O Capacete da Salvação&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A primeira arma é o &lt;strong&gt;capacete &lt;/strong&gt;da salvação: &lt;em&gt;"Tomai, também, o capacete da salvação"&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;v. 17&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;O capacete protege a cabeça, local onde se situa o cérebro, motor, afinal de todo o nosso corpo. A cabeça comanda o corpo. O centro das nossas decisões deve estar protegido, envolvido com a salvação do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso entendimento, a nossa inteligência, a nossa vontade devem estar cobertos pela salvação do Senhor. Quem nos protege não são as nossas boas razões ou intenções. Quem nos protege é a salvação de Deus. Tire o capacete e a sua cabeça fica descoberta, fica em perigo. Tire a salvação e perto estará do seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protejamos e rendamos a nossa vontade e intelecto ao Senhor e Ele cuidará de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2. A couraça da justiça&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A segunda arma é a couraça da justiça: &lt;em&gt;Tendo vestida a couraça da justiça&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;v. 14&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A couraça é aquela parte da armadura que protege o peito e o ventre. Assume uma função defensiva, já que serve de protecção. E protecção de uma parte importante do corpo ― o tórax, onde se situa o coração e os pulmões. O coração fala-nos do centro da vida, do centro da nossa personalidade, fala-nos do sangue, o elemento vital do corpo humano. O centro da nossa vida deve estar protegido pela couraça da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pulmões falam-nos do fôlego da vida que recebemos da parte de Deus. Estão associados ao sopro do Espírito Santo que como vento veemente e impetuoso desceu sobre os Apóstolos. A nossa ligação e comunhão com o Espírito Santo estão dependentes da protecção da couraça da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peito é um dos alvos preferidos de um ataque porque uma vez atingido é garantia de vitória de quem ataca. A couraça protege o peito, recebendo os golpes a ele dirigidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos da couraça da justiça de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que justiça é esta? Não é a justiça punitiva de Deus ― é a justiça justificadora do Senhor. Ou, por outras palavras, a couraça da justificação do Senhor. Temos de estar protegidos com a justificação de Deus que é a única garantia de o nosso coração e a nossa comunhão com o Espírito Santo ficarem devidamente resguardados. Por algum motivo Paulo advertia: &lt;em&gt;Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos protegidos pela justificação de Deus. Os nossos inimigos querem acusar-nos, querem destruir o nosso coração e a nossa comunhão com o Espírito Santo. Mas não temamos. Sabemos que não somos merecedores, mas não avançamos nos nossos méritos. Os nossos pecados estão perdoados. A justificação do Senhor protege-nos. Não deixemos que o pecado nos perturbe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;3. O cinto da verdade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A terceira arma é o &lt;strong&gt;cinto &lt;/strong&gt;da verdade:&lt;em&gt; Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A cintura é uma zona importante do nosso corpo não só pela função fisiológica como pelo simbolismo daí derivado. É pela cintura que o corpo humano se dobra, perdendo a sua posição vertical, característica do ser humano. É o ponto de convergência de um feixe de músculos de importância vital para o corpo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma zona de transição e de ligação entre os nossos membros de locomoção e o tórax. É uma zona de tremenda importância porque aí se encontram órgãos vitais do nosso corpo: os rins, o estômago, os intestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma zona de confluência da estrutura óssea, onde se entrecruzam ossos e ligamentos essenciais à sustentação e equilíbrio do nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na linguagem bíblica, é dos lombos que procede a vitalidade reprodutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste simbolismo bíblico, a Escritura não poderia ter usado melhor. Este local tão importante do nosso ser deve estar cingido com o cinto da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade deve sustentar o nosso interior, deve estar presente na base da nossa vitalidade, na base da nossa personalidade. A verdade deve sustentar a nossa estatura espiritual. E mesmo que tenhamos de nos vergar ao peso das exigências da vida, a verdade deve estar a aguentar-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cingidos os nossos lombos com a verdade. &lt;/em&gt;Apertados com a verdade, sustentados com a verdade, apoiados pela verdade. Não de qualquer modo, não em qualquer lado, mas a verdade presente e actuante na base do nosso equilíbrio de filhos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4. Sapatos da preparação do Evangelho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A quarta arma são os &lt;strong&gt;sapatos da prontidão &lt;/strong&gt;em anunciar as Boas Novas de paz: &lt;em&gt;E calçados os pés na preparação do Evangelho de paz.&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;v. 15&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés são aquilo que nos sustenta o caminhar, são aquilo que está em contacto com o chão, com o caminho, com o campo de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés precisam de estar protegidos para não se ferirem nem se magoarem. Quando nos movemos normal e naturalmente, os nossos pés são os primeiros a avançar, são como que a nossa guarda avançada, já que é a primeira porção de nós mesmos que entra no espaço que queremos ocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com que está protegido o nosso caminhar? Com o quê entram logo em contacto as pessoas a quem queremos ganhar? Qual a primeira impressão que os outros colhem de nós? Diz a Escritura que os nossos sapatos devem ser a prontidão em anunciar as Boas Novas da paz. Estamos em combate mas não vimos trazer guerra ao terreno conquistado. Ao terreno conquistado ao Adversário, vimos trazer boas notícias, vimos trazer a paz, vimos trazer a libertação. Não a servidão. O que deve ir à nossa frente deve ser o Evangelho da paz, não as más novas da discórdia e da infelicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenhamos receio de avançar e de pisar o terreno do adversário, não receemos avançar pelos domínios usurpados pelo adversário, não temamos o cansaço, porque o &lt;em&gt;Senhor sustenta os pés cansados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;5. O Escudo da Fé&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A quinta arma é o &lt;strong&gt;escudo da fé&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;v. 16&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se: tomando, sobretudo, o escudo da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos esquecer esta arma que é tanto defensiva como ofensiva. O escudo complementa a defesa dos órgãos vitais: a cabeça, o peito, as pernas. É uma peça móvel que nunca pode estar parada. Está sempre em movimento, em todas as direcções em que é necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também ao atacar, usamos o escudo como arma de choque. A fé é quem nos protege e é ela que pode apagar os ataques inflamados dos adversários que procuram penetrar nas nossas defesas. A fé nunca é estática, a fé funciona em todas as circunstâncias, em todos os momentos. É a fé que protege o nosso caminhar com Deus, é a fé que protege a nossa comunhão com o Espírito Santo, é a fé que protege a nossa vida de oração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a fé que protege o nosso trabalho para o Senhor. Não é a nossa inteligência nem a nossa vontade, mas a nossa fé no Senhor, na Sua Palavra, nas Suas promessas. Mas temos de estar dispostos a colocar ao seu serviço toda a nossa força, já que é a força do braço que movimenta o escudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;6. A Espada do Espírito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A sexta e última arma é a &lt;strong&gt;espada do Espírito&lt;/strong&gt;, que é a Palavra de Deus: &lt;em&gt;Tomai a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;v. 17&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as armas aqui analisadas, aquela que é ofensiva por excelência é esta ― é a espada. A espada ataca e fere. A luta é do Senhor. As armas d'Ele chegam e sobram. Basta que usemos a espada do Espírito, a Palavra de Deus, que &lt;em&gt;é viva e eficaz e mais penetrante que espada alguma de dois gumes e penetra até à divisão da alma e do espírito e das juntas e medulas e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Hebreus 4:12&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para ela surtir efeito, é preciso saber manejá-la, que o mesmo é dizer é preciso conhecê-la. Para surtir efeito, é preciso ter destreza e força, que o mesmo é dizer que precisamos do poder do Espírito Santo que é quem convence do pecado, da justiça e do juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arma que pode efectiva e eficazmente derrotar os nossos adversários não é outra senão a Palavra do Senhor que é a espada que o Espírito utiliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheçamos a Sua Palavra, entreguemo-nos a ela e deixemo-nos guiar por ela, que nela está a garantia da vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não uses os teus argumentos, não uses argumentos humanos. Usa a Palavra. Prega a Palavra. Vive a Palavra. Ela faz aquilo que lhe apraz e para que foi enviada. Porque Deus vela pela Sua Palavra para a fazer cumprir. A Deus toda a glória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-42323958256434409?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/42323958256434409/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=42323958256434409' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/42323958256434409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/42323958256434409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/os-inimigos-do-crente.html' title='Os Inimigos do Crente'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-3166173949515487404</id><published>2011-06-16T10:47:00.002+01:00</published><updated>2011-06-16T10:47:00.581+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>não foi o mar</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Não foi o mar&lt;br /&gt;que submergiu o meu batel,&lt;br /&gt;desmantelado,&lt;br /&gt;que as ondas jogaram na praia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o Sol&lt;br /&gt;que causticou a minha pele,&lt;br /&gt;queimada e gretada&lt;br /&gt;num labor inconsequente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o fogo&lt;br /&gt;que queimou os meus cabelos&lt;br /&gt;chamuscados num olhar de desespero;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi a luz fulgurante&lt;br /&gt;do dia radioso&lt;br /&gt;que cegou meus olhos doentios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi a invernia dolorosa&lt;br /&gt;e prolongada&lt;br /&gt;que vergou a minha vontade&lt;br /&gt;abatida aos anos de tentativas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o tempo melancólico&lt;br /&gt;que encheu de pátina&lt;br /&gt;a pedra das minhas esculturas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o frio&lt;br /&gt;que encarquilhou as minhas mãos&lt;br /&gt;insensíveis ao calor do Estio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o clamor&lt;br /&gt;das turbas&lt;br /&gt;que embotou o fio dos meus pensamentos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem foi tão pouco&lt;br /&gt;o grito rouco da multidão&lt;br /&gt;que destruiu a sensibilidade&lt;br /&gt;e o desejo de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;― Foi esta ânsia&lt;br /&gt;de querer contar&lt;br /&gt;as dores&lt;br /&gt;nunca contadas&lt;br /&gt;― foi a acidez&lt;br /&gt;dos tempos inconsequentes&lt;br /&gt;afogada na lama do improviso&lt;br /&gt;― foi o desespero&lt;br /&gt;do rumo perdido&lt;br /&gt;em galés de sonho e ansiedade&lt;br /&gt;― foi a estria da amargura&lt;br /&gt;decalcada da miragem&lt;br /&gt;com rosto de verdade&lt;br /&gt;e dentes que deixam&lt;br /&gt;marcas de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;30.Junho.1971 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-3166173949515487404?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/3166173949515487404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=3166173949515487404' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3166173949515487404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3166173949515487404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/nao-foi-o-mar.html' title='não foi o mar'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-4065164877416486279</id><published>2011-06-15T10:43:00.000+01:00</published><updated>2011-06-15T10:43:00.909+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>é de noite</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;é de noite&lt;br /&gt;no seu encantamento&lt;br /&gt;e sorriso&lt;br /&gt;que te vejo de mansinho&lt;br /&gt;a acenar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é de noite&lt;br /&gt;na sua magia&lt;br /&gt;de cor&lt;br /&gt;e de luz&lt;br /&gt;que o teu sorriso me prende&lt;br /&gt;e me perco na contemplação&lt;br /&gt;da estrela que passa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas é de noite&lt;br /&gt;também&lt;br /&gt;que os fantasmas me acorrem:&lt;br /&gt;eu a sonhar que não vinhas&lt;br /&gt;tu, acenando-me ao longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Lisboa, 9.Julho.1971&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-4065164877416486279?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/4065164877416486279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=4065164877416486279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/4065164877416486279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/4065164877416486279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/e-de-noite.html' title='é de noite'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-8132915421292584086</id><published>2011-06-14T10:06:00.001+01:00</published><updated>2011-06-14T11:28:41.569+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>na marginal</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:comic Sans MS;"&gt;na marginal&lt;br /&gt;tem gente que sonha&lt;br /&gt;e se perde na sombra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na marginal&lt;br /&gt;os anseios voam como gaivotas&lt;br /&gt;e o dia nasce sem nuvens sem sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na marginal&lt;br /&gt;a tarde desfaz-se nas águas&lt;br /&gt;e o mar re-volta-se ao longe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na marginal&lt;br /&gt;os réus transformam-se em algozes&lt;br /&gt;de patíbulos sem alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na marginal&lt;br /&gt;o barco varou na praia&lt;br /&gt;o bojo aberto em manhãs de desespero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na marginal&lt;br /&gt;há anjos que voam&lt;br /&gt;de asas caídas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e no cais das despedidas&lt;br /&gt;perdido o leme da desesperança&lt;br /&gt;o veleiro dos sonhos acena num sorriso sem nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;S.A.C., 13.Junho.2011&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-8132915421292584086?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/8132915421292584086/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=8132915421292584086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8132915421292584086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/8132915421292584086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/na-marginal.html' title='na marginal'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-943476115845692530</id><published>2011-06-13T10:35:00.000+01:00</published><updated>2011-06-13T10:35:00.527+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>não</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans Ms;"&gt;Não!&lt;br /&gt;Que trago dentro das veias&lt;br /&gt;revoltadas&lt;br /&gt;os ecos surdos&lt;br /&gt;de vozes quedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;Que trago dentro de mim&lt;br /&gt;contorcidos&lt;br /&gt;miles de anos&lt;br /&gt;de cólera incontida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ouço&lt;br /&gt;no murmúrio de cores&lt;br /&gt;na dança do vento&lt;br /&gt;no reflorir&lt;br /&gt;do cajado de pedra&lt;br /&gt;de um novo Moisés&lt;br /&gt;um suspiro de angústia&lt;br /&gt;(num grito de clemência)&lt;br /&gt;da imagem&lt;br /&gt;tosca&lt;br /&gt;e difusa&lt;br /&gt;de alguém que já passou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Campo Grande, 11.Janeiro.1971 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-943476115845692530?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/943476115845692530/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=943476115845692530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/943476115845692530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/943476115845692530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/nao.html' title='não'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-2699847000883939753</id><published>2011-06-12T10:32:00.000+01:00</published><updated>2011-06-12T10:32:00.331+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>aqui</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;E aqui,&lt;br /&gt;longe,&lt;br /&gt;distante&lt;br /&gt;de tudo quanto me cerca&lt;br /&gt;eis-me perdido&lt;br /&gt;nos sonhos&lt;br /&gt;do meu devaneio disperso&lt;br /&gt;do universo tremeluzente&lt;br /&gt;onde luzes jazem&lt;br /&gt;esparsas&lt;br /&gt;na esteira da amplidão&lt;br /&gt;sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no alvor do dia&lt;br /&gt;que não nasceu&lt;br /&gt;caminha pela senda&lt;br /&gt;do meu devaneio ingente&lt;br /&gt;do meu eu tão pequenino&lt;br /&gt;e, quando chegares&lt;br /&gt;ao términus da carreira,&lt;br /&gt;sorri-me&lt;br /&gt;e diz que achaste&lt;br /&gt;a chave perdida&lt;br /&gt;do meu&lt;br /&gt;Santo Graal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Santarém, 15.Agosto.1967 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-2699847000883939753?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/2699847000883939753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=2699847000883939753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/2699847000883939753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/2699847000883939753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/aqui.html' title='aqui'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-3947473199817381566</id><published>2011-06-11T10:57:00.001+01:00</published><updated>2011-06-11T12:20:42.088+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>nas estrelas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans Ms;"&gt;Nas estrelas,&lt;br /&gt;o som de uma criança,&lt;br /&gt;o brilho de uma espada&lt;br /&gt;mais forte o impulso de as seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei de do oriente&lt;br /&gt;talvez do ocidente o norte se encontre&lt;br /&gt;na coberta calada da noite&lt;br /&gt;o grito se escoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a mãe que chora lamento cruzado&lt;br /&gt;no palácio menor o ditador adormece.&lt;br /&gt;O reino prossegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;SAC, 07.Junho.2011 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-3947473199817381566?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/3947473199817381566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=3947473199817381566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3947473199817381566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3947473199817381566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/nas-estrelas.html' title='nas estrelas'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6368710694516844075</id><published>2011-06-10T10:27:00.001+01:00</published><updated>2011-06-10T10:27:00.319+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>capacho</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans ms;"&gt;Vi-te, capacho,&lt;br /&gt;no outro dia,&lt;br /&gt;caído de borco&lt;br /&gt;estendido&lt;br /&gt;à beira do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fiapas vermelhas e brancas&lt;br /&gt;teu seio outrora espesso&lt;br /&gt;esvazia-se e ressente-se&lt;br /&gt;no lento correr dos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lado&lt;br /&gt;à sorte, ao acaso,&lt;br /&gt;mãos dadas&lt;br /&gt;com os detritos,&lt;br /&gt;vais sorrindo de castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois fios de nylon&lt;br /&gt;ornam teus lados, capacho.&lt;br /&gt;graciosamente dispostos&lt;br /&gt;numa magia de cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tu, capacho,&lt;br /&gt;olhando de onde se sente&lt;br /&gt;que nada é maior do que outrem&lt;br /&gt;(todos pisam de igual)&lt;br /&gt;vais sorrindo&lt;br /&gt;de castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas cascas de laranja&lt;br /&gt;- há muito já que não servem -&lt;br /&gt;sofrem contigo a sorte&lt;br /&gt;do solo terem beijado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tu, capacho,&lt;br /&gt;não de hoje&lt;br /&gt;mas de sempre,&lt;br /&gt;com o solo aqui dormindo&lt;br /&gt;vivendo ali com o solo&lt;br /&gt;vais sorrindo&lt;br /&gt;de castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros companheiros mil&lt;br /&gt;podem contigo jazer&lt;br /&gt;mas sentir como tu, capacho,&lt;br /&gt;um sorriso de castigo&lt;br /&gt;não é de todos a sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;capacho&lt;br /&gt;capacho...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;capacho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava um dia para o capacho que dava passagem para a casa de banho de chez mes parents e associei-o ao facto de as pessoas, quando amachucadas por outrem, serem apodadas de capacho. Ligação à humildade, em tentativa de sinónimo. E pensei : todos te pisam, todos falam das pessoas como capacho mas ninguém te liga nem ninguém se lembra de falar mesmo de ti (só para te comprar quando novo), muito menos ter uma atitude tão carinhosa como uma atitude poética. E fiz-lhe a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há algum de vós que já olhou para o capacho da vossa casa e lhe fez uma carícia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já agora, quantas poesias há, feitas em honra dos capachos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6368710694516844075?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6368710694516844075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6368710694516844075' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6368710694516844075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6368710694516844075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/capacho.html' title='capacho'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-2822693323309185791</id><published>2011-06-09T10:15:00.000+01:00</published><updated>2011-06-09T10:15:00.844+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>cata-vento</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;No outro dia sonhei&lt;br /&gt;- calculem,&lt;br /&gt;coisa patusca -&lt;br /&gt;que ao sopro das andorinhas&lt;br /&gt;o cata-vento&lt;br /&gt;palrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um cata-vento velho&lt;br /&gt;novo de dias&lt;br /&gt;no bairro.&lt;br /&gt;Tinha o bico enferrujado&lt;br /&gt;as patas, que mal se viam,&lt;br /&gt;teimavam sempre pró Norte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bem o via&lt;br /&gt;cismando.&lt;br /&gt;Abanava com a cabeça,&lt;br /&gt;saracoteava-se de lado,&lt;br /&gt;resmungava bem zangado&lt;br /&gt;mas, volta não volta&lt;br /&gt;- ai das patas:&lt;br /&gt;levavam-no sempre pró Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bairro&lt;br /&gt;era um bairro chique&lt;br /&gt;grande entre os grandes&lt;br /&gt;(no fundo era pequenino)&lt;br /&gt;mas o passado tem força&lt;br /&gt;e o passado dizia&lt;br /&gt;que ele tinha um grande passado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá bonito, o bairro era&lt;br /&gt;plantas, árvores, jardins,&lt;br /&gt;água sem conta corria&lt;br /&gt;(pois então?&lt;br /&gt;- ali juntinho do mar!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, por mim, fico na minha:&lt;br /&gt;grande, grande,&lt;br /&gt;bem isso não digo&lt;br /&gt;mas sei que para a grandeza&lt;br /&gt;fazia falta&lt;br /&gt;um cata-vento&lt;br /&gt;mesmo velho ou a cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele chegou&lt;br /&gt;- oh que festa!&lt;br /&gt;Finalmente o bairro é grande!&lt;br /&gt;Mas depois, bem, depois,&lt;br /&gt;a novidade passou,&lt;br /&gt;outros ventos cá sopraram&lt;br /&gt;e o coitado do cata-vento&lt;br /&gt;ninguém para ele apontava.&lt;br /&gt;Sim, porque falar, isso falavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitado do cata-vento!&lt;br /&gt;No fundo, era de sentir pena:&lt;br /&gt;- lá no topo,&lt;br /&gt;bem no topo.&lt;br /&gt;Era Sol, era chuva, era vento&lt;br /&gt;tudo apanhando pela frente&lt;br /&gt;(pois era pelo bem do bairro)&lt;br /&gt;Mas coitado do cata-vento:&lt;br /&gt;as patas,&lt;br /&gt;as patas, senhores,&lt;br /&gt;levavam-no sempre pró Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi então que eu sonhei.&lt;br /&gt;O pobre do cata-vento&lt;br /&gt;lá no topo,&lt;br /&gt;ao Sol,&lt;br /&gt;por amor do bairro,&lt;br /&gt;ao passar das andorinhas&lt;br /&gt;abriu e boca e palrou&lt;br /&gt;mas as patas&lt;br /&gt;- oh, as patas!&lt;br /&gt;ainda o levavam pró Norte!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-2822693323309185791?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/2822693323309185791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=2822693323309185791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/2822693323309185791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/2822693323309185791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/cata-vento.html' title='cata-vento'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6981472262189304740</id><published>2011-06-08T10:35:00.003+01:00</published><updated>2011-06-08T10:35:00.194+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title type='text'>O Conceito de Fé em Lutero</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sola Fide, Sola Gratia, Sola Scriptura&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é a consagrada expressão que procura sintetizar o pensamento de Lutero ou, pelo menos, a motivação da sua acção no despoletar da Reforma quinhentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A uma análise mais atenta e em pormenor, verifica-se que esta expressão tem um elemento redutor, funcionando como denominador comum, funcionando como a base em que se fundamenta todo o edifício reformador e, por conseguinte e arrastamento, toda a elaboração do pensamento e das motivações religiosas de Lutero. Esse elemento é o primeiro membro da proposição - &lt;strong&gt;sola fide&lt;/strong&gt;. Com efeito, no pensamento de Lutero, não se entende a&lt;strong&gt; gratia Dei&lt;/strong&gt; sem a&lt;strong&gt; fides&lt;/strong&gt; nem a &lt;strong&gt;Scriptura&lt;/strong&gt; nos surge como &lt;strong&gt;Scriptura&lt;/strong&gt; com a ausência da &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt;. A &lt;strong&gt;Scriptura&lt;/strong&gt;, como tal, só se realiza no Homem acompanhada e intercalada com a &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt;. A &lt;strong&gt;Scriptura&lt;/strong&gt;, como outro dom de Deus, só se assume nos seus contornos e conteúdo se a &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt;, assumida ela também como dom de Deus, estiver sustentando a abertura do Homem à voz da revelação e da Palavra divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrossim, a &lt;strong&gt;gratia &lt;/strong&gt;- indispensável à sobrevivência espiritual do Homem na sua relação com Deus - ainda que só entendida plenamente à luz da Escritura, deixa de ser &lt;strong&gt;gratia&lt;/strong&gt; se ela não estiver e não for veiculada pela fé, deixa de ter sentido, deixa de ser apreendida e de produzir efeito, se a &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt; não estiver presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt; funciona assim como a chave descodificadora dos enigmas da &lt;strong&gt;Scriptura&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;gratia&lt;/strong&gt;. É a &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt; que nos permite saber situar-nos no mundo e na vida, é a &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt; que, ao permitir ao Homem situar-se perante Deus lhe permite também situar-se em relação a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posta a questão nestes termos, fácil é entender que todo o sistema religioso de Lutero, toda a teologia luterana deixa de fazer sentido sem a compreensão do que é a &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt; para o Reformador, pois toda a sua teologia gira em torno do conceito de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é, então, a &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt;, qual o seu conteúdo e alcance? Quando surgiu em Lutero, elaborado, este conceito de &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt;? Qual o percurso sofrido pelo Reformador para atingir a sua ideia de &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente, associa-se a pregação das indulgências pelo Dominicano Tetzel ao grande gesto de Lutero de afixar as históricas 95 teses nos portões da igreja de Wittenberg. Noventa e cinco teses essas que traduzem e denunciam o percurso fideísta de Lutero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora gestos contemporâneos, julgamos ser um juízo apressado afirmar que a pregação das indulgências é a causa da afixação das teses. Daí pensarmos serem necessárias algumas rectificações a tal pressuposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste passo da exposição, sigamos o raciocínio de Lucien Febvre e recordemos os factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a idade de 24 anos, a 30 de Agosto de 1513, Alberto de Brandeburgo é eleito Arcebispo de Magdeburgo, tendo sido proposto, a 9 de Setembro desse mesmo ano, para administrador da diocese pelo cabido de Halberstadt, ou seja, para assumir também o bispado de Halberstadt. Não nos admire nem a idade nem a sobreposição de funções e cargos. Na época, tal situação não é escandalosa, pela normalidade de que se revestia. Mas no ano seguinte (a 9 de Janeiro de 1514), morre o Arcebispo de Mogúncia (Mayence) e Alberto consegue obter a eleição para o cargo. Recordemos, entretanto, que o Arcebispo de Mogúncia fazia parte do Colégio Eleitoral Alemão, órgão de eleição do Imperador do Sacro Império. A sempre necessária confirmação da Cúria Papal romana surge na segunda metade desse ano de 1514. Para tal, o nóvel Arcebispo terá de pagar um tributo relativamente elevado à Santa Sé - qualquer coisa como 24.000 ducados. E é neste quadro que tem lugar a pregação das indulgências. Com efeito, pela Bula de 1515, as indulgências começam a ser pregadas a partir de 1517. Após diversos arranjos circunstanciais, ficou estabelecido que, descontada a parte destinada ao Imperador Maximiliano, tanto o Papa como o Arcebispo Alberto receberiam cada um 50% da receita apurada. No fundo, negócio rendoso e proveitoso para todos os intervenientes. O Papa poderia financiar a reconstrução da Basílica de S. Pedro em Roma e Alberto poderia pagar a dívida que tinha em aberto para com o banqueiro Fugger, pelo empréstimo por este feito para financiar e custear todas as despesas com o processo de investidura do Arcebispo Alberto de Magdeburgo e de Mogúncia (1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justo que se queira saber em que consistia tal pregação. Deixemos Lucien Febvre falar uma vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pregava-se a remissão plena dos pecados daqueles que, arrependidos, contribuíssem com uma oferta para a caixa das indulgências. Estas estavam tabeladas de acordo com a classe social e a fortuna pessoal de cada penitente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pregava-se o direito de escolher um confessor privado, com o poder de conceder ao penitente a indulgência plena dos seus pecados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pregava-se a remissão plena dos pecados das almas do Purgatório, através da aquisição de ofertas tarifadas (2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em pormenor, em que consistiam as indulgências? Vejamos o que diz Richard Stauffer a este respeito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja ensinava que a pena temporal devida pelos pecadores já perdoados podia ser remida não só por meio de reparações, sacramentais ou não, mas também por meio da indulgência. Sem excluir a penitência, a Igreja considerava que, recorrendo ao tesouro dos méritos constituídos pelas obras super-rogatórias dos santos, podia conceder a remissão de pena ao pecador perdoado. A partir de Sisto IV (1476), podiam-se comprar indulgências a favor das almas do Purgatório (3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este passo se vê que a venda das indulgências por Tetzel não infringia nenhuma norma da Igreja. Mas o ponto fundamental das indulgências é o facto de partirem do pressuposto de que o pecador tinha de sofrer algum tipo de pena, de castigo, pelo pecado cometido (e entretanto perdoado). Na prática, o que acontecia era que a culpa do pecado e o respectivo pecador eram perdoados por Deus, havendo, no entanto, necessidade de o pecador cumprir uma satisfação temporal aqui nesta vida ou além no Purgatório. Essa satisfação consistia numa peregrinação ou na realização de uma boa obra. O pecador, no entanto, podia ficar liberto do castigo temporal desse pecado mediante a compra da indulgência (4). A indulgência era, pois, uma espécie de cheque passado sobre uma conta de boas obras excedentárias de Jesus Cristo ou dos santos a favor dos pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São estes documentos, pois, que Tetzel põe à venda em 1517. Diga-se de passagem que o Dominicano utilizava o que podemos classificar de elaborados métodos de "marketing" espiritual. Dele se diz ter afirmado que "logo que a moeda da compra de uma indulgência tocar o fundo da caixa, uma alma é liberta do Purgatório..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de comentário a esta doutrina da Igreja, podemos dizer que, ao fazer distinções subtis entre o efeito do pecado e o pecado em si mesmo, o Papado acaba por retirar valor ao sacrifício expiatório de Cristo, eliminando deste modo a própria segurança do crente. Este, no fundo, anseia pela segurança espiritual que esse mesmo sacrifício lhe confere e daí agarrar-se à tábua de salvação prefigurada nas indulgências. Não nos esqueçamos também que estamos numa época que sofre os efeitos de toda uma angústia espiritual colectiva, o que explica sobremaneira a aceitação tão imediata da pregação das indulgências (5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angústia essa bem patente no conceito de Dies Irae, momento em que o Homem estará completamente só perante o Deus justo e castigador. Nem santos nem Virgem para o socorrer. Daí o consolo e a ajuda que a doutrina luterana da justificação pela fé vem representar para tantas almas angustiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 31 de Outubro de 1517 - data célebre e de todos conhecida - Lutero afixa as suas 95 Teses. Daí pensar-se que a pregação de Tetzel vem precipitar os acontecimentos, forçando ou provocando Lutero a uma resposta. Emotiva de preferência. Nada de mais errado, quanto a nós. E errado também admitir ser a pregação de Tetzel o que leva Lutero a não perfilhar a doutrina tradicional da Igreja da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos em consideração alguns pequenos pormenores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutero afixa as teses não a 31 de Outubro mas na véspera do Dia de Todos os Santos. Data importante por ser nesse dia - 1 de Novembro - que, todos os anos, os devotos peregrinavam em multidão, rumo a Wittenberg, em busca do almejado perdão. Momento alto de piedade e de negócio também. Frederico-o-Sábio, senhor de Wittenberg, acumulara na igreja do castelo cerca de 17.500 relíquias diversas, cuja veneração garantia 128.000 anos de indulgência (6) (7). Ora, já nessa altura, Lutero desaprovava não só essa veneração como também o privilégio concedido a esta igreja de distribuir as indulgências da &lt;strong&gt;porciúncula&lt;/strong&gt; (isto é, da pena e da culpa). Precisamente em cada festividade de Todos os Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, verificamos que havia pelo menos um ano, já Lutero defendia em público o teor das suas 95 teses. Com efeito, a 31 de Outubro de 1516, encontramos o Frade Agostinho a pregar um sermão sobre as indulgências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em 1516, no mês de Setembro, escreve e discute as teses &lt;em&gt;&lt;strong&gt;de viribus et voluntate dominis sine gratia.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Título por si só suficientemente elucidativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a 4 de Setembro de 1517, envia a um irmão agostinho, de nome Gunther, não 95 mas 97 teses, em muito idênticas às 95 do mês seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é assim escandaloso admitir que Lutero terá "ignorado" Tetzel, já que todos os dados indicam que mesmo sem Tetzel, as 95 teses veriam a luz do dia. A pregação do Dominicano terá funcionado como pretexto ou ocasião mas nunca como o elemento que leva Lutero a sintetizar o seu pensamento, nunca como uma reacção emotiva e extemporânea perante um flagrante escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 95 Teses não são fruto de um trabalho de momento, não são uma resposta emocionada e momentânea, fruto de uma não reflexão. Não! 31 de Outubro é bem um marco na História da Humanidade porque representa e apresenta um Lutero já luterano, um Lutero que emite uma opinião ponderada e reflectida. As 95 Teses são o culminar de toda uma elaboração anterior e que reflectem bem a sua descoberta, anos antes, da doutrina revolucionária e libertadora da justificação pela fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de outros documentos, em que a emotividade de Lutero está bem patente, estas teses não revelam um Lutero colérico ou emocionado. São antes um apelo calmo e sossegado, de uma alma turbulenta e atribulada finalmente em paz consigo e com o seu Deus. São um convite à análise e discussão teológica de importantes e fundamentais artigos de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o conteúdo das teses? Vejamo-las em resumo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1-4&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; O Cristão faz penitência durante toda a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;5-7&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; Só Deus pode perdoar os pecados.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;8-29&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; No Purgatório, o Papa não tem direito de perdoar castigos, pois com a morte do Homem, acaba para a Igreja a possibilidade de castigar ou livrar as almas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;30-40&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; Tratam das indulgências dos vivos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;41-51&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; Comparam as indulgências às boas obras.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;52-80&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; Comparam a prédica das indulgências à prédica do Evangelho. O verdadeiro tesouro da Igreja é o Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;81-91 &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Citam argumentos do povo contra as indulgências como, por exemplo, o reparo de que, se o Papa tem poder para livrar certas almas do Purgatório, qual a razão de não acabar de vez com esse mesmo Purgatório?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;92-95 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Contrastam a religião das indulgências com a própria religião: o Cristão não confia nas indulgências mas está disposto a seguir o seu Mestre.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Não se sabe a data exacta em que ocorreu a grande descoberta de Lutero: o princípio da fé e da justificação pela fé. Designada por alguns de "experiência da torre", tal experiência terá ocorrido entre 1512 e 1516. Até então, é um Lutero em luta consigo e com Deus que vamos encontrar. Um Lutero angustiado e lutando ferozmente pela sua salvação. Um Lutero para quem, a dada altura, o próprio nome de Deus lhe soa como odioso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Influenciado pelos místicos, pela devotio moderna, por Guilherme de Occam, via Gabriel Biel e pela teologia medieval, Lutero encontrava-se num beco sem saída, numa luta desesperante e desesperada consigo mesmo. E porquê? Porque, ao contrário de S. Agostinho, a teologia medieval defendia a ideia de que a vontade do Homem não estava completamente corrompida. Daí, ser-lhe possível, através das suas acções, através das suas boas obras, atingir e merecer os favores da graça de Deus. Influenciado pelas posições occamistas, Lutero debate-se com contradições resultantes do choque entre as doutrinas occamistas e o que ele constatava na sua própria vida, pelos seus esforços de boas obras. Com efeito, Occam defendia que, sem a graça, o Homem pode evitar todos os pecados mortais, mediante os esforços das suas boas obras. Ora, Lutero, apesar de todos os seus esforços e tentativas, sentia-se longe e indigno de receber os favores da graça divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, pois, assim, um profundo conflito espiritual em Lutero que só vai terminar quando ele reinterpreta a uma nova luz a passagem de &lt;strong&gt;Romanos 1:17&lt;/strong&gt; que diz: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;em&gt;"porque no Evangelho se descobre a justiça de Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;É, pois, esta grande descoberta de Lutero que está na base de toda a evolução posterior do seu pensamento e da sua teologia. É esta descoberta da fé que vai sustentar todas as suas posteriores posições. Retire-se-lhe a doutrina da fé e todo o seu sistema fica sem sustentáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em que consistia essa grande descoberta? Ouçamos as suas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justiça de Deus é a justiça que Deus dá e pela qual o justo viverá se tem fé. O sentido de &lt;strong&gt;Romanos 1:17&lt;/strong&gt; é pois: o Evangelho manifesta a justiça de Deus, não a Sua justiça activa mas sim a passiva, por meio da qual Deus, no Seu amor e misericórdia, pega em cada um de nós e nos torna justos, através da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a diferença entre Lutero e a teologia medieval no tocante à justificação pela fé está nisto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os teólogos medievais, a justificação era entendida como que um prémio atribuído por Deus aos méritos do crente esforçado em se apresentar como justo perante Deus, mediante as suas boas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lutero, ao contrário, o Homem por mais esforços que faça é e permanece pecador, logo, indigno da presença de Deus. Só a graça e a misericórdia divinas podem fazer com que a justiça de Deus seja imputada ao pecador. Deus, por um acto de misericórdia, perdoa o pecador e considera-o como justo, por amor de Cristo. Ou, por outras palavras, Cristo interpõe-se entre Deus e o pecador e, agora, Deus não vê mais o pecador mas vê Cristo em seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atingir tal estatuto, tal posição só é possível por meio da fé, só é possível por meio de uma acção, de uma obra exterior ao próprio Homem. Daí dizer-se que qualquer obra realizada pelo Homem, por muito boa ou por melhor que seja, não o vai levar a atingir esta posição de justificado. Daí dizer-se também que o único meio de o pecador ser aceite por Senhor ser por intermédio de Cristo que se ofereceu ao justo juiz como sacrifício válido, vicário e suficiente por todos quantos são pecadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, então, um apelo ao abandono pessoal à graça de Deus, há um apelo a uma entrega pessoal aos desígnios de Deus, há um apelo ao abrir mão da vontade humana. O Homem é, assim, convidado a ceder a sua vontade à vontade de Deus. Porque só a partir do momento em que o Homem pecador e reconhece a sua incapacidade e impotência e se abandona pela fé na misericórdia divina, alcança o dom da justificação pela fé. Sim, porque, repitamo-lo e deixemo-lo bem claro, para Lutero a justificação pela fé, a mais almejada e ansiada situação é e permanecerá sempre um dom, uma dádiva de Deus veiculada pela fé através dos méritos exclusivos do sacrifício expiatório e vicário de Cristo. Há então o que Lutero chama de Palavra (divina) de promessa, sustentáculo inamovível da fé. A fé toma essa Palavra por garantia e por certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, fácil se nos torna compreender que Lutero não podia aceitar a teologia das indulgências, muito menos o mercantilismo de Tetzel que terá horrorizado o Reformador, ao assumir e defender a não necessidade do arrependimento para a obtenção do perdão dos pecados, prémio prometido pelas indulgências. Com efeito, para Lutero, o arrependimento é essencial para a justificação fazer efeito ou, melhor, para o pecador entrar de posse da justificação. A justificação está garantida, está lá, obtém-se pelo exercício da fé mas só se torna real e actuante a partir do momento em que o pecador se reconhece como tal, a partir do momento em que o pecador se arrepende do seu pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lutero, a fé não se identifica com os nossos esforços ou tentativas de criar em nós uma atitude de "pensamento positivo" que nos faculte coragem psicológica capaz de arrostar com as dificuldades da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutero parte da magnífica definição de fé dada pelo autor da epístola aos Hebreus capítulo 11 e &lt;strong&gt;versículo 1&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;"A fé é o firme fundamento&lt;/em&gt; [ou certeza]&lt;em&gt; das coisas que se esperam e a prova &lt;/em&gt;[ou garantia] &lt;em&gt;das coisas que se não vêem".&lt;/em&gt; E a partir deste ponto, elabora todo um pensamento magnífico das virtualidades e potencialidades da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé é, então, em primeiro lugar, um abandono pessoal à promessa de Deus e deixar que ela nos guie, é um abandono a uma palavra de promessa que funciona com o único garante de que o nosso abandono (que implica uma vida - a nossa) não é vão, mas a única atitude correcta a tomar. É que essa dependência da Palavra é a única forma de criar uma relação directa entre Deus e o Homem, a única possibilidade de sentar à mesma mesa, sem intermediários, os dois grandes interlocutores e interessados neste grande drama cósmico que é a salvação do Homem.&lt;br /&gt;Efectivamente, a forma mais correcta e mais eficaz de o Homem ver o seu drama resolvido é colocar-se face a face perante Deus, é ambos os contendores apresentarem-se tal como são e acertarem entre si as contas pendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui que se levanta o problema da justificação. Sendo pecador, o Homem não pode apresentar-se perante Deus. Há que ser justo. E a única forma de tal acontecer é erradicar de si todo e qualquer traço de injustiça, de pecado. É-lhe necessário um intermediário intrínseca e essencialmente justo, que lhe impute essa mesma justiça. Ora, o único que lhe fornece tal garantia é Cristo e a Sua justiça. Então, Cristo surge como aquele que leva Deus a imputar ao pecador a própria justiça divina já que Cristo, sendo justo, cumpriu também toda a justiça divina. Agora, embora ainda só perante Deus, o Homem paradoxalmente deixa de estar só. Por algum motivo - ainda segundo Lutero - Cristo é chamado Emanuel, Deus connosco. E paradoxalmente porque, tendo de se apresentar só perante Deus, não vai na sua própria força ou condição mas sim como que revestido dos méritos de Cristo que aceita pela fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta posição leva a uma conclusão: a partir de agora, o Homem não necessita de intermediários, sejam eles sacramentais, sejam eles sacerdotais. O seu sacerdote passa a ser o Cristo e ele próprio. O Homem adquire a possibilidade de ser o seu sacerdote, na medida em que pode apresentar-se perante Deus com a garantia do sacrifício de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, então, aqui uma novidade libertadora na doutrina da justificação pela fé - é que ao pecador é imputada não a sua justiça mas a justiça de Cristo. Assim, Deus por um acto de misericórdia perdoa-lhe o seu pecado e, por amor de Cristo, considera justo o pecador, considera-o digno de entrar na Sua presença. Daí que esta justiça atribuída não seja produto ou realização humana mas sim uma justiça estranha, alheia ao Homem, a justiça do próprio Cristo, do próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justificação é, assim, como já dissemos, passiva e não activa. Tal justiça alheia exige do Homem um acto de fé, um acto de aceitação da Palavra de promessa divina, um acto de abandono. Isso leva a que, durante toda a sua vida - &lt;strong&gt;simul peccator, simul iustus&lt;/strong&gt; - o Homem tenha de exercer e de recorrer à fé, que o mesmo é dizer, tem de depender de Deus. Há, pois, a entrega da vontade própria e o reconhecimento de que a vontade do Homem, para produzir bons resultados, deve estar submetida e submissa à vontade da fonte do Bem Supremo. E tudo isto, repita-se, porque há uma Palavra divina de promessa, base e sustentáculo da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Lutero vai mais longe. É que para ele não basta aceitar a justificação em fé. É necessário ela ser aceite com fé. Não basta aceitar ou compreender a afirmação da base de apoio da justificação. Não basta um reconhecimento intelectual de que a doutrina funciona nestes termos. É necessário que o Homem, uma vez reconhecida a mecânica da doutrina, personalize em si mesmo essa mesma justificação. Cristo só Se torna minha justificação apenas a partir do momento em que eu O personalizo em mim, a partir do momento em que me aproprio d'Ele e O faço meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho de aceitar que as coisas não só aconteceram "por causa de mim" mas também "para mim". Ou, por outras palavras, a fé não é um conceito estático, passivo, mas antes dinâmico e activo. Ela está sempre em movimento, em acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção que Lutero tem de fé leva-o a fazer afirmações que surgem como revolucionárias ou mesmo heréticas. E cito duas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"A fé cria a deidade em nós".&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Aparentemente, é a negação do princípio bíblico da existência objectiva de Deus. Aparentemente, é o inverso da posição bíblica de que Deus criou o Homem à Sua imagem e semelhança. Aparentemente, é o reconhecimento de que o Homem cria Deus à semelhança humana. Mas só aparentemente. Porque Lutero é um estrénuo defensor da objectividade de Deus, da existência de um Deus exterior e superior ao Homem. Mas Lutero defende também - vestígios da influência occamista - que este Deus é um Deus oculto mas que Se revela ao Homem. E o Homem só tem consciência e conhecimento de que há um Deus porque Deus, de Sua livre e espontânea vontade decidiu revelar-Se à Sua criatura. E revela-Se fundamentalmente através da Palavra. Deus é um Deus que comunica e que Se comunica. Mas este Deus majestoso e transcendente só Se realiza em cada um de nós pela fé. Isto é, é a fé que vai tornar Deus real em nós. É a fé que nos abre o entendimento e a compreensão de quem é Deus. Não há outra via senão a fé. Nem a razão. Só a fé. Então, sem a fé, a Palavra, a Scriptura não é mais do que um conjunto de sons ou de pensamentos mas nela não está presente Deus. Sem a fé, não há lugar para Deus no coração do Homem. E onde Deus não está, aí não existe, porque se Lhe é negada a existência. Por isso, dizíamos no princípio que sem a &lt;strong&gt;fides&lt;/strong&gt;, que sem a fé, tanto a &lt;strong&gt;Scriptura&lt;/strong&gt; como a &lt;strong&gt;gratia&lt;/strong&gt; não são entendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só através da fé Deus Se torna real em nós e podemos então entrar nas profundezas da Sua graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra frase, na mesma linha da anterior é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Sem fé, Deus perde a Sua justiça, a Sua glória, a Sua riqueza e não tem majestade onde não há fé".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente, se a fé, não a fé-esperança mas a fé abandono e certeza na Palavra, se essa fé não estiver presente, não é possível o Homem aperceber-se de todos os atributos da deidade, por lhe faltarem pontos de referência. O Homem poderá detectar e sentir até os efeitos desses atributos mas nunca os reconhecerá nem os atribuirá a Deus, porque não tem fé. É que a fé implica necessariamente o reconhecimento de Deus e só quando nos abandonamos à Sua Palavra, O reconhecemos actuante, em poder e majestade, na plena posse de todos os Seus atributos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, assim, uma personalização da fé. A fé terá de ser um acto intrinsecamente pessoal. Ninguém pode crer por outro. Só eu, como indivíduo, é que tenho de me apropriar da fé. É que a relação entre Deus e o Homem constitui-se numa base individual e pessoal. Deus lida fundamentalmente com indivíduos, com pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta posição tem consequências tremendas na História da Humanidade. É não apenas um apelo ao individualismo mas o reerguer da dignidade humana. O Homem não mais necessita de intermediários humanos ou institucionais, o Homem não mais necessita da protecção alheia. É-lhe reconhecida maturidade suficiente para lidar face a face com o transcendente. Temos também o reconhecimento implícito da liberdade humana, liberdade essa entendida no quadro da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao dizermos que a fé é sempre em referência à Palavra da promessa, ao que Lutero chama de &lt;em&gt;theologia crucis&lt;/em&gt;, entendamos que a fé pode gerar situações de conflito quer com a nossa experiência pessoal, quer com a realidade circundante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, para Lutero, a garantia do crente não está nas circunstâncias, na realidade circundante. A sua garantia é e permanece sempre a promessa da Palavra, a Palavra da promessa. É que muitas vezes, a fé vai contra toda a expectativa, vai contra todos os dados tidos como adquiridos e garantidos, a fé vai contra a realidade que se nos apresenta, a fé vai contra os ditos "factos". Só que a fé se move numa outra dimensão, numa dimensão que não a da razão, a única que pode explicar os factos. É que a fé baseia-se na Palavra de um Deus que sabe o futuro desde o presente, enquanto nós, Homens, nos movemos apenas no quadro do presente não vendo, assim, o futuro, não vendo, assim, o fim das dificuldades presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, então, uma fé que parte não de uma experiência prévia mas sim de uma promessa que rompe o presente e penetra no futuro. Daí que a fé, a confiança tenha de ser incondicional. Daí que, mesmo em oposição, a fé deve permanecer porque, afinal, no meio das maiores tormentas, é a única bóia de salvação que nos resta. Mas uma bóia que não é apenas bóia, vagando ao sabor das correntes, vogando ao sabor das circunstâncias. Essa bóia está ancorada e segura em algo de inamovível - o próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E à medida que fé é posta à prova, ela testa-se a si própria, ela vai passando de experiência em experiência e vai-se enriquecendo porque a fé acaba por ir enriquecendo a nossa própria experiência pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta posição tem uma relevância muito grande porque explica muitas atitudes que, de outro modo, ficariam sem resposta ou explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta fé de Lutero que explica, por exemplo, o seu acto de afixação das 95 Teses. Embora na altura, o seu alvo não fosse a Reforma da Igreja, Lutero pretende apenas que se reformem as consciências individuais. E é com a exaltação da sua descoberta - a justificação pela fé - que Lutero acaba por dar testemunho de um homem que se entregara de corpo e alma à Palavra de Deus, a Quem entregara todas as suas limitações e fraquezas. Lutero avança, nessa ocasião, como em muitas outras, estribado não na sua força natural ou pessoal mas na força que lhe advém da confiança obtida pela sua fé em acção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando a Alemanha da época, com todos os seus condicionalismos políticos, económicos e religiosos, fácil é concluir que, como diz Lucien Febvre, "em tal país fazer cumprir a reforma era empresa condenada a priori. E era-o porque era necessário conciliar bastos interesses, muitos deles opostos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, a experiência, a razão desaconselhava a utilização da Alemanha imperial quinhentista como palco de uma Reforma profunda na Igreja. Pela razão e pela experiência, a Alemanha nem sequer seria considerada como hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui entra fé. Contra toda a expectativa, contra todas as evidências, contra todas as circunstâncias, Lutero avança e despoleta a Crise. E de acção em acção, de experiência em experiência, a fé de Lutero fortalece-se cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não tenhamos dúvidas quanto a isso. O episódio de Worms é significativo e elucidativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se põe a caminho de Worms, Lutero parte como para o martírio. O salvo-conduto não é garantia suficiente de salvação. Recordemos João Huss. Aquando de Worms. Lutero havia sido já considerado herético e os seus livros haviam sido condenados à fogueira. Mas contra toda a evidência (e aconselhamento), Lutero avança em nome da fé. Foi esta fé fundamentada na Palavra que o movimentou, que o guiou. Foi esta fé fundamentada na Palavra que abriu à Europa novas e profundas perspectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a sua fé manifesta-se em outras ocasiões. Vejam-se os casos do casamento dos monges, das freiras e dos padres e o caso da comunhão das 2 espécies. Lutero não os havia considerado até então. Nunca se tinha debruçado sobre o assunto em termos de mudança do estipulado pela Tradição ou pelo costume. Mas quando é solicitado a dar a sua posição, Lutero reflecte e vai procurar na fonte da sua fé - na Palavra - a resposta que todos buscam e exigem. Isto é, Lutero procura dar uma resposta de fé e não uma resposta da razão, da lógica. A preocupação de Lutero é procurar que todas as questões da vida do Homem sejam solucionadas no quadro da fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, acima de tudo, Lutero preza que o homem cristão, o homem da justificação pela fé viva por essa mesa fé. O seu alvo não é conciliar a fé com as circunstâncias. O mais que se poderá dizer é que ele procurará conciliar as circunstâncias com a fé. Ou, pelo menos, conceder ao homem de fé uma resposta de fé que o ajude a enquadrar-se nas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso explica a sua recusa em identificar a liberdade cristã, fruto do exercício da fé com qualquer outro tipo de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade cristã deve permanecer sempre como uma realização da fé e não como o arranjo circunstancial ou contemporização com ideias e movimentos que, ainda que com muito de apelo cristão, têm um base que não a fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí o seu choque com o nacionalismo dos príncipes alemães e a sua recusa de identificação com Ulrich von Hutten. Lembremo-nos que havia príncipes e cavaleiros que viam em Lutero a personificação de um chefe espiritual das forças alemães nacionalistas e que o queriam como tal. E vem-nos à lembrança outra recusa em tudo idêntica, a de Cristo, ao rejeitar qualquer identificação com qualquer figura de Messias político, como pretendiam os zelotas e outros nacionalistas de então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Lutero não está interessado em tal identificação. Como não está também interessado em outras identificações, como o socialismo campesino de Münzer, como o humanismo cristão de Erasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que nenhuma dessas liberdades é sinónimo de liberdade cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a liberdade cristã que Lutero defende é uma liberdade cujas raízes e fundamentos se encontram apenas na Palavra da promessa, único garante do motor que deve fazer avançar o Cristão - a fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Lisboa, 11 de Novembro de 1983&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6981472262189304740?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6981472262189304740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6981472262189304740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6981472262189304740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6981472262189304740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/o-conceito-de-fe-em-lutero.html' title='O Conceito de Fé em Lutero'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-261877946239111477</id><published>2011-06-07T10:32:00.001+01:00</published><updated>2011-06-07T10:32:00.895+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaio'/><title type='text'>Jesus Cristo e as religiões comparadas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans ms;"&gt;Abordar o tema não é tarefa fácil. Para já em si mesmo, se o considerarmos um convite para estabelecer um paralelismo entre a pessoa de Jesus Cristo e o ideário e as reivindicações das outras religiões. Para tanto seria necessário conhecer com um mínimo de profundidade tanto a Pessoa Divina como o conteúdo das diversas religiões cotejadas. Tarefa ciclópica sem dúvida, uma vez que do primeiro não passo de um aprendiz que vai tentando, ao longo da vida e das experiências pessoais, descortinar um pouco do mistério do Verbo Encarnado e da Sua relevância para o existir humano. Quanto ao segundo membro da proposição - as religiões do mundo - não possuo senão um conhecimento superficial, embora o bastante e suficiente para, em boa consciência, ter optado por acolher as reivindicações do mestre galileu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tema aponta ainda outras duas abordagens possíveis. A primeira consistiria em comparar não a pessoa de Jesus mas o Cristianismo com as outras religiões. Nesta hipótese, a clivagem traça-se não na pessoa do Cristo em si, mas no seu corpo de doutrina institucionalizada, com tudo quanto de problemático acarreta o atravessar da história pela Igreja cristã nas suas diversas vertentes e manifestações, enquanto guardiã e sistematizadora do pensamento e dos ensinamentos do seu fundador. E aqui uma vez mais a dificuldade não só de sintetizar em breves minutos todo o confronto e diálogo possível e impossível entre o Cristianismo e as diversas religiões mundiais, mas também a incapacidade de o fazer pelo não conhecimento exaustivo dos corpos doutrinários em presença. Em jeito e proposta de ultrapassar essa dificuldade, poderíamos optar por nos cingir apenas ao universo de influência cristã, ou seja, estabelecer o confronto entre o que é considerado ortodoxia cristã e as diversas correntes e tendências de origem cristã, tidas como heréticas e, sem dúvida, manchadas pela influência de outros sistemas religiosos não cristãos. Mas, sem menosprezo por opinião contrária, essa parece-me uma solução de recurso, para além de obrigar à resolução da premissa de partida: o que é a ortodoxia? E aqui sem dúvida as dificuldades seriam de monta, para não dizer inultrapassáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra abordagem possível consistiria em tentar detectar e perceber qual a relevância (se é que ela existe mesmo) de todo e qualquer sistema religioso no mundo moderno ou pós-moderno. E nesta perspectiva, englobaríamos o Cristianismo, sem o distinguirmos à partida por alguma razão especial, no conjunto de todas as doutrinas religiosas ou de cariz religioso. Teríamos então o tema reduzido à tentativa de resolução de uma pergunta que, consciente ou inconscientemente, acaba por estar presente em todo o diálogo que o Homem de bom senso trava com o mistério da vida: a religião é relevante? As suas reivindicações merecem ser consideradas ou não passam de uma mera efabulação destinada a adormecer as consciências e sossegar os espíritos? Em última análise, estaríamos a reequacionar o tema: o Cristianismo é relevante para o Homem moderno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que seja qual for o prisma pelo qual se aborde o tema (e haveria muitos mais), estas questões em jeito de introdução não podem deixar de estar presentes, ou pelo menos subjacentes, a uma análise séria e ponderada da questão. Com efeito, o Cristianismo não se entende sem uma referência implícita e explícita, sempre constante em permanência à pessoa, que não apenas à figura e ao pensamento de Jesus Cristo. Ao contrário de todas as outras religiões, o Cristianismo caracteriza-se por estar centrado não num dogma ou numa proposta de pensamento, mas na historicidade do seu fundador. Todas as reivindicações do Cristianismo mantêm-se ou entram em colapso se as reivindicações feitas pelo Verbo Divino sobre a Sua própria pessoa se revelarem falhas ou mentirosas. Por isso, sendo Ele o centro do Cristianismo, toda a ortodoxia tem de passar necessariamente por Ele e toda a afirmação de validade cristã tem de ter o Seu aval, tem de se confrontar obrigatória e necessariamente com a premissa: o que diz Jesus Cristo sobre ela? Por isso, abordar Cristianismo e as religiões comparadas é sinónimo de comparar Jesus Cristo e a Sua historicidade (e não apenas os Seus pressupostos doutrinários) com as outras religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à questão maior da relevância das religiões no existir humano, a simples presença da pessoa de Jesus neste diálogo faz resolver o problema pela positiva. A ideia religiosa é relevante para o ser humano, enquanto ser para a vida e enquanto ser para a morte, na medida em que - de acordo com qualquer doutrina religiosa (e não só) - , o homem é um ser para a transcendência. E a experiência religiosa é relevante porque a pessoa de Jesus - ninguém o nega - é relevante para a humanidade como um todo ou, melhor dizendo, para o projecto da humanidade do ser humano. Não houve área deste projecto de humanidade que não interessasse a Jesus e que o Cristo não tivesse vivido intensamente. Porque se há coisa que se pode afirmar de Jesus é que tudo quanto interessa ao ser humano interessa-Lhe não apenas como Filho de Deus (e aqui estaríamos a situar-nos apenas no campo da fé, da verdade meramente religiosa), mas enquanto e fundamentalmente homem cidadão do mundo. E digo fundamentalmente, porque embora não sendo um humanismo, o Cristianismo, na pessoa de Jesus, só é Cristianismo na plenitude cabal e total da humanidade do homem. Embora não sendo um humanismo, o Cristianismo atinge todas as zonas de interesse subjectivo ou objectivo, mesmo as mais insuspeitas, até aquelas a que o homem possa estar menos atento. Nesta perspectiva, então, se Jesus - homem religioso por excelência - é relevante para o projecto de humanidade, então, a ideia religiosa não pode estar arredia da concretização desse mesmo projecto. E logo à partida, a pessoa de Jesus e o Cristianismo tornam-se incontornáveis sempre que se aborde a questão religiosa, seja no confronto entre as diversas religiões, seja no confronto mais alargado do diálogo entre fé e razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a comparação entre Jesus-Cristianismo e as outras religiões levanta um problema de fundo que tem a ver com a própria natureza das reivindicações pessoais que Jesus faz de Si mesmo. Recordemos que Ele reivindica para si uma posição ímpar entre os humanos. São d'Ele as afirmações &lt;em&gt;«Eu e o Pai somos um», «Quem me vê a mim, vê o Pai»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 10:30; 14:9&lt;/strong&gt;) e outras na mesma linha que, por mais voltas que tentemos dar à interpretação e à tentativa de as harmonizar com um discurso racional que rejeita axiomaticamente qualquer identificação (por impossível) entre o homem relativo e o Deus absoluto, a verdade é que em Jesus encontramos este paradoxo, levando-nos a uma primeira conclusão tímida de espanto: Ele é Deus. E por ser espantosa esta reivindicação (porque a nossa racionalidade nos indica o caminho contrário), os Judeus rejeitaram-No porque (merecida e validamente) no seu sistema não há lugar para uma tal identificação e uma tal afirmação é blasfémia pura e merecedora por isso da mais pronta e veemente rejeição e condenação. E isso eles o fizeram, primeiro sem o conseguirem, depois, cravando-O na cruz, num processo judicial a todos os títulos eivado de erros. Mas não foram apenas os Judeus a assumir tal julgamento. Este paradoxo perturbou algumas correntes cristãs do passado e do presente que quiseram ver nas palavras de Jesus uma alegoria ou a expressão não original mas a sistematização doutrinária de uma igreja nascente. Não rejeitando embora que muito do relato evangélico é fruto de um arranjo literário e reflexo de um corpo doutrinário em fase de sedimentação, o problema mantém-se: desde cedo as afirmações de Jesus (e nomeadamente as atrás referidas) surgiram como paradoxais e apontando numa direcção de interpretação literal que tentativas posteriores em sentido contrário nunca lograram contrariar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta reivindicação crística de singularidade face aos homens e de identificação e identidade não apenas com o divino mas com a deidade coloca Jesus e o Cristianismo numa posição singular face a todos os outros credos. Daí a perplexidade e a dificuldade em comparar o Cristianismo e as outras religiões: como comparar o que não é comparável? Como comparar duas realidades que, embora movendo-se no mesmo plano, pertencem a dimensões distintas? Como comparar o apreensível com o inapreensível? Como comparar o inominável com o nomeável? E em eco quase ouvimos as palavras do Eterno: &lt;em&gt;«A que me assemelhareis?» &lt;/em&gt;(&lt;strong&gt;Isaías 40:25&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o paradoxo que é Jesus vai mais longe. Embora num plano que transcende toda a cogitação humana, ao estabelecer uma fronteira bem demarcada, colocando, por assim dizer, a fasquia em posição inultrapassável, Jesus assume-se como eminentemente humano, como o mais humano de todos os seres humanos. A tal ponto que cotejando-O com os grandes pensadores e os grandes vultos que percorreram a história da Humanidade, Jesus surge numa posição única e singular, voltando a colocar a fasquia em posição inultrapassável, desta vez no pólo oposto do Absoluto, na relatividade humana. E soam-nos as Suas palavras: &lt;em&gt;«Quem me convencerá do pecado?»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 8:46&lt;/strong&gt;), &lt;em&gt;«Eu estive convosco no mundo»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 17:12&lt;/strong&gt;), &lt;em&gt;«Não sou deste mundo»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 8:23&lt;/strong&gt;). Por alguma razão se diz d'Ele que Ele é o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. Bem sei que este texto tem sido interpretado numa lógica da infinitude divina, atirando-o para o domínio do absoluto divino e nessa perspectiva, de acordo com este texto, Jesus é encarado como Aquele que engloba em si toda a plenitude da divindade. Mas poderíamos encarar essa afirmação segundo esta outra perspectiva. E disso se faz eco o credo dos cristãos quando afirma que Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ou seja, tudo quanto de relativo e tudo quanto de absoluto existe no homem está concentrado em Jesus. N'Ele se encontram as respostas para os anseios mais ilimitados e mais imediatos do ser humano. Ele é de facto o ponto Omega, no qual e para o qual se concentram toda a busca, ansiedade e certeza do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarando a questão a esta luz, cabe perguntar: qual dos fundadores das diversas (diríamos de todas) religiões se compara à pessoa de Jesus? Quem pode assumir as reivindicações que brotaram dos Seus lábios e toda a sua mensagem, vida e exemplo permanecerem pertinentes e dignas de atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, Jesus é uma figura paradoxal. De resto, todo o Cristianismo é um paradoxo. A tal ponto que, embora se possa compreender racionalmente, escapa por completo a toda e qualquer lógica racional. Bastaria apontar uma única causa: a historicidade do Cristianismo. Mais do que em dogmas, o Cristianismo baseia-se na historicidade das suas reivindicações. E ao colocar a questão em termos de historicidade, Jesus está por assim dizer a jogar no terreno que é próprio do homem. De facto, o homem é um enigma, é um abismo: ser para a transcendência, é verdade, mas toda a sua existência só faz sentido em termos históricos. E é no terreno que lhe é próprio, pela natureza intrínseca do homem, que o homem vai ter de encontrar as respostas para a sua angústia existencial. Assim, Jesus não atira para um Xangri-lá distante e onírico a resolução daquilo que efectivamente angustia o ser humano: o sentido da vida! Não coloca a resposta em propostas e proposições filosóficas e dogmáticas. Tão pouco a estabelece num quadro de conceitos cujos axiomas terão de ser aceites como dogmas. Jesus não oferece dogmas nem conceitos abstractos. Ele oferece-Se a Si próprio, homem concreto e definido, homem que nasceu como qualquer homem, sujeito às mesmas tensões e pressões do homem seu semelhante, homem que pelo caminho da sua vida e pessoa mostra que há sentido na vida e que esse sentido só se encontra quando nos ocultamos n'Ele, numa identificação plena e total sem, contudo, perdermos quer a nossa humanidade, quer a nossa personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao centrar-se na historicidade, Jesus lança um desafio que ultrapassa tudo quanto poderíamos conceber, desafio esse que jamais qualquer outro fundador lançou, nem poderia lançar. Por causa da sua historicidade e por concentrar em Si o ponto omega da humanidade, Jesus faz depender não só da Sua vida e exemplo, mas também da historicidade de todos os factos relevantes do Seu existir a pertinência e valor de todas as Suas reivindicações de ordem doutrinária. E uma vez mais recorremos às Suas palavras:&lt;em&gt; «Derribai este templo&lt;/em&gt; (referia-se ao Seu corpo)&lt;em&gt; e em três dias o levantarei&lt;/em&gt; (falava da Sua ressurreição)» (&lt;strong&gt;João 2:19&lt;/strong&gt;). Compreendendo a profundidade desta afirmação e desta relação histórica, Paulo podia exclamar: &lt;em&gt;«Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;1 Coríntios 15:14&lt;/strong&gt;). Ou seja, a fé cristã, com tudo quanto ela implica, está dependente não de um dogma, não de um conceito abstracto, não de uma elaboração doutrinária, mas única e simplesmente de um facto histórico, pleno de conteúdo e substância: a morte e ressurreição de Cristo. O que significa que, para o Cristianismo fazer sentido, não basta que Jesus tenha estabelecido o exemplo e tenha vivido cabal e plenamente tudo quanto pregou e ensinou. É indispensável, diríamos é imperativo, que Ele tenha morrido e ressuscitado. Porque se Ele não ressuscitou, os mortos não ressuscitam, se Ele não ressuscitou, enganou-Se e enganou-nos, se Ele não ressuscitou então a vida não passa de um rosário carpido num mar de ansiedades e ilusões. Se Ele não ressuscitou, foi vã a Sua morte e a redenção que ela nos ganhou dissolve-se nas areias da Palestina. Se Ele não ressuscitou, o Cristianismo perde a sua razão de ser. Mas porque Ele ressuscitou, então podemos erguer bem alto a face sem receio de cotejarmos as reivindicações cristãs com as de outros credos, porque a superioridade cristã é patente e tem a garantia de veracidade porque, embora de origem divina, o Cristianismo está enraizado e corporizado na história cristã. Por alguma razão o Verbo se fez carne. E cabe aqui perguntar: qual dos fundadores morreu e ressuscitou? Todos morreram, mas nenhum ressuscitou, porque a sua ressurreição não é indispensável ao alicerce das suas propostas doutrinárias porque elas baseiam-se em dogmas e não neste grande mistério que é ao mesmo tempo a identidade cristã: na impossibilidade de o homem se encontrar com Deus, Deus não só veio ao encontro do homem, como Se identificou com ele nos seus anseios e angústias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na extensão deste pensamento, é legítimo o desafio que outros já lançaram: alinhai os túmulos dos fundadores de todas as religiões e de um só se dirá estar vazio: o de Cristo. Inimitável em vida, Jesus é inimitável também na Sua morte. E isso permite-Lhe reivindicar para Si estatuto único e singular: não só o alicerce histórico e historicista, numa assunção pessoal e não dogmática do Cristianismo, mas também o único caminho para se chegar à divindade e ter com ela comunhão plena, não num estatuto de menoridade ou de esvaziamento, mas de adopção total, numa partilha de natureza que, partindo do próprio Deus, nos identifica com a verdade divina humanizada. E nisto o Cristianismo se diferencia. Sem se impor pelo poder da força ou pela força do argumento, através da Sua encarnação no existir humano, em obediência ao mandato de Deus, Jesus reivindica para Si a exclusividade do caminho para a comunhão com o Todo Poderoso. Quem poderia ousar reivindicar para si tal posição? &lt;em&gt;«Ninguém vem ao Pai senão por mim»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 14:6&lt;/strong&gt;), disse Ele. Ou seja, na economia divina, toda a solução tem de passar necessária e exclusivamente por Cristo Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o paradoxo do Cristianismo não se esgota apenas na figura ímpar e singular do Cristo. Religião salvífica, aberta a todos os homens sem distinções temporais e espaciais, indistintamente da sua condição moral e espiritual, o Cristianismo é acima de tudo uma religião intimista e pessoal. Ele preocupa-se com o homem ser individual e dirige-se ao cerne da sua personalidade, ao âmago daquilo que o caracteriza e o torna distintivo do seu semelhante. Aponta, pois, para uma responsabilidade individual e intransmissível. No confronto com o Deus Todo Poderoso, o homem está sozinho com a sua essência intrínseca, ou seja, com aquilo que o caracteriza e individualiza, sem poder contar com pergaminhos sociais, morais ou de realizações rituais. É no seu despojamento e revelação total, numa entrega completa e incondicional que o homem pode lograr este encontro com o Senhor da Vida. Não há, pois, lugar para esconderijos, desculpas, manipulações ou subterfúgios. O Deus Todo Poderoso não se alcança nem se encontra na base de pressupostos étnicos ou etnocêntricos, na base da prevalência de direitos adquiridos por parâmetros, sejam eles quais forem, estabelecidos pelo homem, pelo hábito ou pelo costume. E este é o drama experimentado, vivenciado pelo homem histórico ou presente: como é possível conciliar o transitório com o perene? Como é possível estabelecer a ligação entre o Absoluto e o relativo imerso num oceano de contingências? À semelhança de outras religiões, o Cristianismo diz que é possível e indica o caminho. E o paradoxo encontra-se aqui. Enquanto nas outras religiões, o caminho indicado exige ou pressupõe toda uma teia de prescrições e de ordenamentos rituais, o Cristianismo continua a salientar que o homem tem de estar sozinho perante o divino. E é exactamente quando o homem se coloca na sua solidão, despido de toda a sua aparência e existência e se revela ao divino na sua essência assumida e plena, que descobre que, afinal, não se encontra sozinho porque, permitindo-lhe assumir-se tal como é perante o divino, Cristo através da Sua obra e pessoa redentoras surge como aquele que não apenas indica o caminho, mas é o próprio caminho. Paradoxo dos paradoxos: o homem está sozinho perante Deus, mas ao mesmo tempo acompanhado e bem acompanhado, acrescentaríamos, porque quem o sustenta neste confronto com o divino é Deus connosco, o nosso Emanuel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, em termos mais simples, Cristo preparou-nos a salvação (com tudo quanto possamos entender por salvação), mas ela só é nossa quando nos assumirmos perante Deus na nossa contingência e insuficiência, desnudos de toda e qualquer capa em que nos queiramos envolver - ritos, obras, referências étnicas, cartas de recomendação sócio-económico-teológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, ao contrário de todas as outras religiões e de todos os outros fundadores, Cristo não se limitou a indicar o caminho. Mohammad diz: submete-te a Allah, Moisés exige: cumpre os mandamentos, Gautama indica: elimina todo o desejo para matar o sofrimento e escapar assim ao ciclo do samsara. Mas Jesus diz: &lt;em&gt;«eu sou o caminho, a verdade e a vida»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 14:6&lt;/strong&gt;). Ao ser o caminho, Ele preparou-o, percorreu-o não por nós, mas em vez de nós, preparando-o de tal maneira que hoje, tal como somos, na nossa contingência e finitude, nos podemos aproximar com confiança d'Aquele que é o Absoluto. Não nos enganemos: segundo o Cristianismo, Jesus é o Salvador, é verdade, mas Ele não nos salva se não assumirmos individualmente a nossa necessidade e se não nos decidirmos a colocar-nos perante Deus. Ele não nos remete para um acto de menoridade, mas para um acto de coragem, de confiança e de fé. Porque se Ele não tem razão, então o nosso acto de ousadia de avançarmos ao encontro de Deus seria premiado necessariamente com uma punição, porque Deus não pode ter comunhão com o pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao preparar e ao ser o caminho, Jesus está a dizer que para o processo da salvação são desnecessários ritos, boas intenções e boas obras, outros intermediários e hierofanias ou até teofanias. Ele é suficiente e bastante, é capaz e exclusivo. Embora consumada, a obra de salvação só deixa o domínio da potência e assume-se em acto quando o Homem por fim reconhece não só a sua incapacidade mas se decide por percorrer o caminho vivo que o Cristo traçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo é, pois, uma religião salvífica. Reconhece a preeminência de um Deus absoluto e a contingência e limitações de um ser humano relativo e finito. Nisto se distingue do Budismo, por exemplo. Mas individualiza-se perante o Islamismo e completa o Judaísmo quando afirma que este Deus tão Omnipotente e Absoluto pretende e deseja (diríamos anseia) ter comunhão com a Sua criatura, a quem oferece a paternidade espiritual. Em Cristo e com Cristo, somos convidados a entrar numa nova relação com Deus, não numa posição de domínio e sujeitos às contingências próprias da fatalidade, mas numa abrangência e consolidação resultantes de uma adopção filial, com todos os direitos, deveres e garantias que uma tal relação implica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bastaria este facto para que o Cristianismo se assumisse como uma religião interétnica, interclassista e inter-qualquer-outra-divisão-criada-pelo-homem. Ou seja, tal como diz o Evangelho, em Cristo não pode haver judeu nem gentio, servo ou livre, macho ou fêmea. No Cristianismo não há lugar para barreiras de cor, de etnia, de nacionalidade ou de qualquer outra estirpe. E neste aspecto, antecedeu (e continuará a anteceder) todas as grandes conquistas igualitárias e de libertação que a história da humanidade tem registado ao longo dos tempos. Igualdade, liberdade, fraternidade? Verdade setecentista já proclamada no primeiro século. Abolição da escravatura? Afirmação oitocentista, orgulho da portugalidade, já defendida desde o primeiro século. Derrube da exploração do homem pelo homem? Bandeira novecentista que o desvario de regimes totalitários desvirtuou, anunciada já no primeiro século. E poderíamos multiplicar os exemplos. Por isso, o Cristianismo tem também um alcance social, campo onde se deve fazer sentir e intervir sem receios porque, ao contrário de algumas correntes religiosas, cristãs ou não cristãs, este mundo não é uma ilusão, é a nossa casa e, enquanto tal, como cristãos, temos não o direito, mas o dever de intervir e de fazer ouvir a nossa voz. E ela será tanto mais ouvida e mais forte quanto se demonstrar à saciedade, &lt;em&gt;urbi et orbi&lt;/em&gt;, esta reivindicação vivida nas comunidades cristãs: em Cristo, a pele do ser humano só tem uma cor: a cor de filhos adoptivos de Deus. Em Cristo, a classe social do ser humano é uma só: a de cidadãos do reino de Deus. Em Cristo, o estatuto económico do ser humano é um só: a rejeição e o desapego ao amor do dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é apenas no plano social que o Cristianismo se eleva e se afirma: do plano ecológico, o Cristianismo não está arredio. Ao contrário de outras ideologias religiosas, o Cristianismo defende que, não sendo este universo uma ilusão, ele é criação de Deus e, como tal, obra-prima do divino. Recordemos que o Senhor Elohim colocou Adão e Eva no jardim do Éden para cuidar dele. Este universo em que habitamos é o nosso jardim do Éden. Como tal, o Cristianismo defende a imposição da obrigação de cuidarmos dos bens do Senhor, como mordomos Seus que deveremos ser. A Natureza e tudo quanto nela existe não é pecaminosa nem destituída de valor. A inversão dos valores das sociedades humanas que, à medida que progridem tecnologicamente, se afastam da sua ligação à natureza não nos deve iludir nem enganar. Por vezes, os cristãos são enganados (diríamos miseravelmente) quando, olhando para a sociedade ocidental dita cristã ou baseada em valores cristãs, assumem haver identidade de princípios entre o Evangelho e a nossa cultura ocidental. A uma análise mais profunda e atenta, poderíamos concluir, sem risco de exagero, que a cultura ocidental é tão ou mais pagã que a mais primitiva das sociedades aborígenes deste planeta. Com efeito, embora o Cristianismo encarne nas sociedades humanas, tanto no plano temporal como no plano espacial, nenhuma cultura humana é detentora do Cristianismo. Por isso, enquanto seguidores do Galileu, enquanto cristocêntricos, não deveremos recear dar razão aos não-cristãos quando põem a nu as deficiências da cultura da nossa sociedade ocidental. Não esqueçamos que o genocídio étnico e cultural de antanho e o genocídio económico hodierno perpetrado pela globalização, embora com capa de cristã não se apoia em valores que o Cristianismo defende. A cruz pode ter a forma de uma espada (a espada do Espírito), mas a espada não tem a forma de uma cruz, mas de um cutelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos que correm, dominados pelas ideologias da Nova Era, o Cristianismo, à semelhança do que aconteceu em épocas passadas, em que travou duelos renhidos, enfrenta hoje de novo um tremendo desafio. De resto, toda a vida do Cristianismo foi pautada por lutas e pleitos constantes! Hoje, o desafio assume formas insidiosas, insinuantes e atraentes. Qual odalisca numa qualquer dança do ventre ou dos sete véus, as ideologias da Nova Era conseguiram atrair e adormecer alguns sectores cristãos que, sem se aperceberem abraçaram esse ideário vindo das profundas do Inferno, numa concubinagem desavergonhada. É comum dizer-se que a nossa sociedade pós-modernista é uma sociedade pós-cristã e que o Cristianismo está ultrapassado e decadente, depois de ter cumprido o seu papel histórico. É no fundo o corolário natural de todo um processo ideológico. Depois de matar Deus, matou-se o homem, o homem tradicional. E a Nova Era - assumamos as suas diversas ideologias como um todo - nos seus pressupostos astrológicos (falsa ciência que embala os incautos) dá substrato a esta posição. Estamos no dealbar de um novo ciclo astrológico, estamos a entrar na Era do Aquário. E todo o novo ciclo astrológico impõe uma ideologia universal que suplanta a anterior, neste caso, o Cristianismo. Essa nova ideologia terá uma forte componente esotérica, porque ligando o signo de Aquário (representado por uma mulher) ao seu signo oposto de Leão, teríamos a figura da esfinge, metade mulher, metade leão, o símbolo de todos os mistérios esotéricos. Ou seja, no Aquário, por assim dizer, a Esfinge finalmente falará. Belo trajecto e bela elaboração astrológica, sem dúvida. Rendamo-nos! Os astros falaram! O Cristianismo caducou como caduco está também o signo em que nasceu e floresceu, o signo de Peixes! Que pena! Só que, em todo o Zodíaco, o único animal cujo elemento natural é a água e sem a qual não pode viver é o peixe. E o peixe é o símbolo do Cristianismo. O que quer dizer que, apesar das investidas de toda e qualquer potestade que se levante contra a mensagem do meigo Salvador, a mensagem de Cristo permanece eterna porque o Salvador é de natureza eterna. O que quer dizer que neste Aquário cósmico, o Peixe divino continuará impavidamente a nadar e a crescer. Que se acautele o aquário que este peixe tem a força suficiente para o obliterar e desfazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falávamos das lutas que o Cristianismo enfrentou ao longo da sua existência. Sem se enredar num casulo de transcendência célica, remetendo para moradas angelicais a resolução dos problemas do homem, deixando-o até lá numa contemplação seráfica e desprendida do mundo que o rodeia, nem se encerrar numa torre de marfim, numa atitude autista de contemplação do seu umbigo teológico, o Cristianismo traça a fronteira bem delimitada da acção e da vivência do cristão, posição essa soberbamente traduzida pela asserção do Mestre:&lt;em&gt; «Estais neste mundo, mas não sois deste mundo»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 17:16&lt;/strong&gt;). Mas - e continuou a alertar - &lt;em&gt;«neste mundo tereis aflições»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;João 16:33&lt;/strong&gt;), ao que poderíamos acrescentar com a ousadia própria dos cristãos:&lt;em&gt; "com Ele venceremos".&lt;/em&gt; E essas aflições, quanto a nós, estão bem traduzidas na tripla tentação sofrida pelo Cristo após a Sua iniciação baptismal. Tripla tentação que resume em si o tipo de aflições características que o cristão está sujeito a enfrentar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;primeiro lugar&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;necessidade física&lt;/strong&gt;. Jesus teve fome e era-Lhe legítimo saciá-la, porque poder para transformar as pedras em pão não Lhe faltava. E esta é uma tentação, uma aflição que avassala os cristãos: a tentação de transformar o Cristianismo, mensagem divina e perene, prenhe de esperança e de certezas para o mundo imediato, para as fomes do ser humano, em mero discurso e práxis sócio-política de matiz moral, esvaziando-lhe o seu conteúdo de transcendência renovadora e remetendo-o em última análise para um exercício de jogos de poder. O Cristianismo preocupa-se, é verdade, com a materialidade do mundo humano, com o &lt;em&gt;physis&lt;/em&gt; do ser humano, mas não se esgota nem se limita a essa dimensão. Do seu programa faz parte a elevação do ser humano em todas as vertentes da sua contingência física, mas um Cristianismo de cariz meramente sócio-económico de raiz ético-política é uma caricatura do plano divino. Dizer que o Cristianismo não se impõe pela razão da força mas pela força da razão é uma frase feita que parece plena de razão mas a que lhe falta a razão da plenitude. O Cristianismo é mais do que força da razão. Sendo de matriz divina, a sua acção resulta de uma metanóia voluntária, individual e pessoal, não imposta por qualquer poder, seja ele político, moral ou social. A entrega do cristão é de renúncia a qualquer bandeira ou programa que não seja a glorificação do Deus eterno, justo e amoroso, na Sua abrangência de Aba, pai, de um abraço de convite estendido a todos os homens. Ora, isto ultrapassa todo o limite e campo de acção de uma moral ou de um programa sócio-político reformador. Ou dizendo de forma mais simples, o cristão tem não de fugir mas de enfrentar a tentação de transformar o Cristianismo em mero programa social e moral porque a breve trecho estará a transformá-lo em parceiro político, numa luta política com aquilo que de mais asqueroso e repelente apresentam a política e os políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;segunda tentação&lt;/strong&gt; enfrentada por Cristo é a &lt;strong&gt;tentação da manifestação de poder&lt;/strong&gt;. &lt;em&gt;«Lança-te daqui abaixo»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Mateus 4:6&lt;/strong&gt;), aliciou-O o Tentador. E era fácil para Jesus mostrar-lhe que, como Verbo divino vivo, as promessas de Deus se cumpririam em todos os actos da Sua vida. Mas o Cristianismo não é um jogo de magia, nem as palavras da Escritura em que está ancorado são mantras tântricos que, pela simples vibração sonora, qual varinha de condão em mãos de feiticeiros inexperientes, transformam em ouro e pedras preciosas os cacos de uma qualquer teologia desvirtuada que se pretende cristã em jeito de Nova Era. É fácil, perante tantas promessas nas Escrituras, acreditar que, como filhos de Deus, podemos manipular a divindade a nosso bel-prazer e levá-la a satisfazer ardores de vanglória mal contidos e disfarçados de desejos da maior glória de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;strong&gt; terceira tentação&lt;/strong&gt; é a da &lt;strong&gt;contemporização&lt;/strong&gt;.&lt;em&gt; «Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Mateus 4:9&lt;/strong&gt;), insinuou-lhe o Maligno. Em Jesus, o caminho para a glória passava necessariamente pela cruz, pelo sofrimento. O plano de Deus estava traçado e só Lhe competia cumpri-lo sem tergiversações. Só assim o Cristo seria Cristo. Só mantendo na íntegra as exigências de Deus é que o Cristão merece ser chamado igual a Cristo, significado afinal do nome cristão. E é fácil em qualquer tempo de diálogo interconfessional, de diálogo fé-razão, de compreensão e aceitação do outro ceder à tentação de adaptar o Cristianismo aos moldes da lógica humana. Mas isso é desvirtuar a natureza e a essência íntimas do coração de Deus reflectido e espelhado na mensagem evangélica. Há valores e princípios no Cristianismo de que não podemos abrir mão, mesmo em nome da concórdia e da solidariedade entre os seres humanos porque, afinal, dizem, somos todos filhos de Deus... O diálogo que o Cristianismo pode e deve manter com os outros não significa nem implica adaptação ou abrandamento das suas exigências. Uma coisa é o Cristianismo encarnar nas diversas culturas (Paulo dizia &lt;em&gt;«fiz-me judeu para ganhar os judeus e gentio para alcançar os gentios&lt;/em&gt;»,&lt;strong&gt; 1&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Coríntios 9:19-22&lt;/strong&gt;) e falar-lhes numa linguagem que elas entendam, outra coisa bem diferente é a reformulação intrínseca dos princípios e valores cristãos num gesto de malabarismo e travestismo teológico. O Cristianismo é tolerância e diálogo, é certo, mas não amorfo nem anda à procura de adaptações ou novas revelações para assim ser mais aceite e ter mais popularidade. O Cristianismo não necessita de popularidade, o Cristianismo exige convicção e convicção consciente e dedicada. No campo desta tentação é fácil ser-se iludido pela pseudoverdade de que o importante é crer, porque, afinal, é a fé que nos salva. Crer não importa em quê, porque o importante é crer... É fácil também aceitar que, afinal, o Cristianismo vem influenciando o mundo há 2000 anos e que a sua marca está patente no existir do avanço humano. A cedência a uma tal tentação abre caminho a um sincretismo amorfo e complacente porque afinal, todos os grandes fundadores são profetas de um mesmo Deus... Surjam os Bahahulahs e os siques que surgirem com uma mensagem aparentemente conciliadora e sintetizadora que mais não são que as sereias que pretendem engodar-nos, quais Ulisses e companheiros, com um canto mavioso, é certo, mas venenoso e mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falámos de tentações, de aflições, ou seja, dos grandes tipos de problemas que o Cristianismo enfrenta. Poderíamos dizer que, pela sua natureza essencial, o Cristianismo não lhes pode fugir. Sem defendermos uma teologia do sofrimento necessário e inevitável, parece-nos líquido que o Cristão enquanto tal está destinado, por assim dizer, a entrar em conflito com o mundo, a vida e até os valores culturais das sociedades humanas. Desse conflito, resulta consequentemente dor e sofrimento. Como religião militante, com um quadro doutrinário perfeitamente estabelecido e coerente, o Cristianismo apresenta-se não como uma alternativa ao problema da alienação humana, mas como a alternativa. Ao contrário de algumas religiões e seitas (mesmo de inspiração cristã), o Cristianismo do ponto de vista doutrinário, naquilo que tem de essencial, está constituído uma vez por todas e não necessita de acrescentos que mais não são que meros remendos. É que o Cristianismo assume-se como um absoluto doutrinário no qual o compromisso é palavra arredia. Por isso, não se pode reduzir a simples moral (toda a moral está sujeita a uma ideologia dominante de carácter político), nem a um programa social. Há absolutos no Cristianismo que lhe constituem o cerne. Ora, num mundo ou numa sociedade relativista, em que os seus absolutos são relativos - os valores que a sustentam variam consoante o costume, a ideologia, a classe ou casta dominante - o Cristianismo entra necessariamente em choque. E esse choque pode eventualmente provocar dor e sofrimento. É aquilo que a Escritura designa pela cruz do Cristão. Ao contrário de muitas correntes (cristãs inclusive), o Cristão não é chamado a uma vida cor de rosa, mas a uma luta constante que principia pelo convite que lhe é feito de um abandono, de uma entrega pessoal não a um programa reformista ou idealista, mas uma pessoa concreta, a pessoa de Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer aprofundar este aspecto do Cristianismo, cabe afirmar que apesar dessa militância (termo militar por excelência) a doutrina do Cristo de Nazaré não aponta para uma qualquer jihad. São Suas as palavras: &lt;em&gt;«Se o meu reino fosse deste mundo pelejariam os meus servos... mas o meu reino não é deste&lt;/em&gt; mundo» (&lt;strong&gt;João 18:36&lt;/strong&gt;). E embora a Escritura apele ao "repouso no Senhor", tão pouco propugna à posição oposta de uma contemplação seráfica e beatífica, numa atitude de dissolução de um eu esotérico. O Cristianismo é uma religião de compromisso, de entrega pessoal e consciente, de combate é certo, mas as armas de que lança mão não são armas feitas pelo homem. A têmpera do aço das suas armas espirituais é forjada no amor, na rectidão, no encanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo quanto dissemos, é fácil concluir pela superioridade do Cristianismo. Não admira. Como cristãos, essa terá de ser a nossa confissão, como seria em relação ao Judaísmo, ao Islamismo, ao Budismo e a todos os ismos de que fôssemos adeptos. Mas esta afirmação não resulta de uma visão parcial ou sectária. A uma análise objectiva, há que reconhecer que, no universo das religiões, o Cristianismo surge como singular e sui generis, para não voltar a referir o seu aspecto paradoxal, sem comparação plena e cabal com qualquer outra. Do Cristianismo se pode dizer que ou o amamos ou o odiamos. Religião de contrastes e aparentemente frágil nos seus pressupostos doutrinários («&lt;em&gt;o evangelho de Cristo é loucura para os gentios e escândalo para os judeus»,&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; 1 Coríntios 1:23&lt;/strong&gt;), o Cristianismo surge a uma análise mais atenta pleno de mistério e de sedução. Não deixa ninguém indiferente. Para além do testemunho de homens célebres, cristãos ou não, bastaria citar que o Cristianismo surge como referência central em alguns outros credos religiosos. O Judaísmo aponta para o Messias que encarnou em Cristo Jesus. O Islamismo venera a pessoa do Galileu, como um profeta muito especial. A fé bahai não dispensa os ensinos do Cristo e o próprio budismo, embora historicamente anterior, esforça-se por salientar os aparentes paralelismo entre os ensinos de Gautama e de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos com uma nota mais: em certo aspecto, o Cristianismo não inventou nada. Limitou-se a cumprir a profecia que do Cristo estava escrita. E ao surgir e viver, Jesus avalizou a promessa divina. E ao não centrar num corpo dogmático a vivência que exige aos Seus discípulos, mas ao estender-lhes um convite pessoal e directo corporizado no «Sigam-me», convite esse que é um apelo a uma identificação com uma pessoa concreta e não com um ideário que, demonstrada a falsidade das suas premissas e asserções, deixa órfão qualquer que o abrace, Jesus demonstra toda a força das Suas reivindicações. É que Ele está interessado no homem todo e não apenas em parte, nomeadamente, a sua componente afectiva, intelectual ou religiosa. E como tal, numa atitude de aparente fragilidade, faz depender de um único factor toda a validade das suas posições. E esse factor é a vida na sua expressão histórica. Jesus demonstrou todo o valor, pertinência e necessidade da Sua doutrina, vivendo. Tudo quanto fez e disse não só aconteceu mas fundamentalmente aconteceu em si e n'Ele. E nisto está a singularidade do Cristianismo. O aval do valor do Cristianismo não se encontra numa defesa teológica de uma proposta de dogmas ou elaborações filosóficas ou na sua imposição pela força. O aval é dado por uma pessoa, a pessoa de Cristo Jesus, garante e selo de toda a nossa esperança. Se há coisa que não podemos negar é o facto histórico, porque é na história que nos movemos. E ao entrar na história e ao fazer depender, em última análise, da história o valor das Suas posições, Jesus confere ao Cristianismo a força da evidência e a certeza da rocha inabalável. O nosso ideário cristão não se baseia em propostas passíveis de discussão ou adaptação, mas na consistência do assegurado e garantido do facto. Por isso, o Cristão não é apenas uma pessoa confiante, mas serena porque sabe que o destino do seu espírito, da sua alma e do seu corpo está em boas mãos, nas mãos d'Aquele que, nas palavras imortais do apóstolo Paulo,&lt;em&gt; «sendo em forma de Deus, Se esvaziou a si mesmo e tornou-Se semelhante ao homem, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai»&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;Filipenses 2:6, 7, 10, 11&lt;/strong&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Santo António dos Cavaleiros, 15 de Março de 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seminário realizado no âmbito do IV Congresso de Profissionais Cristãos, 16 a 18 de Março de 2001, no Vimeiro, Torres Vedras&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' 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Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-6924040537578642770</id><published>2011-06-06T11:55:00.001+01:00</published><updated>2011-06-06T11:55:00.234+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>nasci numa noite de nevoeiro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;nasci numa noite de nevoeiro...&lt;br /&gt;ao longe,&lt;br /&gt;sobre as montanhas,&lt;br /&gt;crocitam corvos&lt;br /&gt;num bailado frenético&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na rua molhada&lt;br /&gt;sapateiam pedras&lt;br /&gt;de cascalho miúdo&lt;br /&gt;voando pelos lajedos ao compasso&lt;br /&gt;do tac-tac&lt;br /&gt;de botas cardadas do menino&lt;br /&gt;do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no escuro da noite,&lt;br /&gt;no seu ventre abaulado&lt;br /&gt;o ar engolia notas plangentes&lt;br /&gt;da alma&lt;br /&gt;de um violão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no botequim da esquina&lt;br /&gt;o ar envidraçado gemia&lt;br /&gt;na dança dos vapores do alambique&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para além da praça deserta&lt;br /&gt;uma luz&lt;br /&gt;bruxuleava&lt;br /&gt;queimando vultos de sombra&lt;br /&gt;numa dança improvisada&lt;br /&gt;e o menino&lt;br /&gt;de vareta ainda na mão&lt;br /&gt;limpava o sobressalto&lt;br /&gt;tremente&lt;br /&gt;do &lt;em&gt;gongom&lt;/em&gt; imaginário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caído de borco no chão&lt;br /&gt;entregue seu corpo ao frio&lt;br /&gt;alguém&lt;br /&gt;que a vida levou&lt;br /&gt;em galés de delírio&lt;br /&gt;quebrado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ouço passos que soam&lt;br /&gt;rasgados&lt;br /&gt;ou em gritos&lt;br /&gt;que rouquejam&lt;br /&gt;e uma canção úbere&lt;br /&gt;de lágrimas&lt;br /&gt;vejo vozes&lt;br /&gt;delirantes&lt;br /&gt;na roda viva da vida&lt;br /&gt;ouço e vejo&lt;br /&gt;vejo e ouço&lt;br /&gt;e calado me deixo&lt;br /&gt;olhando o vácuo&lt;br /&gt;das quatro paredes da sala. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-6924040537578642770?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/6924040537578642770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=6924040537578642770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6924040537578642770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/6924040537578642770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/nasci-numa-noite-de-nevoeiro.html' title='nasci numa noite de nevoeiro'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-3608778003116739256</id><published>2011-06-05T10:50:00.000+01:00</published><updated>2011-06-05T10:50:00.386+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>é sempre esta ânsia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;É sempre esta ânsia&lt;br /&gt;de esperar&lt;br /&gt;pelo escuro das horas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é sempre esta ânsia&lt;br /&gt;de querer criar&lt;br /&gt;círculos perfeitos&lt;br /&gt;e completos&lt;br /&gt;na espiral do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é sempre esta ânsia&lt;br /&gt;incontida&lt;br /&gt;e desmedida&lt;br /&gt;de aprisionar num momento&lt;br /&gt;o revolver do instante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é sempre esta ânsia&lt;br /&gt;de te chamar&lt;br /&gt;na resposta do desafio&lt;br /&gt;lançado na esteira&lt;br /&gt;do meu sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é sempre esta ânsia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a certeza&lt;br /&gt;da certeza que não veio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-3608778003116739256?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rua-reflex.blogspot.com/feeds/3608778003116739256/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8077682209866041794&amp;postID=3608778003116739256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3608778003116739256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8077682209866041794/posts/default/3608778003116739256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rua-reflex.blogspot.com/2011/06/e-sempre-esta-ansia.html' title='é sempre esta ânsia'/><author><name>Jorge Pinheiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01301799631004460501</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_ZxktX8tYy_Y/STL9pQL6t5I/AAAAAAAAAAM/HPT8wxTa0uI/S220/Barcelona_01.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8077682209866041794.post-2783979064566410493</id><published>2011-06-04T13:14:00.000+01:00</published><updated>2011-06-04T13:14:00.143+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>quando partires</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;br /&gt;Quando partires&lt;br /&gt;não estarei só.&lt;br /&gt;Fica comigo alguma coisa&lt;br /&gt;que é tua&lt;br /&gt;e não levaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando partires&lt;br /&gt;não ficarei só.&lt;br /&gt;No buraco da parede&lt;br /&gt;permanece reflorido&lt;br /&gt;o canto dos teus sonhos&lt;br /&gt;em manhãs&lt;br /&gt;que fazias plenas de magia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando partires&lt;br /&gt;não me deixarás só.&lt;br /&gt;Teus passos soam pelo soalho&lt;br /&gt;anunciando&lt;br /&gt;o regresso quotidiano&lt;br /&gt;da tua prece de esperança&lt;br /&gt;mesmo quando te vestias&lt;br /&gt;de desânimo&lt;br /&gt;e prostração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando partires&lt;br /&gt;não me sentirei só.&lt;br /&gt;A tua presença é viva&lt;br /&gt;e forte&lt;br /&gt;e não me dirás que encetaste a viagem&lt;br /&gt;de onde&lt;br /&gt;tu jamais regressarás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8077682209866041794-2783979064566410493?l=rua-reflex.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel=
